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Papiloma: o que é? Quais as causas? E os sintomas? Como são o diagnóstico e o tratamento? Tem jeito de prevenir?

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O que é um papiloma?

O papiloma é um tumor1 da pele2 ou da mucosa3 que geralmente tem a forma de um mamilo. A maioria dos papilomas são benignos, mas alguns se comportam como neoplasmas4 e podem, ocasionalmente, se tornar displásicos (pré-cancerosos) ou malignos (cancerosos).

Quais são as causas do papiloma?

A maioria é causada por vírus5. Os papilomavírus humanos (HPV) são um grupo de mais de 150 tipos de vírus5 que podem causar papilomas. Alguns papilomas podem ter causas virais e outros não têm causas conhecidas. Por exemplo, o papiloma nasal pode ser causado por uma agressão direta ao tecido6. Os HPVs que causam verrugas genitais se transmitem facilmente através do contato sexual, ao contrário daqueles que causam verrugas na pele2, que dificilmente se transmitem. Em casos raros o HPV pode ser passado de mãe para filho, durante a gestação ou o parto.

Os principais fatores de risco para um papiloma são um contato direto com verrugas, relações sexuais com um parceiro infectado, infecção7 da mãe durante a gravidez8, parceiros sexuais múltiplos e fazer sexo sem camisinha.

Quais são os principais sinais9 e sintomas10 do papiloma?

Os papilomas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, mas quando ocorrem na pele2 são aquilo que é popularmente chamado de verrugas. Os sintomas10 dos papilomas variam, na dependência da área do corpo em que ocorrem. Os que aparecem na pele2 apresentam sintomas10 que incluem verrugas salientes ou não, podendo conter pontos negros devido a capilares11 trombosados, florescimentos não dolorosos e pigmentação anormal. Os papilomas genitais são muito comuns e muitas vezes não mostram sintomas10. Os papilomas intraductais das mamas12 podem causar os seguintes sintomas10: crescimentos ou protuberâncias nos seios13, dores, inchaço14 e secreções pelos mamilos15. Os papilomas nasais podem provocar dor de cabeça16, congestão ou sangramento nasal e gotejamento nasal. A papilomatose respiratória recorrente é uma doença rara e pode resultar em tumores do trato respiratório, incluindo sintomas10 como tosse crônica, dificuldades de deglutição17 ou de fala, roncos, perda da voz, ruído ao respirar, respiração curta e, em crianças pequenas, choro fraco.

Papiloma

Como o médico diagnostica o papiloma?

Quando as verrugas são externas o diagnóstico18 pode ser feito por observação direta delas. Em casos de verrugas internas podem ser necessários exames de imagem ou endoscopia19. Nas verrugas genitais as características anatômicas dos órgãos sexuais masculinos permitem que elas sejam reconhecidas com mais facilidade. Nas mulheres, porém, elas muitas vezes só são diagnosticáveis por exames especializados, como o de Papanicolaou, a colposcopia20 ou outros.

Como o médico trata o papiloma?

Alguns tipos de papiloma não requerem tratamento e desaparecem por si mesmos. Quando demanda tratamento ele varia em função do tipo, tamanho e da localização do papiloma. Assim, por exemplo, verrugas genitais são tratadas com medicações tópicas ou procedimentos como crioterapia21 ou laser; verrugas na pele2 podem ser removidas por excisão ou por eletricidade; a remoção cirúrgica é o tratamento para papilomas no cérebro22, ductos mamários ou trato respiratório, etc.

Como prevenir o papiloma?

O pré-natal feito de maneira regular desde o início da gestação pode reduzir as possibilidades de contaminação pelo HPV durante a gravidez8 ou o parto. Se uma pessoa apresentar um papiloma genital, seu parceiro sexual deve procurar logo assistência médica. As seguintes providências podem diminuir os riscos de espalhar o HPV: evitar contato com verrugas de outras pessoas; somente praticar sexo seguro, com camisinha; fazer pré-natal precoce e regularmente; deixar de fumar, uma vez que fumar está associado ao aumento nos riscos de infecção7 pelo HPV.

Existem vacinas contra o HPV genital, que podem ser tomadas por meninas ou meninos a partir dos nove anos.

Como evolui o papiloma?

Alguns tipos de papiloma não requerem tratamento e desaparecem por si mesmos; outros devem ser tratados ou extirpados pelos meios próprios.

Quais são as complicações possíveis do papiloma?

A principal e mais frequente complicação causada por certos tipos de HPV é o câncer23 de colo do útero24, nas mulheres. Além disso, os papilomas podem dar origem a efeitos adversos do tratamento, hidrocefalia25, danos permanentes no cérebro22 ou na pele2, desfiguração, obstrução respiratória e metástases26 de câncer23.

ABCMED, 2015. Papiloma: o que é? Quais as causas? E os sintomas? Como são o diagnóstico e o tratamento? Tem jeito de prevenir?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/743452/papiloma-o-que-e-quais-as-causas-e-os-sintomas-como-sao-o-diagnostico-e-o-tratamento-tem-jeito-de-prevenir.htm>. Acesso em: 15 dez. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
2 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
3 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
4 Neoplasmas: Tumor ou massa anormal de tecido decorrente do crescimento anormal ou divisão de células incontrolada e progressiva.
5 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
6 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
7 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
8 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
9 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
10 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
11 Capilares: Minúsculos vasos que conectam as arteríolas e vênulas.
12 Mamas: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
13 Seios: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
14 Inchaço: Inchação, edema.
15 Mamilos: Órgãos cônicos os quais usualmente fornecem passagem ao leite proveniente das glândulas mamárias.
16 Cabeça:
17 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
18 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
19 Endoscopia: Método no qual se visualiza o interior de órgãos e cavidades corporais por meio de um instrumento óptico iluminado.
20 Colposcopia: Exame ginecológico auxiliar na visualização de lesões do colo uterino e da região genital feminina.
21 Crioterapia: Processo terapêutico baseado em aplicações de gelo, neve carbônica e outros veículos de frio intenso.
22 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
23 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
24 Colo do útero: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
25 Hidrocefalia: Doença produzida pelo aumento do conteúdo de Líquido Cefalorraquidiano. Nas crianças pequenas, manifesta-se pelo aumento da cabeça, e nos adultos, pelo aumento da pressão interna do cérebro, causando dores de cabeça e outros sintomas neurológicos, a depender da gravidade. Pode ser devido a um defeito de escoamento natural do líquido ou por um aumento primário na sua produção.
26 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
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