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Vacina Salk: o que é? O que ela evita? Quem deve tomar? Quem não deve tomar? Qual a efetividade da vacina? Quais os riscos?

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O que é a vacina1 Salk?

A vacina1 Salk contra a poliomielite2 (paralisia3 infantil) é feita de vírus4 inativados, para aplicação intramuscular ou subcutânea5. Em crianças pequenas geralmente é aplicada na região glútea6 ou na região anterolateral superior da coxa7 e em crianças maiores ou adultos na região do músculo deltoide8. A primeira e segunda doses devem ser aplicadas aos 2 e 4 meses de idade, respectivamente, e a terceira dose entre 6 e 12 meses após a segunda dose. No Brasil, o Ministério da Saúde9 vai substituir gradualmente a gotinha Sabin (vírus4 vivo atenuado) pela injeção10 Salk (vírus4 morto) nas campanhas de vacinação. Essa vacina1 foi desenvolvida pelo médico norte-americano Jonas Salk em 1954 e desde 2000 é a única vacina1 contra poliomielite2 utilizada nos Estados Unidos.

O que é a paralisia3 infantil?

A paralisia3 infantil ou poliomielite2 (polio = cinzenta; mielos = medula11, ite = sufixo que indica inflamação12) é resultante de uma infecção13 viral que afeta principalmente crianças pequenas, mas que pode também acometer adultos. Quando ataca o sistema nervoso14, essa infecção13 pode causar paralisias musculares e deformidades no corpo. Em alguns casos a infecção13 pelo vírus4 pode ser mortal, embora a maioria das pessoas infectadas não apresente sintomas15, mas continue contaminando outras pessoas. Graças à simplicidade das vacinas atualmente existentes (Salk - 1955; Sabin - 1962) e às eficientes campanhas de vacinação, a paralisia3 infantil quase foi erradicada em todo o mundo, embora ainda seja comum em certos países da África e da Ásia. Há tempos atrás, anteriormente às vacinas, os hospitais pediátricos viviam repletos de casos graves, muitas vezes dependendo de recursos mecânicos para sobreviver, sobretudo os chamados “pulmões de aço”, recurso a que muitas crianças lúcidas se viam presas para poderem respirar.

Quem deve tomar a vacina1 Salk?

A vacina1 Salk pode ser aplicada a pacientes imunodeficientes em geral, a contatos domiciliares de indivíduo imunodeficientes e para fazer a profilaxia da poliomielite2 em crianças sadias.

Qual é a efetividade da vacina1 Salk?

Ambas as vacinas existentes contra a poliomielite2, a Salk (injetável) e a Sabin (“gotinha”) são igualmente eficazes. A Salk oferece proteção de 85 a 100% após duas doses e 100% após as três doses. Os adultos não vacinados, quando viajarem para áreas de risco, devem receber pelo menos as duas primeiras doses da vacina1 Salk.

Vantagens e desvantagens da vacina1 Salk

Existem duas vacinas contra a poliomielite2: a vacina1 Salk, de vírus4 inativados, e a vacina1 Sabin, de vírus4 atenuados. A vacina1 Salk tem sobre a vacina1 Sabin a vantagem de não gerar cepas16 mutantes do vírus4 e é, portanto, sem risco de causar a paralisia3, podendo ser usada com segurança em imunodeficientes. As principais desvantagens da vacina1 Salk em relação à vacina1 Sabin reside no fato de ela ser injetável e de custo mais elevado.

Quais são os efeitos adversos da vacina1 Salk?

Os efeitos colaterais17 da vacina1 Salk são muito raros e de pouca significação. Podem ocorrer eritema18 e endurecimento no local da aplicação e algum grau de dor dentro de 48 horas após a aplicação. Têm sido descritos também sonolência, choro e diminuição do apetite.

ABCMED, 2014. Vacina Salk: o que é? O que ela evita? Quem deve tomar? Quem não deve tomar? Qual a efetividade da vacina? Quais os riscos?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-da-crianca/586707/vacina-salk-o-que-e-o-que-ela-evita-quem-deve-tomar-quem-nao-deve-tomar-qual-a-efetividade-da-vacina-quais-os-riscos.htm>. Acesso em: 20 out. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
2 Poliomielite: Doença viral que afeta as raízes anteriores dos nervos motores, produzindo paralisia especialmente em crianças pequenas e adolescentes. Sua incidência tem diminuído muito graças ao descobrimento de uma vacina altamente eficaz (Sabin), e de seu uso difundido no mundo inteiro.
3 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
4 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
5 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
6 Região Glútea:
7 Coxa: É a região situada abaixo da virilha e acima do joelho, onde está localizado o maior osso do corpo humano, o fêmur.
8 Deltoide: 1. Que apresenta a forma triangular de um delta (“letra do alfabeto grego”). 2. Em botânica, diz-se do que é ovado e com os dois lados e a base retilíneos, ou quase, assemelhando-se a um triângulo (diz-se de folha). 3. Em geometria, quadrilátero não convexo, com dois pares de lados adjacentes iguais. 4. Em anatomia, o deltoide é um músculo em forma de triângulo, que cobre a cintura escápulo-umeral e a estrutura do ombro.
9 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
10 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
11 Medula: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
12 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
13 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
14 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
15 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
16 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
17 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
18 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
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