Parto vaginal - como é?

O que é o parto vaginal?
Transcorridos os nove meses da gestação, o organismo da mulher se prepara para um parto genital normal. Há dois tipos de partos vaginais: (1) partos vaginais naturais, apenas com pequenas intervenções extremamente necessárias e (2) partos vaginais cirúrgicos, que acontecem com anestesia, aplicação de ocitocina (um hormônio sintético que induz as contrações uterinas) e/ou com episiotomia (corte de aproximadamente quatro centímetros feito no períneo, com anestesia local ou peridural).
Enquanto o primeiro tipo de parto pode ser feito em residências e com a assistência de parteiras, o segundo deve dar-se em hospitais ou maternidades, com assistência de um médico. Por várias razões, nem sempre o parto vaginal é possível e muitas vezes o bebê tem de ser retirado por meio de uma cirurgia cesariana.
Tipos de partos vaginais
Os tipos de partos vaginais abordados aqui se referem às posições que as mulheres assumem na fase expulsiva do trabalho de parto, como deitada, de cócoras ou utilizando uma cadeira de parto. Há também a possibilidade do parto ser realizado na água, em uma banheira apropriada. O melhor tipo de parto é aquele em que tanto a mãe, quanto o bebê, contam com as melhores condições possíveis. O pré-natal deve fornecer informações essenciais para ajudar o médico a decidir junto com a mulher a opção de parto mais adequada para ela.
Conheça outros tipos de parto lendo os artigos sobre: Parto cesárea, Parto Leboyer, Parto de cócoras e Parto na água.
Quais são as vantagens e desvantagens do parto vaginal?
A vantagem do parto vaginal é que a criança nasce sem ninguém interferir e a mulher se recupera muito rapidamente, em cerca de três dias. No que se refere ao bebê, apenas cerca de 3% das crianças nascidas dessa forma precisam passar por uma UTI neonatal, contra um número maior dos bebês nascidos por outros meios.
A desvantagem para o bebê é que ele pode nascer mais cansado, com “nota” de nascimento mais baixa (escala de Apgar). Para a mãe, o ponto negativo é que o parto vaginal pode levar à ruptura de períneo e a um maior quadro hemorroidário. Essas condições, contudo, são minimizadas nos partos conduzidos corretamente. Se o parto vaginal for excessivamente doloroso e traumático, ele pode gerar na mãe emoções de hostilidade e rejeição em relação ao bebê.
Como é o parto vaginal?
Muitas mulheres optam pelo parto vaginal com um mínimo ou nenhuma anestesia, de modo a poderem cooperar ativamente no processo de nascimento do bebê. Geralmente, essas gestantes participam de treinamento prévio de respiração e relaxamento para poder controlar e administrar as contrações uterinas. Cada parturiente apresenta uma maior ou menor capacidade para suportar e controlar a dor, de acordo com a história de cada uma, e aquelas que se preparam para um parto vaginal normal podem se sentir frustradas quando não é possível realizá-lo.

No parto vaginal, a mulher vivencia uma das melhores experiências de sua vida e o vínculo com o bebê se consolida mais facilmente. Nos partos vaginais cirúrgicos as anestesias podem ser local, peridural ou raquidiana. A anestesia local é aplicada diretamente na região genital, no período expulsivo do trabalho de parto, para a realização da episiotomia, se necessário.
A anestesia peridural é uma associação de anestésicos aplicada no espaço peridural que possibilitam à mulher não sentir dor, sem nenhum ou com mínimo efeito sobre a motricidade. O parto sob anestesia peridural abole a dor e paralisa apenas a metade inferior do corpo da mulher e a parturiente pode manter-se consciente e presenciar o nascimento do bebê. Essa forma de anestesia pode requerer a colocação de um cateter para aplicação contínua.
A anestesia raquidiana proporciona rapidez e simplicidade na aplicação, que é única, de efeito mais rápido e mais potente. Com ela, a paciente participa ativamente de todo trabalho do parto.
Em alguns poucos casos, faz-se necessária a anestesia geral, o que leva a uma perda da consciência da parturiente e não lhe permite escutar as primeiras manifestações do bebê após sair do útero materno. Além disso, esta anestesia se utiliza de remédios que atravessam a barreira placentária produzindo graus variados de depressão fetal.
A duração do trabalho de parto é muito variável para cada parturiente. Algumas mulheres dão à luz em pouquíssimas horas, outras levam um tempo muito maior e, nesses casos, alguns obstetras optam por induzir o parto.
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Quando o parto vaginal não é indicado?
O parto vaginal é contraindicado se a mulher tem hipertensão arterial, problemas ósseos na pelve ou problemas renais. Nesses casos, o parto cesáreo aparece como uma opção melhor. Se a grávida tem pré-eclâmpsia ou está com a pressão alta fora de controle, o médico pode tentar compensar a patologia e só depois fazer o parto.
Se, por qualquer motivo, o médico precisar acelerar o parto e já houver dilatação, ele deve fazer o parto vaginal. Em caso contrário, este deve ser contraindicado. O parto vaginal pode também ser difícil ou impossível se a criança se apresenta sentada ou transversa ou se a cabeça dela é muito grande para passar pela pelve da mãe. No entanto, é importante analisar as condições existentes na fase final da gestação, porque as condições tanto fetais quanto da gestante se modificam ao longo da gravidez.
