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Colite pseudomembranosa: conceito, causas, fisiopatologia, sinais e sintomas, diagnóstico e tratamento

terça-feira, 11 de novembro de 2014
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Colite pseudomembranosa: conceito, causas, fisiopatologia, sinais e sintomas, diagnóstico e tratamento

O que é colite pseudomembranosa?

A colite pseudomembranosa é uma inflamação do cólon produzida por uma toxina liberada pela bactéria Clostridium difficile que causa a aparição, no interior do órgão, de placas esbranquiçadas chamadas pseudomembranas, aderidas às paredes do cólon. Essa condição quase sempre aparece em pessoas tratadas previamente com antibióticos e naquelas debilitadas ou internadas em hospitais.

Quais são as causas da colite pseudomembranosa?

A colite pseudomembranosa é causada pela proliferação intestinal da bactéria Gram positiva, comensal do trato gastrointestinal, chamada Clostridium difficile. Alguns fatores de risco são: uso de múltiplos antibióticos, cirurgia gastrointestinal prévia, alimentação por sonda, pessoas idosas e imunodeprimidas. Os esporos formados a partir dessas bactérias são muito difíceis de serem eliminados, podendo permanecer em hospitais durante meses e serem uma importante fonte de surtos hospitalares da doença. Os riscos da enfermidade aumentam com a idade, mas os adultos jovens e as crianças também podem ser afetados.

Qual é a fisiopatologia da colite pseudomembranosa?

O uso intensivo de qualquer antibiótico, mas especialmente daqueles de amplo espectro, faz com que a flora microbiana normal do intestino se altere. Quando o antibiótico destrói as bactérias competitivas no intestino, o Clostridium difficile tem menor competição pelo espaço e pelos nutrientes do cólon e pode proliferar exageradamente, liberando a toxina que causa a intensa diarreia da colite pseudomembranosa. A bactéria não atinge diretamente a parede intestinal, mas a toxina liberada por ela tem ação inflamatória sobre a parede, o que desencadeia a diarreia.

Quais são os principais sinais e sintomas da colite pseudomembranosa?

A principal manifestação da colite pseudomembranosa é uma intensa diarreia aquosa, mal cheirosa, esverdeada ou sanguinolenta, que pode chegar a quinze ou mais evacuações por dia. Febre com leucocitose e dores abdominais ocorrem numa certa porcentagem de casos e esses sintomas podem, mesmo, preceder a diarreia. Como decorrência da diarreia, ocorre uma severa desidratação. Na colite pseudomembranosa os sintomas tendem a ser mais importantes que na colite simples. Em geral, esses sintomas se iniciam no período durante o uso de antibióticos ou alguns dias depois deles terem sido suspensos, mas em alguns casos a manifestação pode ocorrer até dez dias depois.

Como o médico diagnostica a colite pseudomembranosa?

O diagnóstico da colite pseudomembranosa deve partir da história de um grande número de evacuações por dia em pessoa que esteja em uso atual ou tenha estado em uso recente de antibióticos. O principal exame para o diagnóstico da enfermidade é o teste de citotoxina, feito em amostra de fezes, ou a detecção do micro-organismo, embora alguns pacientes possam portar a bactéria sem ter a doença. Geralmente há grande leucocitose nas fezes. Radiografias de abdome podem mostrar dilatação de alças intestinais, níveis hidroaéreos e espessamento da parede intestinal. A colonoscopia deve ser evitada, pelo alto risco de perfuração intestinal, mas quando realizada, o achado de pseudomembranas é um sinal patognomônico. Pode também, se necessário, realizar-se uma biópsia da parede intestinal, mas isso aumenta ainda mais o risco de perfuração. O diagnóstico diferencial deve ser feito com as infecções por outras bactérias que podem levar a diarreias associadas com antibióticos e diarreias não infecciosas.

Como o médico trata a colite pseudomembranosa?

Nos casos mais leves pode bastar suspender o antimicrobiano desencadeador, mas nos casos mais graves tem-se de administrar metronidazol oral ou vancomicina e probióticos. Além disso, devem ser aplicadas medicações sintomáticas e fazer a reidratação, em virtude da perda de líquidos e eletrólitos ocasionada pela diarreia. Nenhum medicamento antiperistáltico deve ser usado, pois eles podem prolongar a doença ao manterem a toxina no interior do intestino.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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