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Ceratose: um efeito cumulativo da exposição ao sol

segunda-feira, 7 de março de 2016
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Ceratose: um efeito cumulativo da exposição ao sol

O que é ceratose?

A ceratose é uma manifestação cutânea frequente, devido a uma alteração da camada mais superficial da pele que forma verdadeiras "rolhas" nas aberturas dos folículos pilosos, dificultando ou impedindo a drenagem deles.

Quais são as causas da ceratose?

As ceratoses são lesões que surgem nas áreas da pele continuamente expostas ao sol. As pessoas de pele clara e com idade avançada são as mais afetadas.

Qual é a fisiopatologia da ceratose?

A ceratose é o resultado do efeito cumulativo da radiação ultravioleta do sol sobre a pele durante longos períodos. A afecção da pele é caracterizada por hipertrofia da camada córnea da epiderme.

Quais são as principais características clínicas da ceratose?

CERATOSE ACTÍNICA

A ceratose actínica, também conhecida como ceratose solar ou ceratose senil, é uma lesão escamosa ou crostosa que se forma na epiderme, normalmente nas regiões expostas ao sol. A ceratose actínica é a lesão pré-cancerígena mais comum. Até 10% delas podem evoluir para malignidade. Quanto maior o número de lesões de ceratoses actínicas a pessoa tiver, maior a probabilidade de que uma ou algumas delas se tornem um câncer de pele.

CERATOSE SEBORREICA

A ceratose seborreica é um tumor benigno da pele, frequente em pessoas idosas. A formação das lesões deve-se a uma tendência genética. As lesões de ceratose seborreica, de coloração marrom ou negra, aparecem principalmente na face e no tronco. Geralmente são arredondadas ou ovalares, mas podem ter formatos irregulares. Normalmente não se acompanham de quaisquer sintomas. Inicialmente planas, tornam-se elevadas e podem adquirir grandes dimensões. Sua consistência é mole e friável, de aspecto verrucoso. O número de lesões pode variar de umas poucas a centenas.

CERATOSE ESCAMOSA

A ceratose escamosa é uma descamação permanente da camada mais superficial da pele (a epiderme) ou das mucosas. Geralmente surge na infância, havendo uma tendência familiar. Essa descamação frequente pode ocorrer por diversas causas. Por exemplo, se o lábio for muito carnudo, pode ficar muito exposto e inflamar constantemente ou então o hábito de passar sempre a língua sobre os lábios também favorece irritações.

CERATOSE PILAR, PILOSA OU FOLICULAR

A ceratose pilar é uma condição comum de pele que provoca manchas pequenas e ásperas. Ela não é uma condição grave e, muitas vezes, desaparece sozinha, depois de determinado tempo. Deve-se ao acúmulo de queratina, mas não se sabe explicar muito bem porque esse acúmulo ocorre. Sabe-se, no entanto, que ele pode estar em associação com doenças genéticas ou outras condições de pele, como dermatite atópica, por exemplo.

Parece haver uma predisposição genética, autossômica dominante, para a ceratose pilar. Ela pode se desenvolver em pessoas de todos os tipos de pele, mas quem tem pele seca corre maior risco, além daquelas que já apresentam outras condições de pele, como dermatite seborreica.

Os principais sinais e sintomas de ceratose pilar incluem a presença de pequenas manchas brancas ou avermelhadas pela pele, principalmente nos braços, pernas, nádegas e bochechas. Pode haver também ressecamento da pele, deixando-a com aspecto áspero e, às vezes, coceira. Na maioria das vezes, a ceratose pilar se resolve por conta própria, independente de tratamento. Não há nenhum exame específico de pele que seja necessário para diagnosticar a ceratose pilar. O diagnóstico é feito com base somente no exame físico da pele e na avaliação do histórico clínico do paciente.

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Pessoas de pele clara, cabelo loiro ou ruivo e olhos azuis, verdes ou acinzentados têm maior susceptibilidade de desenvolver essas lesões caso fiquem muito expostas ao sol. Aparece mais frequentemente no rosto, nas orelhas, nos lábios, no dorso das mãos, no antebraço, nos ombros, no colo, no couro cabeludo ou em outras áreas do corpo expostas frequentemente ao sol. Quanto mais perto do Equador se viva, maior a chance de desenvolver ceratoses.

As lesões iniciais podem ser tão pequenas que é mais fácil reconhecê-las pelo tato do que pela observação visual. Muitas vezes, há mais lesões invisíveis do que as visíveis na superfície da pele. Em sua maioria, as ceratoses se desenvolvem lentamente e atingem um tamanho que varia de um oitavo até um quarto de polegada e podem provocar coceira, ardor, hipersensibilidade ou dor e também podem inflamar ou enrijecer, mas raramente sangram.

Como o médico trata a ceratose?

Nas lesões superficiais da ceratose actínica pode ser feita apenas crioterapia com nitrogênio líquido. Nas lesões infiltradas normalmente faz-se curetagem e eletrodissecção. Nas lesões múltiplas pode ser usado diariamente um creme de aplicação tópica. Outra técnica é a terapia fotodinâmica, que utiliza laser de baixa potência.

O tratamento da ceratose seborreica não é obrigatório, pois elas são lesões benignas, mas pode ser feito através da destruição delas pela cauterização química, eletrocoagulação ou criocirurgia.

A ceratose escamosa pode ser tratada com peeling local para uma descamação mais profunda ou ainda laser para eliminar essa camada superficial, dando lugar a uma pele renovada. De qualquer forma, a lesão descamativa em lábio deve ser avaliada com regularidade porque pode se tornar maligna.

Ainda não existe um tratamento capaz de melhorar radicalmente os sintomas da ceratose pilar. As opções de tratamento existentes são apenas paliativas.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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