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Úlcera Péptica. Conheça a doença, ajude a preveni-la.

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Sinônimos:

Úlcera gástrica1
Úlcera duodenal2
Ferida no estômago3


O que é úlcera péptica4?

Úlcera5 é o termo usado para designar lesões6 abertas com perda de tecido7. A úlcera péptica4 é uma lesão8 (ferida) que ocorre na mucosa9 do trato gastrointestinal, principalmente no estômago3 e no duodeno10 (porção inicial do intestino). Acredita-se que até 10% da população apresentará uma úlcera péptica4 em algum momento da vida.


Como a úlcera gástrica1 aparece?

Ela surge quando há um desequilíbrio entre os fatores agressores e os protetores da mucosa9 gastroduodenal.

O estômago3 produz ácido clorídrico11 e outras substâncias para fazer a digestão12 dos alimentos, mas essas mesmas substâncias podem ser as responsáveis por iniciar o processo de lesão8 à mucosa9 quando não existe a predominância dos mecanismos de proteção. O muco produzido pelas células13 do estômago3, a secreção de bicarbonato (que neutraliza o ácido) e a descamação14 constante da mucosa9 gástrica são alguns dos fatores de proteção. Estes mecanismos protetores são controlados pela produção de prostaglandinas15.

O uso de alguns medicamentos, como os anti-inflamatórios, inibe a produção das prostaglandinas15, comprometendo a proteção do estômago3 e do duodeno10. A infecção16 por uma bactéria17, conhecida como Helicobacter pylori, é uma das principais causas de úlcera5.

Mais de 90% das úlceras18 do duodeno10 e cerca de 70% das úlceras18 do estômago3 estão associadas ao Helicobacter pylori.

Os anti-inflamatórios não hormonais (AINHs) estão associados a menos de 5% das úlceras18 do duodeno10 e a cerca de 30% das úlceras18 do estômago3. Menos de 1% das úlceras18 pépticas estão relacionadas a causas raras como a síndrome19 de Zolliger-Ellison, a doença de Crohn20 e a tuberculose21, ou têm causa desconhecida.

Não existe comprovação científica de que alimentos como café, refrigerantes, leite, álcool e condimentos favoreçam o desenvolvimento de úlcera péptica4. Da mesma forma, o fator psicológico, que acredita-se estar envolvido, também não foi confirmado.


Quais são os fatores de risco?

  • Uso de aspirina (ácido acetilsalicíclico) e AINHs
  • Infecção16 pelo Helicobacter pylori
  • Gastrite22 crônica
  • Fumo
  • Aumento da idade
  • Ventilação23 mecânica (uso de aparelho para respirar artificialmente, por exemplo os usados por pacientes em estado grave em unidades de terapia intensiva24)
  • História familiar de úlcera péptica4


O que sente uma pessoa com úlcera péptica4?

Uma úlcera5 pode ser assintomática ou apresentar como sintoma25 principal uma dor abdominal em queimação, principalmente na região central superior do abdome26 ("boca27 do estômago3"). Esta dor pode:

  • Acordar a pessoa durante a noite
  • Ser aliviada com anti-ácidos ou alimentos não irritantes ao estômago3
  • Ser mais intensa se a pessoa está de estômago3 vazio

Ela é pior antes das refeições e algumas horas (2 ou 3) após a alimentação.

Outros sintomas28 que podem estar presentes são:

  • Azia29
  • Náuseas30
  • Indigestão
  • Vômitos31. Caso uma pessoa com úlcera5 apresente vômitos31 com sangue32, ela deve procurar assistência médica imediata, pois isso pode ser um sinal33 de sangramento da úlcera5.
  • Perda de peso não intencional
  • Fadiga34


Como é feito o diagnóstico35 da úlcera5 do estômago3?

Um clínico geral ou um gastroenterologista, deve revisar os sintomas28, perguntar sobre o seu histórico de saúde36 e sobre alguns dados de doenças gastrointestinais na sua família, além de fazer um exame físico. Provavelmente deve ser solicitada uma endoscopia37 digestiva alta com biópsia38.

A endoscopia37 usa um tubo flexível (endoscópio) inserido através da boca27 que vai até o estômago3 e permite a visualização da úlcera5. Durante o exame pode ser feita uma biópsia38, que retira um pedaço de tecido7 durante a endoscopia37 e manda este material para um laboratório para ser examinado. Verifica-se se existem células13 cancerosas ou se há uma infecção16 por Helicobacter pylori.

Outro exame que pode ser realizado é uma radiografia contrastada do tudo digestivo.


Como é o tratamento da úlcera gástrica1?

Os objetivos do tratamento são o alívio da dor, a cicatrização da úlcera5 e a prevenção das complicações. O tratamento também pode evitar a recorrência39 da doença.

Para pessoas com infecção16 pelo Helicobacter pylori, o tratamento geralmente inclui dois antibióticos por 7 a 10 dias (os mais usados são a claritromicina e a amoxicilina). Muitas vezes o antibiótico é associado a um bloqueador H2 ou a um inibidor da bomba de prótons como o omeprazol, o lansoprazol ou o pantoprazol. Estes medicamentos irão suprimir a secreção ácida.

Aqueles que não têm infecção16 por Helicobacter pylori podem receber prescrições de antiácidos40, bloqueador H2 ou inibidores da bomba de prótons. O tratamento geralmente dura de 6 a 8 semanas, mas um tratamento de longo prazo pode ser necessário em alguns casos.

Quando há sangramento da úlcera5, uma endoscopia37 digestiva alta pode controlar o sangramento na maioria das vezes.

Para pessoas que não respondam ao tratamento com medicamentos ou endoscopia37, uma cirurgia pode ser recomendada.


E quanto ao prognóstico41?

A maioria das úlceras18 são curadas com o uso de medicação em 6 a 8 semanas. Elas respondem bem ao tratamento. A recorrência39 é comum, mas é menos provável se a infecção16 pelo Helicobacter pylori é tratada e as medicações que bloqueiam a secreção ácida são usadas de forma continuada.

Você pode ajudar a reduzir a chance de recorrência39 usando todas as medicações que seu médico prescrever de maneira correta.


Existem complicações da úlcera gástrica1?

As possíveis complicações são:

  • Sangramento: hemorragia42 que pode manifestar-se por vômitos31 com sangue32 ou sangue32 nas fezes
  • Perfuração no estômago3: buraco no estômago3 causado pela úlcera5
  • Obstrução: cicatrização da úlcera5 que pode impedir a passagem de alimentos
  • Malignização: a úlcera5 no duodeno10 apresenta uma incidência43 muito pequena de malignidade. No entanto, 5% das úlceras18 no estômago3 com aparência benigna revelaram-se maligna. Cerca de 2-3% das úlceras18 gástricas podem originar um câncer44 de estômago3, por isso devem ser corretamente tratadas e acompanhadas.

Essas complicações podem ser tratadas com medicação, endoscopia37 ou (em raros casos) com cirurgia.


O que fazer para prevenir uma úlcera5 de estômago3?

  • Caso você apresente fatores de risco para desenvolver úlcera5 no estômago3, tenha cuidado ao usar aspirina (ácido acetilsalicílico) ou AINHs. Pergunte ao seu médico se você precisa evitar medicamentos que agridam o estômago3.
  • Todas as vezes que for necessário usar  AINHs, tome-os após a ingestão de algum alimento para evitar a irritação no estômago3. Pergunte ao médico se você pode substitui-los por acetaminofeno ou paracetamol.
  • Evite o fumo e o álcool. O fumo dificulta o tratamento da gastrite22 e a cicatrização da úlcera5. E o álcool estimula a secreção de ácidos.

Pode ser importante fazer outras modificações no seu estilo de vida:

  • Ter uma dieta equilibrada fazendo 4 a 6 refeições ao dia com intervalos regulares, seguindo os alimentos orientados por seu médico.
  • Evite café, refrigerante, comidas ácidas como frutas cítricas, alimentos condimentados, frituras ou bebidas alcóolicas, pois eles podem agredir a mucosa9 do estômago3.
  • Prefira alimentos com pouco açúcar45, pois doces aumentam a secreção ácida.
  • Alimentos e líquidos muito quentes irritam toda a mucosa9 do sistema digestivo46. Antes de comer, espere que eles esfriem um pouco.
  • Coma47 devagar e mastigue bem os alimentos. A digestão12 começa na boca27. Assim você estará ajudando o estômago3 a fazer o seu trabalho.
  • Procure ter boas noites de sono.
  • Exercite-se como recomendado por seu médico.
  • Caso você continue tendo sintomas28 ou eles comecem a incomodar mais, fale com um médico.


Fontes:

National Institutes of Health – United States National Library of Medicine
University of Michigan Health System

ABCMED, 2009. Úlcera Péptica. Conheça a doença, ajude a preveni-la.. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/36903/ulcera-peptica-conheca-a-doenca-ajude-a-preveni-la.htm>. Acesso em: 8 dez. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Úlcera gástrica: Lesão na mucosa do estômago. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100 % dos casos.
2 Úlcera duodenal: Lesão na mucosa do duodeno – parte inicial do intestino delgado.
3 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
4 Úlcera péptica: Lesão na mucosa do esôfago, estômago ou duodeno. Também chamada de úlcera gástrica ou duodenal. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100% dos casos. Os principais sintomas são: dor, má digestão, enjôo, queimação (azia), sensação de estômago vazio.
5 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
6 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
7 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
8 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
9 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
10 Duodeno: Parte inicial do intestino delgado que se estende do piloro até o jejuno.
11 Ácido clorídrico: Ácido clorídrico ou ácido muriático é uma solução aquosa, ácida e queimativa, normalmente utilizado como reagente químico. É um dos ácidos que se ioniza completamente em solução aquosa.
12 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.
13 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
14 Descamação: 1. Ato ou efeito de descamar(-se); escamação. 2. Na dermatologia, fala-se da eliminação normal ou patológica da camada córnea da pele ou das mucosas. 3. Formação de cascas ou escamas, devido ao intemperismo, sobre uma rocha; esfoliação térmica.
15 Prostaglandinas: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
16 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
17 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
18 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
19 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
20 Doença de Crohn: Doença inflamatória crônica do intestino que acomete geralmente o íleo e o cólon, embora possa afetar qualquer outra parte do intestino. A doença cursa com períodos de remissão sintomática e outros de agravamento. Na maioria dos casos, a doença de Crohn é de intensidade moderada e se torna bem controlada pela medicação, tornando possível uma vida razoavelmente normal para seu portador. A causa da doença de Crohn ainda não é totalmente conhecida. Os sintomas mais comuns são: dor abdominal, diarreia, perda de peso, febre moderada, sensação de distensão abdominal, perda de apetite e de peso.
21 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
22 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
23 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
24 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
25 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
26 Abdome: Região do corpo que se localiza entre o TÓRAX e a PELVE.
27 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
28 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
29 Azia: Pirose. Sensação de dor epigástrica semelhante a uma queimadura, geralmente acompanhada de regurgitação de suco gástrico para dentro do esôfago.
30 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
31 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
32 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
33 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
34 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
35 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
36 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
37 Endoscopia: Método no qual se visualiza o interior de órgãos e cavidades corporais por meio de um instrumento óptico iluminado.
38 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
39 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
40 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
41 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
42 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
43 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
44 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
45 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
46 Sistema digestivo: O sistema digestivo ou digestório realiza a digestão, processo que transforma os alimentos em substâncias passíveis de serem absorvidas pelo organismo. Os materiais não absorvidos são eliminados por este sistema. Ele é composto pelo tubo digestivo e por glândulas anexas.
47 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
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Comentários

17/11/2014 - Comentário feito por Priscilla
Muito boa explicação. Estava muit...
Muito boa explicação. Estava muito preocupada, pois minha vó foi diagnosticada com uma ulcera de 1cm no estomago, ela estava bem e derrepente começou a vomitar sangue. Mas agora sabendo que apenas o tratamento clinico pode resolver fico um pouco aliviada. Vamos seguir as instruções do médico e ela ficará curada em nome de Jesus!
Muito obrigada!

16/11/2014 - Comentário feito por vania
Muito bom esse artigo! fiz o tratamento certo e...
Muito bom esse artigo! fiz o tratamento certo e fiquei livre do sofrimento e da preocupaçao que tinha. Agora só preciso manter uma dieta, evitando alguns alimentos... Valeu mesmo, obrigada!

01/04/2014 - Comentário feito por Paulo
Re: Úlcera Péptica. Conheça a doença, ajude a preveni-la.
Muito boa a explicação. Eu fui diagnosticado com Úlcera Duodenal Ativa, e nem meu médico me deu uma explicação tão boa quanto essa. Fiz o tratamento incompleto, pois me foi receitado um remédio que o SUS não banca e que custava em torno de R$ 140,00 a cartela com 10 comprimidos. E como na época não tinha condições. Agora vou fazer o tratamento certinho para me curar.

04/07/2013 - Comentário feito por irineu
Re: Úlcera Péptica. Conheça a doença, ajude a preveni-la.
Muito obrigado e que Deus o abençoe eu sofro a mas de 10 anos sempre que estou resfriado eu tomo aspirinas e é uma dor insuportavel no estomago ja fui internado varias vezes com forte dores agora sei quem causa todo o poblema

13/04/2013 - Comentário feito por glaucia
Re: Úlcera Péptica. Conheça a doença, ajude a preveni-la.
tenho uma queimação no palato e garganta como se tivesse tomado água fervendo,posso estar com úlcera?

23/12/2012 - Comentário feito por Valéria
Re: Úlcera Péptica. Conheça a doença, ajude a preveni-la.
Eu estou com cicatriz de úlcera,já estou tratando.Obrigada pelas informações.Eu queria saber se a Bactéria H.pyroli é contagiosa.

23/10/2012 - Comentário feito por Ana
Re: Úlcera Péptica. Conheça a doença, ajude a preveni-la.
Muito Obrigada pelos esclarecimentos, nota máxima , me ajudou a esclarecer o que estou sentindo e a tomar providências para procurar um médico. Já estou marcando consulta.

05/09/2012 - Comentário feito por Maria
Re: Úlcera Péptica. Conheça a doença, ajude a preveni-la.
Gostei, estou cheia de dúvidas e muito preocupada pois estou sentindo algo parecido com
refluxo ou talvez úlcera, vou procurar um médico, obrigado.

20/08/2012 - Comentário feito por fatima
Re: Úlcera Péptica. Conheça a doença, ajude a preveni-la.
muito obrigada por todas estas informações

13/08/2012 - Comentário feito por michelli
Re: Úlcera Péptica. Conheça a doença, ajude a preveni-la.
gostei muito de tudo que li sobre úlcera péptica ,obrigada .....

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