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Laringite estridulosa: o que é? O que devo fazer com meu filho? Quais são os sintomas? Como evolui?

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O que é laringite1 estridulosa?

A laringite1 estridulosa é uma inflamação2 da laringe3 que a deixa inchada e que na maioria das vezes acontece em crianças pequenas. Quase sempre a laringite1 estridulosa assusta os familiares, em razão dos seus sintomas4, mas geralmente não é perigosa.

Quais são as causas da laringite1 estridulosa?

A laringite1 estridulosa é uma infecção5 virótica da laringe3 que pode atacar tanto as vias respiratórias superiores como as inferiores, a partir de um resfriado comum ou gripe6. É mais comum ocorrer no final do outono e durante o inverno. Os vírus7 que mais frequentemente causam a laringite1 estridulosa são: o influenza8, o vírus7 sincicial respiratório e o adenovírus. Outras possíveis causas, mais raras, são: alergia9 respiratória, infecções10 de vias aéreas superiores, aumento das adenoides e refluxo gastroesofágico11.

Diante de um caso concreto muitas vezes não se consegue determinar a causa específica da laringite1.

Quais são os principais sinais12 e sintomas4 da laringite1 estridulosa?

Os principais sinais12 e sintomas4 da laringite1 estridulosa se iniciam de forma súbita e são: rouquidão, tosse seca, também conhecida como “tosse de cachorro”, que piora à noite e pode causar vômitos13, obstrução leve ou moderada das vias respiratórias, dificuldade de respirar. A respiração fica difícil porque a infecção5 produz muco, que fica seco e espesso. Ao inspirar o ar a criança emite um som alto agudo14, como um latido de cachorro (tosse de cachorro), que corresponde ao esforço para “puxar” o ar. A laringite1 estridulosa geralmente ocorre em crianças de até três anos de idade e dura entre três e sete dias. Ela deixa de acontecer nas crianças mais velhas porque a traqueia15 cresce e se torna mais larga.

Como o médico diagnostica a laringite1 estridulosa?

O diagnóstico16 da laringite1 estridulosa é basicamente clínico, baseado na descrição dos sintomas4. Pode ser confirmado pelo exame visual das cordas vocais17 e áreas próximas ou por uma laringoscopia feita por profissional habilitado. Os exames de laboratório em geral são dispensáveis.

Como o médico trata a laringite1 estridulosa?

A primeira medida terapêutica18 é transmitir calma à criança. O tratamento da laringite1 estridulosa normalmente dispensa os remédios. A aplicação de vapor pode tornar o muco úmido e fino novamente, facilitando a sua eliminação e isso pode ser suficiente para ajudar a criança a melhorar. Além disso, é recomendável aumentar a ingestão de líquidos, repouso da voz e elevação da cabeceira da cama. Os analgésicos19 e antibióticos só devem ser usados se houver dor ou infecção5 bacteriana secundária. Excepcionalmente, os corticoides podem ser usados nas intercrises. Nos casos mais graves, com grande dificuldade de respirar ou se houver pneumonia20, a pessoa deve ser tratada adequadamente e mantida em observação médica.

Como evolui a laringite1 estridulosa?

Embora a laringite1 estridulosa assuste pelo caráter repentino, veemência e intensidade dos sintomas4, geralmente evolui de maneira benigna.

Como prevenir a laringite1 estridulosa?

  • A laringite1 estridulosa pode ser prevenida por meio de um umidificador próximo a cabeceira da cama da criança.
  • Evitar que as crianças aspirem fumaças, poeiras ou vapores irritantes.
  • Dar um banho quente de chuveiro na criança, com a porta fechada de forma a produzir vapor, o qual ela deve respirar.
ABCMED, 2014. Laringite estridulosa: o que é? O que devo fazer com meu filho? Quais são os sintomas? Como evolui?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-da-crianca/544997/laringite-estridulosa-o-que-e-o-que-devo-fazer-com-meu-filho-quais-sao-os-sintomas-como-evolui.htm>. Acesso em: 8 dez. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Laringite: Inflamação da mucosa que recobre a laringe. É muito freqüente durante os meses frios, e é produzida por uma infecção viral. Apresenta-se com dor, alterações da fonação (disfonia), tosse e febre.
2 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
3 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
6 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
7 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
8 Influenza: Doença infecciosa, aguda, de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas.
9 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
10 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
11 Refluxo gastroesofágico: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
12 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
13 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
14 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
15 Traqueia: Conduto músculo-membranoso com cerca de 22 centímetros no homem e de 18 centímetros na mulher. Da traqueia distingue-se uma parte que faz continuação direta à laringe (porção cervical) e uma parte que está situada no tórax (porção torácica). Possui anéis cartilaginosos em número variável de 12 a 16, unidos entre si por tecido fibroso. Destina-se à passagem do ar. A traqueia é revestida com epitélio ciliar que auxilia a filtração do ar inalado.
16 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
17 Cordas Vocais: Pregas da membrana mucosa localizadas ao longo de cada parede da laringe extendendo-se desde o ângulo entre as lâminas da cartilagem tireóide até o processo vocal cartilagem aritenóide.
18 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
19 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
20 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
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