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Coto umbilical do recém-nascido: quais os cuidados que se deve ter com ele?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
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Coto umbilical do recém-nascido: quais os cuidados que se deve ter com ele?

Durante a gestação, mãe e feto são ligados pelo cordão umbilical que, saindo da placenta, transmite ao bebê o sangue rico em nutrientes e oxigênio. Ao nascer, o bebê se encontra apto a retirar do ambiente o alimento e os gases de que necessita para sua sobrevivência e esse cordão umbilical já pode ser cortado. Geralmente o médico o corta cerca de dois centímetros acima de sua imersão no corpo do bebê, restando uma pequena parte dele presa ao corpo, a qual se degenerará e se desprenderá dentro de 7-15 dias (em alguns casos, essa queda pode demorar até 25 dias). É essa pequena parte do cordão umbilical, ainda presa ao corpo do bebê, que se denomina coto umbilical.

Como cuidar do coto umbilical?

É comum que pais de primeira viagem tenham receio de machucar o bebê ao cuidar do coto umbilical. Mas eles podem ficar tranquilos, já que o coto umbilical do nenê não tem terminações nervosas, portanto não dói durante sua limpeza. Se o bebê chorar durante os cuidados, isso se deve ao incômodo da situação; não à dor.

A região deve permanecer seca e limpa, porque isso apressa a cicatrização e evita infecção. Os principais cuidados com o coto umbilical são de higiene. Ele pode ser lavado com água filtrada e sabão neutro, seguindo-se uma boa secagem. A higienização do coto umbilical deve ser feita pelo menos duas vezes ao dia, utilizando-se álcool a 70%. Se houver excessiva secreção ou sangramento, o curativo deve ser feito sempre que a fralda for trocada.

Sempre que for feita a troca de fraldas do bebê e notar-se que o curativo do coto umbilical está úmido, este deverá ser trocado para manter a região sempre seca. As mãos deverão estar bem lavadas para não contaminar o coto. No momento da limpeza, o coto umbilical deve ser suavemente elevado com uma gaze e sua base, onde o coto se insere na barriga, deve ser bem limpa e seca. Com o passar dos dias, o coto torna-se mais endurecido, seco e escuro e, por fim, cai (se desprende da barriga do bebê).

Não se deve usar faixas ou qualquer outra peça que impeça o arejamento da região. A mesma higienização deve continuar sendo feita por pelo menos dez dias depois de cair o coto umbilical, já que o tecido ainda está em fase de cicatrização. Um pequeno sangramento às vezes é normal. Se houver sinais de infecção (vermelhidão, secreção, sangramento etc), o pediatra deve ser imediatamente contatado.

Depois que o coto umbilical se desprende do corpo, a cicatriz do umbigo pode inchar e vazar um pouco, o que é normal. Pode surgir também uma protuberância na região do umbigo, chamada hérnia umbilical, que geralmente desaparece antes da criança completar cinco anos.

Dicas para bem cuidar do coto umbilical do bebê:

  • Lavar bem as mãos antes de fazer a higiene do coto umbilical.
  • Há fraldas descartáveis com um recorte na altura do umbigo do bebê para não comprimi-lo, deixá-lo arejado e evitar infecções.
  • Para a limpeza, use um cotonete umedecido em álcool a 70% e lembre-se de que é a base do umbigo, junto ao corpo, que deve ser mantida limpa. Por isso, a limpeza deve começar por ela.
  • Para proteger o coto, após a limpeza, enrole uma gaze ao seu redor.
  • Sempre posicione a fralda abaixo do umbigo a fim de evitar a contaminação do coto por urina e fezes.
  • Nunca puxe o coto umbilical. Deixe que ele se desprenda sozinho.
  • Desde o início, o bebê pode tomar seus banhos diários sem nenhuma proteção especial do coto umbilical. Caso o coto seja molhado durante a higiene, seque-o suavemente com um pano ou toalha limpos.
  • Se seu bebê for um menino, aponte o pênis dele para baixo, de modo que a urina não seja vertida na direção do coto umbilical.
Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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