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Raquitismo: definição, causas, sinais e sintomas, tratamento, evolução, prevenção

quarta-feira, 18 de setembro de 2013
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Raquitismo: definição, causas, sinais e sintomas, tratamento, evolução, prevenção

O que é raquitismo?

Os ossos crescem a partir da sua placa epifisária (extremidade do osso), graças ao concurso do cálcio e da vitamina D. O raquitismo é uma doença que acontece em virtude de uma inadequada mineralização dos ossos em crescimento. Isso os deixa mais frouxos e mais frágeis, o que pode levar a lesões e a deformações. Fala-se de raquitismo quando essa condição acontece na criança. A criança raquítica é mais frágil e de menor estatura que uma criança normal. A deficiência de vitamina D ocorre também nos adultos, mas neles dá origem a um quadro diferente, mas correspondente, conhecido como osteomalácia (enfraquecimento e desmineralização dos ossos nos adultos devido a uma deficiência de vitamina D). Existe também uma forma rara de raquitismo hereditário, autossômica recessiva (os rins não são capazes de reter fosfato), ligada ao cromossoma X, chamada de raquitismo resistente à vitamina D.

Quais são as causas do raquitismo?

O raquitismo é devido à deficiência de vitamina D, deficiente ingesta de cálcio ou por exposição insuficiente à luz solar (os raios ultravioletas ajudam a sintetizar a vitamina D). A vitamina D promove o aproveitamento do cálcio e na ausência dela o cálcio da dieta não é absorvido adequadamente pelos intestinos. O raquitismo pode ser consequente a hepatopatias crônicas, insuficiência renal, acidose, uso prolongado de anticonvulsivantes, etc. Também pode ocorrer perda de fósforo, de natureza congênita ou por lesão renal. Por isso, é mais comum que os déficits de vitamina D ocorram em pessoas que se expõem pouco ao sol, precisam ficar em ambientes fechados, têm intolerância à glicose, não bebem leite e não usam derivados dele ou seguem uma dieta vegetariana.

Quais são os principais sinais e sintomas do raquitismo?

Os principais sinais e sintomas do raquitismo são:

  • Deformidades dos ossos e dos dentes.
  • Hiperexcitabilidade neuromuscular.
  • Irritabilidade.
  • Hiperatividade.
  • Baixa estatura.
  • Sudorese abundante na cabeça.
  • Tetania.
  • Convulsões.
  • Rosário raquítico (protuberâncias na caixa torácica).
  • Fontanela ampla.
  • Atraso na erupção dos dentes ou defeitos na estrutura deles.
  • Fraqueza e hipotonia muscular.
  • Ossos que se quebram facilmente.
  • Braços e/ou pernas arqueadas, deformidades na coluna.
  • Doenças respiratórias de repetição, etc.

As radiografias de uma criança com raquitismo avançado mostrarão as pernas arqueadas e um peito deformado. O crânio assume a aparência de "cabeça-quadrada". No longo prazo, acontecem curvaturas permanentes dos ossos longos e escoliose (costas curvadas).

Como o médico diagnostica o raquitismo?

O médico pode diagnosticar o raquitismo através de exames de sangue que meçam os índices plasmáticos de cálcio, fósforo e fosfatase alcalina, bem como por meio de radiografias dos ossos afetados, os quais podem apresentar perda dos limites ósseos, rarefação óssea e/ou fraturas. Embora incomum, a biópsia óssea pode indicar a presença ou a ausência de raquitismo.

Como o médico trata o raquitismo?

O tratamento do raquitismo consiste em aumentar os níveis de fósforo, fosfato e vitamina D no organismo, por meio de uma dieta mais rica nesses elementos. Os seguintes alimentos são fontes de vitamina D e devem ser ingeridos livremente: manteiga, ovos, óleo de fígado de peixe, margarina, leite fortificado, sucos, atum, arenque e salmão. As patologias que geram o raquitismo devem ser tratadas pelos meios próprios.

Como evolui o raquitismo?

Quando adequadamente tratado as deformidades causadas pelo raquitismo regridem em meses ou anos, dependendo de sua gravidade.

Caso a doença não seja tratada, elas persistirão na vida adulta e podem causar dores ósseas crônicas, deformidades e fraturas ósseas sem motivo.

As consequências do raquitismo, como a baixa estatura, raramente pode ser revertida.

Como prevenir o raquitismo?

O distúrbio pode ser corrigido pela reposição da vitamina D e dos minerais faltantes.

A Academia Americana de Pediatria aconselha que bebês que estejam sendo alimentados exclusivamente pelo aleitamento recebam diariamente suplementos de vitamina D até que eles comecem a tomar uma fórmula ou um leite fortificado com aquela vitamina.

Pacientes com distúrbios renais devem dosar regularmente os níveis de cálcio e fósforo séricos e usar complementos desses minerais quando necessário. 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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