domingo, 5 de fevereiro de 2012

Diabetes mellitus - quarta-feira, 27 de agosto de 2008 - Atualizado em terça-feira, 16 de agosto de 2011
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Diabetes Mellitus

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Sinônimos:

Hiperglicemia1, diabetes2

 

Nomes populares:

Sangue3 doce, açúcar4 no sangue3

 

 

O que é Diabetes mellitus5?

Diabetes mellitus5 (DM) é uma condição na qual o pâncreas6 deixa de produzir insulina7 ou as células param de responder à insulina7 que é produzida, fazendo com que a glicose sangüínea8 não seja absorvida pelas células do organismo e causando o aumento dos seus níveis na corrente sangüínea.

Existem dois tipos principais da doença. O diabetes tipo 19 (DM1) e o tipo 2 (DM2).

 

 

Diabetes mellitus5 tipo 1. O que é?

O DM1 é o tipo de diabetes2 predominante na infância e na adolescência, a idade em que ela se inicia geralmente é de 10 aos 14 anos (pico de incidência10). Porém, a incidência10 (número de casos novos) do DM2 está aumentando nesta faixa etária nos últimos anos.

O diabetes tipo 19 resulta da destruição das células beta do pâncreas6 – células produtoras de insulina7. Esta destruição é mediada por respostas auto-imunes celulares. Ou seja, o próprio organismo destrói suas células, levando ao aumento da glicose11 no sangue3 por déficit absoluto de produção de insulina7.

As manifestações clínicas na infância e na adolescência variam desde a cetoacidose – que muitas vezes é o evento inicial da doença, até uma hiperglicemia1 pós-prandial. As manifestações podem ser desencadeadas pela presença de infecção12 ou outra condição de estresse ao organismo. Apesar de rara na apresentação inicial, a obesidade13 não exclui o diagnóstico14 de DM1.

O DM1 associa-se com relativa freqüência a outras doenças auto-imunes como tireoidite de Hashimoto, doença celíaca, doença de Graves, doença de Adison, vitiligo15 e anemia perniciosa16. Recomenda-se investigar rotineiramente a doença auto-imune17 da tireóide e, se possível, também a doença celíaca nas pessoas que têm DM1, devido a sua maior prevalência18 (número de casos existentes de determinada doença).

 

 

Diabetes mellitus5 tipo 2. O que é?

O DM2 é considerado uma das grandes epidemias do século XXI e afeta quase 90% das pessoas que têm diabetes2, sendo o tipo mais comum.

Ocorre quando o nível de glicose11 (açúcar4) no sangue3 fica muito alto. A glicose11 é o combustível que as células do corpo usam para obter energia. O diabetes2  tipo 2 ocorre quando não há produção suficiente de insulina7 pelo pâncreas6  ou porque o corpo se torna menos sensível à ação da insulina7  que é produzida - a chamada resistência à insulina19. A insulina7  ajuda o corpo a levar a glicose11 para dentro das células.

Os sintomas20 incluem aumento da freqüência urinária, letargia, sede excessiva e aumento do apetite – muitas vezes não acompanhado de ganho de peso.

É uma doença crônica que pode causar complicações à saúde; incluindo insuficiência renal21, doenças do coração22, derrame23 (acidente vascular cerebral24) e cegueira.

Em termos mundiais, cerca de 240 milhões de indivíduos apresentam DM, com uma projeção de 366 milhões para o ano de 2030, dos quais dois terços serão habitantes de países em desenvolvimento. Infelizmente, cerca de metade das pessoas com DM desconhecem que são portadores desta condição e não podem, dessa forma, prevenir suas complicações.

No Brasil, o número estimado de portadores de DM é de aproximadamente 16 milhões de pessoas.

 

 

Pré-diabetes25. O que significa este conceito?

É uma condição em que os níveis de glicose11 são mais altos que o normal, mas não tão altos para dar o diagnóstico14 de DM2 (o tipo mais freqüente). Pessoas com pré-diabetes25 têm maiores riscos para desenvolver diabetes2  tipo 2, doenças do coração22 e derrames (acidentes vasculares cerebrais). Uma vez cientes desta condição, podem iniciar medidas preventivas.

 


Quais são as causas do DM?

No DM1, a causa básica é uma doença auto-imune17 que lesa irreversivelmente as células beta do pâncreas6 (células produtoras de insulina7). Nos primeiros meses após o início da doença, são detectados no sangue3 anticorpos26 - anticorpo27 anti-ilhota pancreática, anticorpo27 contra enzimas das células beta (anticorpos26 antidescarboxilase do ácido glutâmico - antiGAD, por exemplo) e anticorpos26 anti-insulina7.

No DM2, ocorrem diversos mecanismos de resistência à ação da insulina7. O estilo de vida moderno tem papel fundamental no desenvolvimento do diabetes2, quando consiste em hábitos que levam ao acúmulo de gordura28 principalmente na região abdominal. Tipo de distribuição de gordura28 que é mais relacionado ao aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares29.

 

 

O que se sente?

Os sintomas20 do aumento da glicemia30 são: sede excessiva, aumento do volume urinário e do número de micções, hábito de urinar durante a  noite, fadiga, fraqueza, tonturas31, visão borrada, aumento de apetite e  perda de peso.

Estes sintomas20 clássicos do diabetes2 muitas vezes passam despercebidos ou não são valorizados pelos portadores desta condição. 

Estes sintomas20 tendem a ir se agravando e podem levar a complicações severas e agudas como a cetoacidose diabética32 (no DM1) e o coma33 hiperosmolar (no DM2), caso a doença não seja diagnosticada, nem tratada.

Os sintomas20 das complicações que ocorrem a longo prazo, ou seja, aquelas decorrentes da hiperglicemia1 mantida ao longo dos anos, envolvem alterações visuais, circulatórias, digestivas, renais, urinárias, neurológicas, dermatológicas, ortopédicas e problemas cardíacos.

 


Como o médico faz o diagnóstico14?

Além dos sintomas20 e sinais34 clássicos da doença, que podem não estar presentes precocemente, o diagnóstico14 laboratorial do Diabetes mellitus5 é estabelecido pela medida da glicemia30 no soro35 ou plasma36, após um jejum de 8 a 12 horas e também pela dosagem da glicemia30 2 horas após sobrecarga com glicose11 (glicemia30 2 horas após-sobrecarga). O diagnóstico14 sempre deve ser confirmado com uma segunda medida.

Os parâmetros para o diagnóstico14 de diabetes2 são:

 

Critérios para a presença de anormalidades da tolerância à glicose11, segundo a ADA-2005:

 

 Categoria

 Glicemia de Jejum37

 Glicemia30 2h pós-sobrecarga

 Normal

 <100 mg/dl38

 <140 mg/dl38

 Glicemia de jejum37 alterada (GJA)

 100-125 mg/dl38

 -

 Tolerância à glicose11 diminuída (TGD)

 -

 140-199 mg/dl38

 Diabetes2*

 126 mg/dl38

 200 mg/dl38

 

Quando ambos os exames são realizados (glicemia de jejum37 e TOTG39 de 2h), GJA ou TGD podem ser diferenciados.


*O diagnóstico14 de diabetes2 requer confirmação em uma outra coleta.
(Adaptado da American Diabetes2 Association - ADA 2005)

 

 

Quais os objetivos do tratamento?

O objetivo principal é manter os níveis glicêmicos o mais próximo dos valores considerados normais. Também é importante manter os níveis adequados de colesterol40, controlar a pressão arterial e o peso corporal de acordo com o que se segue:

 

Glicemia30 plasmática (mg/dl38)*:

 

  • Jejum: 110 ou 100 (ADA, 2004)
  • Pós-prandial: 140-180
  • Glicohemoglobina (%)*: 1% acima do limite superior do método

 

Colesterol40 (mg/dl38):

  • Total: < 200
  • HDL41: > 45
  • LDL42: < 100
  • Triglicérides43: < 150

 

Pressão arterial (mmHg):

  • Sistólica: < 130**
  • Diastólica: < 80**

 

Índice de Massa Corporal44 - IMC*** (kg/m²): 20-25  kg/m².


* : Quanto ao controle glicêmico, deve-se procurar atingir valores os mais próximos do normal. Como muitas vezes não é possível, aceita-se, nesses casos, valores de glicose11 plasmática em jejum até 126 mg/dl38 e pós-prandial (duas horas) até 160 mg/dl38, e níveis de glicohemoglobina até um ponto percentual acima do limite superior do método utilizado. Acima desses valores, é sempre necessário realizar intervenção para melhorar o controle metabólico.

** : The Seventh Report of the Joint National Committee on Prevention, Detectation, Evaluation and Treatment of High Blood Pressure (JNC 7). JAMA 2003; 289:2560-72.

***:  Índice de Massa Corporal44 – IMC. É a medida mais usada  na prática para saber se  uma pessoa é considerada obesa ou não. Ele é calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros.

 

 

Quais são as complicações do DM?

O desenvolvimento das complicações crônicas está relacionado ao tempo de exposição à hiperglicemia1.

As complicações do diabetes45 são divididas em dois grupos.

O primeiro deles se refere à elevação brusca da glicose11 no sangue3, hiperglicemia1. Ela pode levar o paciente a urinar excessivamente, sentir muita sede, emagrecer, desidratar e até perder a consciência, chegando ao coma33 diabético, mais freqüente em pessoas com DM1.

O segundo grupo de complicações são as decorrentes da glicemia30 aumentada e mantida durante meses ou anos, podendo levar a alterações vasculares no coração22, nos olhos (retinopatia), nos rins46 (nefropatia47) e nos nervos (neuropatia48). Essas situações acontecem, principalmente, nos pacientes com o tipo 2 do diabetes2.

A doença cardiovascular é a primeira causa de mortalidade49 nos indivíduos com DM2, a retinopatia a principal causa de cegueira adquirida, a nefropatia47 uma das maiores responsáveis pelo ingresso em programas de diálise50 e o pé diabético importante causa de amputações de membros inferiores.

 

 

Mesmo com a glicemia30 controlada, existem exames que devem ser feitos periodicamente pelos diabéticos?

Caso o diabetes2 esteja sendo bem controlado, existem exames que podem ser feitos para monitorar as complicações do diabetes45 e evitar sua progressão. São eles:

  • Dosagem de hemoglobina51 glicada (HbA1c): deve ser mantida sempre menor do que 7%
  • Exame de fundo de olho52: faz a análise da retina53 do diabético
  • Dosagem da microalbuminúria54: verifica a presença de pequenas quantidades de proteínas55 na urina56 que podem causar nefropatia47
  • Aferição da pressão arterial
  • Lipidograma ou dosagem de colesterol40
  • Exame dos pés: para evitar as lesões do pé diabético e amputações de membros inferiores

 


Perguntas que você pode fazer ao seu médico:

- O que muda na minha rotina após o diagnóstico14 de diabetes2?
- Quais as minhas chances de ter um filho com diabetes2?
- Devo usar produtos light ou diet? Qual a diferença entre eles?
- Além do açúcar4, existem outros alimentos que não devo usar?
- Como aplicar corretamente a insulina7?
- O diabetes2 implica em alguma mudança na minha vida profissional?
- O que é o cálculo57 de contagem de carboidratos? Posso usar isso para comer doces usando insulina7 de ação ultra-rápida para evitar a hiperglicemia1?

 


Fontes:

Atualização Brasileira sobre Diabetes2 – 2006
Consenso Brasileiro sobre Diabetes2 – 2002

ABC.MED.BR, 2008. Diabetes Mellitus. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/diabetes-mellitus/22360/diabetes+mellitus.htm>. Acesso em: 5 fev. 2012.

Comentários

19/01/2012 - Comentário feito por Sonia Leon
Re: Diabetes Mellitus
Nossa esta matéria esta sendo de grande avalia para mim...tenho um filho hj com 19 anos que tem diabetes desde os 7 anos... ele se cuida mas sempre é bom sabermos mais sobre esta doença que causa tanta dependencia e mata muitos...mas graça a Deus meu filho esta bem e creio que havera uma cura para ela...valeu
19/05/2011 - Comentário feito por tania gomes
Re: Diabetes Mellitus
foi muito util pois meu marido e diabetico esse artigo me ajudou muito
15/03/2011 - Comentário feito por Eneida Maria de siqueira ramos
Re: Diabetes Mellitus
Adorei este site,muito bem explicado...

Tirei minhas dúvidas,excelente,parabéns!!!

Glossário

1 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
2 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais freqüente é o Diabetes Mellitus, ainda que existam outras variantes (diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
3 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
4 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose.
2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
5 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
6 Pâncreas:

Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).

7 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
8 Glicose sangüínea: Também chamada de açúcar no sangue, é o principal açúcar encontrado no sangue e a principal fonte de energia para o organismo.
9 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
10 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
11 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
12 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
13 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
14 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
15 Vitiligo: Doença benigna da pele, caracterizada pela ausência de pigmentação normal nas regiões afetadas, freqüentemente face e mãos. Hoje já há tratamento, porém este é demorado e com resultados variáveis de pessoa para pessoa.
16 Anemia Perniciosa: Doença causada pela incapacidade do organismo absorver a vitamina B12. Mais corretamente, ela se refere a uma doença autoimune que resulta na perda da função das células gástricas parietais, que secretam ácido clorídrico para acidificar o estômago e o fator intrínseco gástrico que facilita a absorção da vitamina B12.
17 Doença auto-imune: Desordem do sistema imune em que ele próprio ataca e destrói tecidos que acredita serem estranhos ao corpo.
18 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
19 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
20 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
21 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
22 Coração:

Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.

23 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
24 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
25 Pré-diabetes: Condição em que um teste de glicose, feito após 8 a 12 horas de jejum, mostra um nível de glicose mais alto que o normal mas não tão alto para um diagnóstico de diabetes. A medida está entre 100 mg/dL e 125 mg/dL. A maioria das pessoas com pré-diabetes têm um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2.
26 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
27 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno)
28 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
29 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
30 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 80 e 110 miligramas por 100 mililitros.
31 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
32 Cetoacidose diabética: Complicação aguda comum do diabetes melito, é caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose. Laboratorialmente se caracteriza por pH arterial < 7,3; bicarbonato < 15 mEq/l e glicemia > 250 mg/dl, com moderado grau de cetonemia e cetonúria. Esta condição pode ser precipitada principalmente por infecções, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, trauma e tratamento inadequado do diabetes. Os sinais clínicos da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor epigástrica (no estômago), hálito cetônico e respiração rápida. O não-tratamento desta condição pode levar ao coma e à morte.
33 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte.

2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo "comer."
34 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
35 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
36 Plasma: Solução na qual se veiculam os diferentes elementos do sangue. É formado principalmente por água na qual se encontram dissolvidos todos os elementos orgânicos e inorgânicos do líquido extracelular (albumina, hormônios, sais minerais, etc.), assim como os elementos figurados (hemácias, leucócitos e plaquetas).
37 Glicemia de jejum: Teste que checa os níveis de glicose após um período de jejum de 8 a 12 horas (frequentemente dura uma noite). Este teste é usado para diagnosticar o pré-diabetes e o diabetes. Também pode ser usado para monitorar pessoas com diabetes.
38 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
39 TOTG: Teste oral de tolerância à glicose ou Curva glicêmica.
40 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos.
Seus componentes são:
HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol.
LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol.
VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
41 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sangüíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
42 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol”.
43 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
44 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não.
Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
45 Complicações do diabetes: São os efeitos prejudiciais do diabetes no organismo, tais como: danos aos olhos, coração, vasos sangüíneos, sistema nervoso, dentes e gengivas, pés, pele e rins. Os estudos mostram que aqueles que mantêm os níveis de glicose do sangue, a pressão arterial e o colesterol próximos aos níveis normais podem ajudar a impedir ou postergar estes problemas.
46 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
47 Nefropatia: Doença dos rins. Hperglicemia e hipertensão podem causar danos ao glomérulo renal. Quando os rins são lesados, as proteínas são eliminadas pela urina. Rins lesados podem deixar de remover as excretas e líquidos extras do organismo.
48 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
49 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
50 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
51 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
52 Olho:

Sinônimos: Olhos

53 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
54 Microalbuminúria: Pequena quantidade da proteína chamada albumina presente na urina, detectável por exame laboratorial. É um sinal precoce de dano aos rins (nefropatia), uma complicação comum e séria do diabetes. A ADA (American Diabetes Association) recomenda que as pessoas com diabetes tipo 2 testem a microalbuminúria no momento do diagnóstico e uma vez por ano após o diagnóstico. Pessoas com diabetes tipo 1 devem ser testadas após 5 anos do diagnóstico e a cada ano após o diagnóstico. A microalbuminúria é evitada com o controle da glicemia, redução na pressão sangüínea e modificação na dieta.
55 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
56 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
57 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
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