Atalho: 6LS8WA8
Gostou do artigo? Compartilhe!

Transplante renal: o que é necessário para ser um doador ou um receptor?

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie este artigo

O que é transplante renal1?

Os rins2 recebem sangue3 arterial diretamente do coração4 e depois que o purificam das substâncias nocivas ao organismo, como a amônia, a ureia5, o ácido úrico e outras, o devolvem pelas veias6 renais, enquanto a urina7 filtrada desce pelos ureteres8, rumo à bexiga9. Além desse papel de “filtro”, os rins2 têm um papel ativo, secretando substâncias importantes para o organismo. Quando o processo de filtragem falha por algum motivo, a pessoa entra em insuficiência renal10, que pode tornar-se crônica e que, ao atingir determinados limites, passa a exigir diálise11 ou transplante renal1 como solução para purificar o sangue3.

O transplante renal1 é a substituição dos rins2 doentes por um rim12 saudável de um doador vivo ou cadavérico e é o tratamento de escolha para os pacientes com doença renal1 terminal ou para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes, sendo o recurso mais próximo dos rins2 normais.

É necessário que o sangue3 e os tecidos do doador (vivo ou não) sejam compatíveis com os do receptor. Em geral os transplantes de rim12 de doadores vivos são mais bem-sucedidos do que aqueles de doadores falecidos. O doador que fica com apenas um dos rins2 não sofre qualquer desvantagem funcional, porque um só rim12 é suficiente para dar conta das necessidades orgânicas. Há pessoas que nascem com um único rim12 e que só descobrem isso num exame ocasional, ou nem mesmo chegam a descobrir. As pessoas que doam um dos rins2, em geral vivem tanto quanto aquelas que conservam os dois rins2. Infelizmente, há menos doadores de rins2 do que pessoas necessitando de um transplante e, por isso, há uma Lista Única Nacional de espera. Não é simplesmente uma lista em que quem chega primeiro tem preferência, mas são levadas em conta as situações de emergência13 de cada caso.

Quais são os requisitos para ser um doador de rim12?

  • O rim12 pode ser transplantado de um doador vivo ou em morte cerebral14.
  • Ser compatível com o receptor, o que exige testes médicos exaustivos.
  • Ser ou ter sido pessoa sadia e ter um rim12 igualmente sadio.
  • O bom estado do órgão a ser doado é mais importante do que a idade do doador.
  • De preferência, ser pessoa que esteja na faixa etária entre 30 e 70 anos.
  • O doador deve ficar com o órgão que está em melhor estado.
  • Em caso de morte cerebral14, deve-se preferir o rim12 em melhores condições para o transplante.

Quais são os requisitos para poder receber um rim12 doado?

  • Estar cadastrado na Lista Única Nacional de espera.
  • Ser pessoa que possa suportar uma cirurgia de 4 a 6 horas de duração.
  • Não ter lesões15 ou sequelas16 como cirrose17, câncer18 ou acidentes vasculares19.
  • Ser pessoa que não tenha focos ativos de infecções20.
  • Ser pessoa que não tenha problemas imunológicos.

Como é o transplante e a rejeição?

Apesar do uso de medicamentos supressores, costumam haver episódios de rejeição após a cirurgia. A rejeição pode levar à retenção de líquidos e ao consequente aumento de peso, febre21, dor e inflamação22 na região do transplante, por vezes levando o transplante a fracassar. Na maioria das vezes, os episódios de rejeição ocorrem num prazo de 3 a 4 meses depois do transplante. Em geral, as probabilidades de sucesso com o transplante de um novo rim12 são quase tão elevadas quanto com o primeiro transplante.

Esteja atento a possíveis sinais23 de rejeição e os comunique prontamente a seu médico, mas saiba que esses sintomas24 nem sempre significam rejeição:

  • Dor ou inchaço25 do rim12 transplantado.
  • Febre21.
  • Diminuição da urina7.
  • Ganho rápido de peso (devido à acumulação de líquido).
  • Edema26 de pálpebras27, mãos28 ou pés.
  • Dor ao urinar.
  • Urina7 fétida ou sanguinolenta29.
  • Aumento na pressão arterial30 sanguínea.
  • Tosse ou falta de ar.
  • Perda da sensação de bem-estar.

Quais são as complicações mais frequentes dos transplantes renais?

Dentro da categoria geral dos transplantes de órgãos, os transplantes de rins2 são dos mais simples. No entanto, ele também é passível de complicações, cirúrgicas (tromboses31 ou estenoses32 vasculares19, fístulas33 e obstruções urinárias, ruptura das suturas34, hematomas35, linfocele36, etc) ou não cirúrgicas (inflamações37, infecções20, abscessos38, etc). A maioria dessas complicações pode ser identificada pela ultrassonografia39 ou pelo Doppler, um método muito eficiente para detecção de alterações vasculares19. As complicações funcionais mais importantes são a rejeição hiperaguda, aguda ou crônica e a isquemia40 perioperatória.

Como evoluem os transplantes renais?

Os transplantes só são recomendados a pessoas que tenham uma expectativa de vida41 de pelo menos 10 anos.

A sobrevida42 do enxerto43 no primeiro ano é superior a 88 % e ele tem uma vida média de cerca de 15 anos.

Na rejeição crônica existe uma deterioração lenta e progressiva da função renal1.

A causa mais frequente de morbidade44 e mortalidade45 (70 a 80%) são as infecções20, facilitadas pelo período de máxima supressão imunológica, do segundo ao sexto mês após o transplante.

Os rins2 transplantados funcionam, por vezes, mais de 30 anos e as pessoas com rins2 transplantados levam habitualmente uma vida normal e ativa.

Quais são os cuidados especiais que devem ser observados pelos transplantados renais?

Durante os primeiros 15 a 20 dias devem ser feitos exames clínicos e laboratoriais para diagnosticar e prevenir as rejeições.

Após a alta, o transplantado deve fazer exames clínicos e laboratoriais semanalmente, por 30 dias. Após isso, duas vezes por mês, durante três meses.

O maior número (75%) de rejeições e complicações infecciosas ocorre nos três primeiros meses, por isso os cuidados devem ser maiores nesse período. Depois do terceiro mês, os exames podem passar a ser mensais, durante seis meses, e o controle pode ir se espaçando conforme a evolução clínica e o estado do paciente.

Nunca interromper ou modificar a medicação. A rejeição pode ocorrer a qualquer momento, mesmo após muitos anos.

Segundo a revista portuguesa de enfermagem “SINAIS VITAIS”, os seguintes cuidados adicionais são ainda recomendados:

  • Hábitos saudáveis de vida: devem incluir uma dieta alimentar adequada, a prática de exercícios físicos controlados e o reforço das medidas de higiene para que se evitem as infecções20 devido à imunossupressão46.
  • Planejamento da terapêutica47 e das consultas: o doente deve conhecer os nomes, as dosagens e os efeitos secundários de suas medicações, podendo informá-los a outros médicos que precise consultar, dando especial atenção à imunossupressão46.
  • Programa de vigilância continuada: visa fornecer ao paciente alguns sinais23 de alerta que requerem atenção imediata, tais como:
    • Diminuição do débito urinário48.
    • Febre21.
    • Aumento súbito de peso.
    • Hipertensão arterial49.
    • Edema26.
    • Dor ou sensibilidade exacerbada sobre o enxerto43.

Esses fatores devem ser comunicados rapidamente ao médico.

  • Recursos disponíveis de assistência: estes doentes devem dispor de contatos permanentes com o serviço que tenha realizado o transplante ou com outros serviços especializados, para qualquer esclarecimento imediato.
ABCMED, 2012. Transplante renal: o que é necessário para ser um doador ou um receptor?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/exames-e-procedimentos/315385/transplante-renal-o-que-e-necessario-para-ser-um-doador-ou-um-receptor.htm>. Acesso em: 21 mar. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
2 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
3 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
4 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
5 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
6 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
7 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
8 Ureteres: Estruturas tubulares que transportam a urina dos rins até a bexiga.
9 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
10 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
11 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
12 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
13 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
14 Morte cerebral: Um dos conceitos aceitos para MORTE CEREBRAL é o de que “O indivíduo que apresenta cessação irreversível das funções cardíaca e respiratória OU cessação irreversível de TODAS as funções de TODO o encéfalo, incluindo o tronco cerebral, está morto“. Esta definição estabeleceu a sinonímia entre MORTE ENCEFÁLICA e MORTE DO INDIVÍDUO. A nomenclatura MORTE ENCEFÁLICA tem sido preferida ao termo MORTE CEREBRAL, uma vez que para o diagnóstico clínico, existe necessidade de cessação das atividades do córtex e necessariamente, do tronco cerebral. Havendo qualquer sinal de persistência de atividade do tronco encefálico, não existe MORTE ENCEFÁLICA, portanto, o indivíduo não pode ser considerado morto. Como exemplos desta situação, podemos citar os anencéfalos, o estado vegetativo persistente e os casos avançados da Doença de Alzheimer. Ainda existem vários pontos de discussão sobre o conceito de MORTE CEREBRAL.
15 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
16 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
17 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
18 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
19 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
20 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
21 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
22 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
23 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
24 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
25 Inchaço: Inchação, edema.
26 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
27 Pálpebras:
28 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
29 Sanguinolenta: 1. Em que há grande derramamento de sangue; sangrenta. 2. Tinto ou misturado com sangue. 3. Que se compraz em ver ou derramar sangue; sanguinária.
30 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
31 Tromboses: Formações de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Podem ser venosas ou arteriais e produzem diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
32 Estenoses: Estreitamentos patológicos de um conduto, canal ou orifício.
33 Fístulas: Comunicação anormal entre dois órgãos ou duas seções de um mesmo órgão entre si ou com a superfície. Possui um conduto de paredes próprias.
34 Suturas: 1. Ato ou efeito de suturar. 2. Costura que une ou junta partes de um objeto. 3. Na anatomia geral, é um tipo de articulação fibrosa, em que os ossos são mantidos juntos por várias camadas de tecido conjuntivo denso; comissura (ocorre apenas entre os ossos do crânio). 4. Na anatomia botânica, é uma linha de espessura variável que se forma na região de fusão dos bordos de um carpelo (ou de dois ou mais carpelos concrescentes). 5. Em cirurgia, ato ou efeito de unir os bordos de um corte, uma ferida, uma incisão, com agulha e linha especial, para promover a cicatrização. 6. Na morfologia zoológica, nos insetos, qualquer sulco externo semelhante a uma linha.
35 Hematomas: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
36 Linfocele: A linforragia é o derramamento persistente de linfa, depois de ferido um vaso linfático. Ela pode ser uma complicação em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização. Frequentemente, a linfa não extravasada fica contida pelos tecidos vizinhos e o processo inflamatório desencadeado pela sua presença favorece o desenvolvimento de uma cápsula ao seu redor, dando origem a uma linfocele. Em geral, as pequenas linfoceles regridem espontaneamente dentro de 2 a 3 dias. Entretanto, o aumento da pressão linfática, inflamação, infecção e a presença de próteses podem levar ao aumento do volume das linfoceles, tornando imperioso o seu tratamento para evitar a infecção da ferida operatória e da restauração vascular local.
37 Inflamações: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc. Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
38 Abscessos: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
39 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
40 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
41 Expectativa de vida: A expectativa de vida ao nascer é o número de anos que se calcula que um recém-nascido pode viver caso as taxas de mortalidade registradas da população residente, no ano de seu nascimento, permaneçam as mesmas ao longo de sua vida.
42 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
43 Enxerto: 1. Na agricultura, é uma operação que se caracteriza pela inserção de uma gema, broto ou ramo de um vegetal em outro vegetal, para que se desenvolva como na planta que o originou. Também é uma técnica agrícola de multiplicação assexuada de plantas florais e frutíferas, que permite associar duas plantas diferentes, mas gerações próximas, muito usada na produção de híbridos, na qual uma das plantas assegura a nutrição necessária à gema, ao broto ou ao ramo da outra, cujas características procura-se desenvolver; enxertia. 2. Na medicina, é a transferência especialmente de células ou de tecido (por exemplo, da pele) de um local para outro do corpo de um mesmo indivíduo ou de um indivíduo para outro.
44 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
45 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
46 Imunossupressão: Supressão das reações imunitárias do organismo, induzida por medicamentos (corticosteroides, ciclosporina A, etc.) ou agentes imunoterápicos (anticorpos monoclonais, por exemplo); que é utilizada em alergias, doenças autoimunes, etc. A imunossupressão é impropriamente tomada por alguns como sinônimo de imunodepressão.
47 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
48 Débito urinário: É a quantidade de urina eliminada pelos rins em um dado período de tempo. Os rins recebem um fluxo sanguíneo de 1.100 ml/minuto, cerca de 23% do débito cardíaco. A diurese normal significa um débito urinário de 800 a 1.800 ml/24 horas.
49 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
Gostou do artigo? Compartilhe!

Tem alguma dúvida sobre Nefrologia?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.