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Pele com manchas... Pode ser melasma!

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O que é melasma1?

Melasma1 é o surgimento de manchas escuras na pele2, que afetam principalmente o rosto e outras áreas do corpo expostas ao sol. Quando essas manchas surgem na gravidez3, a condição é chamada cloasma4 gravídico.

Quais são as causas do melasma1?

As causas do melasma1 não são inteiramente conhecidas, mas sabe-se de alguns fatores relacionados a essa condição, como a exposição ao sol e ao calor, o uso de anticoncepcionais, fatores hormonais, predisposição genética, gravidez3 e algumas doenças como hepatopatias (doenças do fígado5). A maior parte das pessoas com melasma1 possui um histórico de exposição diária ou intermitente6 ao sol, embora suspeite-se também que o calor seja um fator subjacente.

Quais são os principais sinais7 e sintomas8 do melasma1?

As manchas que caracterizam o melasma1 geralmente têm limites precisos e são irregulares, formando placas9 que, em seu contorno, apresentam pontilhado pigmentar. Normalmente elas ocorrem nas maçãs do rosto, têmporas, testa, nariz10, lábio11 superior e também em outras áreas expostas ao sol, como braços, pescoço12, etc. Elas são mais comuns em mulheres, entre os 20 e 50 anos, porém podem afetar os homens. Quando surgem na gravidez3, as manchas são chamadas de cloasma4 gravídico. As manchas acontecem simetricamente dos dois lados do rosto e são de formatos irregulares. Suas cores variam de acordo com o tom de pele2 da pessoa acometida, indo do acastanhado ao negro.

Como o médico diagnostica o melasma1?

O diagnóstico13 do melasma1 normalmente é feito pela observação direta das manchas, que são bastante típicas. A lâmpada de Wood, que emite radiação ultravioleta que é captada pelos grânulos de melanina14 presentes nas manchas, pode ajudar a confirmar o diagnóstico13. Raramente uma biópsia15 da pele2 se faz necessária para excluir outras causas de hiperpigmentação no local.

Como o médico trata o melasma1?

O melasma1 ainda não tem cura, mas tratando-se corretamente e tomando-se todos os cuidados indicados é possível que os episódios não se repitam. O tratamento do melasma1 pode ser feito por meio de cremes clareadores. Os resultados demoram cerca de dois meses para aparecer e mesmo que apareçam mais rapidamente é necessário observar esse tempo para estabilizar a condição. O tratamento dever ser constante e contínuo, para que as manchas não retornem. O peeling pode clarear a pele2, muitas vezes mais rapidamente que os cremes. O laser também pode ajudar no processo, mas deve ser adequado para cada caso e aplicado corretamente, senão pode gerar ainda mais manchas na pele2. Todos os tratamentos devem ser indicados por um dermatologista.

É importante usar filtro solar diariamente para evitar o retorno das manchas na pele2 e não expor a pele2 tratada ao sol, pois isso pode agravar o problema.

Como prevenir o melasma1?

Para a prevenção do melasma1 é importante que o paciente sempre se proteja contra os raios solares, aplicando um bom protetor solar nas regiões expostas do corpo. Também deve-se rever o uso de hormônios para controle de natalidade. O uso de protetor solar diariamente é importante para todas as pessoas, mas para aquelas que sabidamente têm tendência a adquirir o melasma1 ou se enquadram nos fatores de risco os cuidados devem ser ainda maiores. O principal da prevenção é evitar a exposição ao sol, se isso for possível. Se possível também, evitar pílulas anticoncepcionais e reposição hormonal.

Como evolui o melasma1?

O prognóstico16 do melasma1 é bom, na maior parte dos casos, embora o clareamento tenda a ser muito lento. Contudo, o paciente não deve continuar se expondo ao sol.

Quais são as complicações possíveis do melasma1?

A principal complicação do melasma1 é que ele pode se repetir.

ABCMED, 2015. Pele com manchas... Pode ser melasma!. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/pele-saudavel/754827/pele+com+manchas+pode+ser+melasma.htm>. Acesso em: 21 mar. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Melasma: Manchas escuras na face. O seu surgimento está relacionado à gravidez ou ao uso de anticoncepcionais hormonais (pílula) e tem como fator desencadeante a exposição da pele ao sol. Quando estas manchas ocorrem durante a gravidez, recebem a denominação de cloasma gravídico. Além dos fatores hormonais e da exposição solar, a tendência genética e características raciais também influenciam o surgimento do melasma.
2 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Cloasma: Manchas escuras na face. O seu surgimento está relacionado à gravidez. Além dos fatores hormonais e da exposição solar, a tendência genética e características raciais também influenciam o seu surgimento. O cloasma gravídico pode desaparecer espontaneamente após a gravidez, não exigindo, às vezes, nenhum tipo de tratamento.
5 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
6 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
7 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
8 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
9 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
10 Nariz: Estrutura especializada que funciona como um órgão do sentido do olfato e que também pertence ao sistema respiratório; o termo inclui tanto o nariz externo como a cavidade nasal.
11 Lábio: Cada uma das duas margens carnudas e altamente irrigadas da boca.
12 Pescoço:
13 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
14 Melanina: Cada uma das diversas proteínas de cor marrom ou preta, encontrada como pigmento em vegetais e animais.
15 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
16 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
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