Publicado por Adaptação Drª Kellen R. Silva
Atalho: 5D53COJ
Gostou do artigo? Compartilhe!

Orientações para tratamento da cefaleia

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie este artigo

Cefaleia1 tipo enxaqueca2

Embora não haja cura para a enxaqueca2, existe uma série de tratamentos que podem ajudar bastante.

 

Como é feito o controle dos fatores predisponentes e desencadeantes?

  • Distribuir adequadamente a carga de tarefas, evitando acúmulo, seja no trabalho, seja em casa.
  • Para as pessoas que trabalham o dia inteiro, evitar o estresse de levar trabalho para casa.
  • Procurar dormir adequada e regularmente, evitando dormir pouco ou demais, ou seja, estender o sono além do horário usual de acordar.
  • Evitar fadiga3 excessiva.
  • Fazer as refeições em horários regulares e não pular refeições.
  • Eliminar os alimentos identificados como desencadeantes das crises.
  • Reduzir a ingestão de café, chá e álcool.
  • Evitar o uso de analgésicos4 sem supervisão médica.
  • Evitar exposição à luz, ruídos e cheiros fortes.
  • Realizar uma atividade física regular, mas não se exercitar em dias muito quentes.
  • Fazer um controle da pressão arterial5 – a hipertensão6 pode ser um fator facilitador das crises de enxaqueca2.
  • Avaliar a possibilidade de medicamentos estarem facilitando as crises – dentre eles devemos chamar a atenção para os anticoncepcionais.


Como é o tratamento de ataque ou abortivo?
 

É o tratamento da crise – repouso em local escuro, relaxamento. Com isto muitas crises são abortadas logo no inicio. Nas dores mais fortes o uso de analgésicos4 tem sido indicado.


Como é o tratamento profilático ou preventivo7? 

Existem algumas situações em que é necessário um tratamento diário, prolongado (6 a 12 meses), no sentido de evitar crises. Sabe-se que a presença de dor facilita o aparecimento de novas dores.

Vários medicamentos podem ser utilizados, mas a maioria não tem nenhuma ação analgésica – sua ação é nos mecanismos centrais da enxaqueca2.

 

Bibliografia:
- Conhecer e enfretar  - dor de cabeça8 e enxaqueca2 - Ed. Contexto -  Getúlio Daré Rabello
- Manual de tratamento da cefaléia1 - Ed.  Revinter - Joel R. Saper, Stephen D. Silberstein, C. David Gordon, Robert L. Hamel

Autor

Dra Kellen Ribeiro Silva

Dra Kellen Ribeiro Silva

Neurologia Pediátrica

Especialização em neuropediatria no(a) FMB - UNESP.


ABCMED, 2010. Orientações para tratamento da cefaleia. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/dor-de-cabeca/57779/orientacoes+para+tratamento+da+cefaleia.htm>. Acesso em: 23 ago. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
2 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
3 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
4 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
5 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
6 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
7 Preventivo: 1. Aquilo que previne ou que é executado por medida de segurança; profilático. 2. Na medicina, é qualquer exame ou grupo de exames que têm por objetivo descobrir precocemente lesão suscetível de evolução ameaçadora da vida, como as lesões malignas. 3. Em ginecologia, é o exame ou conjunto de exames que visa surpreender a presença de lesão potencialmente maligna, ou maligna em estágio inicial, especialmente do colo do útero.
8 Cabeça:
Gostou do artigo? Compartilhe!

Tem alguma dúvida sobre Clínica Médica?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.