terça-feira, 7 de setembro de 2010

Saúde da Mulher - quinta-feira, 28 de agosto de 2008
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TPM: como reduzir os efeitos da tensão pré-menstrual ?


Sinônimos:

Síndrome1 Pré-Menstrual

 

O que é TPM?
Quais são as causas da TPM?
Quais são os tipos de TPM?
Quantas mulheres apresentam os sintomas2 da TPM?
O que sentem as portadoras desta condição?
O que é desordem disfórica pré-menstrual ou DDPM?
Como o médico faz o diagnóstico3 da TPM?
O que pode ser feito para reduzir os sintomas2 da TPM?
Existe uma alimentação recomendada para cada tipo de TPM apresentada?
Qual é o tratamento para TPM?
Quando procurar ajuda médica?
Perguntas que você pode fazer ao seu médico


O que é TPM?

Tensão Pré-Menstrual (TPM) é uma condição de difícil identificação. Seus sintomas2 são muitos e variam de uma mulher para outra.

A TPM é classificada como uma síndrome1, já que é um conjunto de sintomas2 que aparecem na segunda fase do ciclo menstrual (de uma a duas semanas antes da menstruação4) e desaparecem nos primeiros dias do início do ciclo menstrual (geralmente de dois a três dias após o início da menstruação4).

Alterações do humor, mamas doloridas, compulsão por comer certos alimentos (principalmente doces), fadiga, irritabilidade e depressão estão entre os sintomas2 mais comuns da TPM. A maioria das mulheres apresenta certo desconforto antes da menstruação4, mas aquelas com TPM sentem os sintomas2 atrapalharem o seu dia-a-dia em casa e no trabalho.

 

Quais são as causas da TPM?

A causa exata da síndrome1 pré-menstrual não é conhecida, mas muitos fatores podem contribuir para esta condição. Mudanças cíclicas nos níveis hormonais parecem contribuir para o seu aparecimento, pois os sinais5 e sintomas2 da síndrome1 mudam com as flutuações hormonais e desaparecem com a gravidez6 e a menopausa7.

Mudanças químicas no cérebro podem também estar envolvidas. Alterações nos níveis de serotonina, um neurotransmissor cerebral que acredita-se participar das alterações do estado de humor, podem desencadear alguns sintomas2. Quantidade insuficiente de serotonina pode contribuir para a redução do prazer e do bem-estar, depressão pré-menstrual, sensação de fadiga, compulsão alimentar e alterações do sono.

Estresse ou problemas psicológicos não causam a TPM, mas eles podem colaborar para piorar os sintomas2 da síndrome1 pré-menstrual.

Outros fatores que podem estar associados à TPM são: baixos níveis de vitaminas e minerais, como as vitaminas E e B6; diminuição do cálcio e do magnésio no organismo; excesso de sal nos alimentos e ingestão de bebidas alcóolicas ou cafeinadas.

 

Quais são os tipos de TPM?

A TPM está classificada em quatro tipos: A, C, H e D, de acordo com a predominância dos sintomas2. Esta classificação não é uma regra. Uma mesma mulher pode apresentar os sintomas2 de um ou mais tipos de TPM.

TPM tipo A: as mulheres ficam ansiosas, irritadas, tensas e até mesmo agressivas. Este é o tipo mais freqüente.

TPM tipo C: caracteriza-se pelo aumento do apetite, compulsão alimentar (predominando a compulsão pela ingestão de doces, como chocolates), fadiga, dor de cabeça e palpitações8.

TPM tipo H: há aumento súbito de dois a três quilos no peso corporal, aumento das mamas, dor e distensão abdominal.

TPM tipo D: é o menos freqüente e os sintomas2 predominantes são choro fácil, sonolência ou insônia, confusão mental e depressão.

 

Quantas mulheres apresentam os sintomas2 da TPM?

Estima-se que três a cada quatro mulheres que menstruam experimentam algum dos tipos de TPM. Ela tende a acometer com maior freqüência mulheres com idades entre 20 e 40 anos, com recorrência mensal e manutenção de um padrão previsível de sintomas2. Contudo, as alterações emocionais e físicas que algumas mulheres experimentam neste período podem ser particularmente intensas em alguns meses e leves em outros.

Apesar disso, você não precisa deixar que esses problemas controlem a sua vida. Mudanças no estilo de vida e tratamentos específicos podem ajudar a reduzir ou controlar os sinais5 e sintomas2 da TPM.

 

O que sentem as portadoras desta condição?

Elas podem ter sintomas2 físicos ou emocionais.

 

Sintomas2 emocionais e alterações de comportamento:

  • Tensão e ansiedade
  • Depressão
  • Choro fácil
  • Alterações de humor, impulsividade, irritabilidade, raiva9
  • Agressividade
  • Alterações no apetite, compulsão por certos alimentos
  • Insônia ou sonolência
  • Recolhimento social, reclusão
  • Dificuldade de concentração
  • Diminuição da libido

 

Sinais5 e sintomas2 físicos:

  • Dores musculares e nas articulações
  • Dor de cabeça
  • Fadiga
  • Ganho de peso por retenção de líquidos
  • Aumento da circunferência abdominal
  • Sensibilidade aumentada nos seios
  • Aparecimento de acne10 por oleosidade excessiva na pele
  • Constipação11 ou diarréia12
  • Edema13 nas mãos e nos pés


O que é desordem disfórica pré-menstrual ou DDPM?

Uma pequena parcela de mulheres apresenta sintomas2 incapacitantes todos os meses. Este tipo de TPM tem uma designação especial conhecida como desordem disfórica pré-menstrual (DDPM). A DDPM é um tipo severo de TPM com sintomas2 que incluem depressão severa, sentimentos de falta de esperança, raiva9, ansiedade, baixa auto-estima, dificuldade de concentração, irritabilidade e tensão. Mulheres com DDPM podem sofrer de algum distúrbio psiquiátrico subjacente que deve ser pesquisado por um médico especializado no assunto.

 


Como o médico faz o diagnóstico3 da TPM?

Não há um achado do exame físico ou de exames complementares que façam o diagnóstico3 da síndrome1 pré-menstrual. Seu médico pode atribuir um sintoma14 particular à TPM se ele fizer parte do padrão previsível de comportamento dos sintomas2 no seu período pré-menstrual.

Cada mulher apresenta o seu padrão de sintomas2. Para estabelecê-lo, seu médico pode solicitar que você faça um diário dos sinais5 e sintomas2 que você observa, pedindo que você faça essas anotações em um calendário, um diário ou uma tabela por pelo menos dois ciclos menstruais consecutivos. Ele também pode querer conversar com você a respeito dos seus hábitos alimentares, sobre a sua prática de exercícios físicos, o seu trabalho e a sua família.

Preste atenção ao primeiro dia em que você começa a sentir os sintomas2 da TPM, assim como ao dia em que eles desaparecem. Também marque o dia em que começa o seu ciclo menstrual e o dia em que ele termina.

Como alternativa, você também pode completar um questionário no primeiro dia do seu ciclo menstrual descrevendo seus sintomas2 durante as duas semanas que antecedem este início. Isto irá ajudar o seu médico a avaliar se é necessário que você faça algum tipo de avaliação adicional.

 


O que pode ser feito para reduzir os sintomas2 da TPM?

A primeira coisa a ser feita é conhecer os seus sintomas2, quando eles começam durante o seu ciclo menstrual e também o que parece desencadeá-los. Acredite nas suas alterações hormonais e lembre-se delas quando os sintomas2 aparecerem. Quando sabemos que estamos mais sensíveis, torna-se mais fácil administrar o nosso comportamento em relação aos outros.

Depois, você pode controlar ou algumas vezes reduzir os sintomas2 da síndrome1 pré-menstrual fazendo modificações nos seus hábitos alimentares, nas suas atividades físicas e em suas atividades diárias. Não se sinta desencorajada caso essas modificações de comportamento levem um tempo para ajudá-la. Você vai encontrar o que mais alivia os seus sintomas2. Tenha paciência.

Tente essas abordagens:

 

  • Modifique sua dieta. É importante desintoxicar o fígado15, já que este órgão está diretamente envolvido no metabolismo16 dos carboidratos, das gorduras e das proteínas17, além de armazenar vitaminas e minerais que participam da produção de colesterol18 e hormônios femininos.

Para isso é necessário que você:

Faça refeições mais freqüentes e com menor quantidade de alimentos. Isso ajuda a reduzir o edema13 e a sensação de plenitude gástrica. O ideal é fazer 5 a 6 pequenas refeições ao dia, ao invés de 3 grandes refeições.

Inclua na sua dieta os carboidratos complexos, as fibras e as proteínas17.

Carboidratos complexos ou integrais: possuem teor de gordura19 relativamente baixo, são ricos em vitaminas, minerais e fibras e sua digestão20 é lenta - o que evita as grandes elevações e quedas nos níveis glicêmicos. São exemplos: batata inglesa, bata doce, milho, macarrão, arroz integral, feijão, ervilhas, lentilhas, aveia. Mas tome cuidado para não exagerar e engordar, pois o consumo de carboidratos complexos não deve ultrapassar 60% das calorias21 totais ingeridas.

Fibras: "Fibra alimentar" refere-se às partes dos alimentos que resistem à digestão20. São fontes de fibras: grãos, tubérculos, raízes, frutas, legumes, verduras, leguminosas e outros vegetais ricos em proteínas17. Nenhum alimento de origem animal contém fibra alimentar. As fibras são benéficas para o funcionamento intestinal, previnem a constipação11, protegem contra o câncer22 de cólon e contra a hiperlipidemia23 (excesso de gordura19 no sangue24) e também são benéficas para pessoas com diabetes25. A recomendação é para um consumo de 25 gramas de fibras por dia.

Proteínas17: alimentos vegetais que são ricos em proteínas17 são os cereais integrais, as leguminosas e também as sementes e castanhas. As leguminosas incluem o feijão-verde, feijão-de-corda, jalo, preto, largo, flageolé, carioquinha, azuqui, rim26, mungo, pinto, fradinho, massacar, guandu e branco e também as lentilhas, ervilhas secas, fava, soja e grão de bico. Alimentos animais ricos em proteínas17 são as carnes em geral, leite e derivados e os ovos. Dez a 15% do valor energético total deve se consumido na forma de proteínas17. O equilíbrio na escolha das fontes proteicas de origem vegetal e animal e a inclusão de frutas, legumes e verduras tornam a alimentação saudável em todos os aspectos.

O excesso de sal deve ser evitado para reduzir a retenção de líquidos e o edema13. Um consumo exagerado de sal, fonte de sódio, aumenta a retenção de líquidos e o edema13, faz o organismo perder cálcio, além de estimular uma maior liberação de insulina27 pelo pâncreas28, o que, além de inchar, também ajuda a engordar. Quando for ingerir sal, o melhor é escolher o sal fortificado com iodo e não ultrapassar a ingestão de 5 gramas por dia, ou seja, uma colher rasa de chá por dia.

Aumente a ingestão de alimentos integrais, frutas, vegetais, cereais e grãos.

Escolha alimentos ricos em cálcio. Caso você não goste de laticínios ou não tenha uma quantidade suficiente de cálcio na dieta que ingere, pode ser necessário o uso de um suplemento de cálcio.

Use um suplemento vitamínico com a orientação de um médico, se necessário.

Evite cafeína, açúcar29, gorduras animais e álcool.

Cafeína: faz com que você se sinta mais irritada, tensa e piora o desconforto nos seios.

Açúcar29: o consumo de açúcares simples não deve ultrapassar 10% da energia total diária. Eles podem ser encontrados naturalmente nos alimentos como frutas e mel ou ser adicionados na preparação de alimentos processados30.

Gorduras: gorduras e óleos de todos os tipos não devem ultrapassar os limites de 15 a 30% da energia total da alimentação diária. O total de gorduras saturadas31 não deve ultrapassar 10% do total de energia diária e o total de gordura trans32 consumida deve ser menor que 1% do valor energético diário (no máximo 2g/dia para uma dieta de 2.000 kcal). Dê preferência para a ingestão das gorduras presentes no óleo da linhaça, nas sementes de girassol e gergelim, no abacate e no óleo da prímula.

Gorduras e açúcares são fontes de energia.

Por elevarem a serotonina, conhecida como hormônio33 do prazer, as massas e os chocolates podem gerar necessidade contínua de consumo e falsa sensação de bem-estar. Se não quer engordar, evite-os!

Chá, café e refrigerante ficam longe do cardápio, pois são ricos em xantinas, substâncias que agravam a irritabilidade e as alterações de humor.

A soja é rica em isoflavonas, que diminui a dor nas mamas e a sensação de peso no baixo ventre. Ela deve fazer parte da dieta das mulheres que sofrem de TPM.

 

  • Incorpore algum tipo de atividade física regular em sua rotina. Comprometa-se a fazer pelo menos 30 minutos de atividade física como caminhadas, natação ou outra qualquer outra atividade aeróbica de 4 a 6 vezes por semana. Exercícios físicos regulares ajudam a melhorar a sua saúde e aliviam os sintomas2 de fadiga e alterações de humor.

 

  • Reduza o estresse:

     - Durma bem por pelo menos oito horas por dia.

     - Pratique relaxamento muscular progressivo ou exercícios respiratórios profundos para ajudar a reduzir as dores de cabeça, ansiedade ou insônia.

     - Tente fazer yoga, meditação ou massagem como meios de relaxamento e alívio do estresse.

 

  • Anote os seus sintomas2 durante alguns meses. Faça isso para identificar fatores que os desencadeiam e como é o padrão de sintomas2 que você apresenta. Isto vai ajudá-la a criar alternativas para reduzi-los.

 

  • Mantenha uma rotina em sua vida, no que diz respeito a refeições, exercícios físicos e horas de sono.

 

Existe uma alimentação recomendada para cada tipo de TPM apresentada?

Para mulheres que sofrem com a TPM tipo A, a recomendação é uma suplementação de vitaminas do complexo B, vitamina34 E e magnésio.

Os sintomas2 da TPM tipo C são aliviados com uma alimentação rica em magnésio ou com uma suplementação de magnésio. A compulsão alimentar por chocolate, manifestado pelas mulheres com este tipo de TPM, pode ser um sintoma14 clínico de deficiência de magnésio.

Mulheres com a TPM H devem reduzir o consumo de sal no período pré-menstrual.

Para o tipo D geralmente são necessários medicamentos que devem ser prescritos por médicos.

 


Qual é o tratamento para TPM?

Sempre será um tratamento individualizado, de acordo com os sintomas2 que você apresenta. Você pode necessitar usar mais de um tipo de tratamento diferente para saber qual deles funciona melhor para você. Você e seu médico devem estar sintonizados para encontrar a melhor solução para o seu caso.

O sucesso das medicações varia de mulher para mulher. Muitas vezes as medicações não são necessárias. Mudanças no estilo de vida e nas atividades físicas rotineiras podem aliviar muito os sintomas2. Existem também medicamentos para a TPM que não precisam de prescrição médica. Outros só são vendidos com a retenção do receituário médico. O melhor é sempre receber a orientação de um especialista para tratar a sua TPM.

As medicações usualmente prescritas para a TPM são:

  • Contraceptivos orais: as pílulas anticoncepcionais impedem a ovulação35 e estabilizam as variações hormonais, oferecendo alívio para os sintomas2 da TPM. Um novo tipo de anticoncepcional que contém drosperinona, a qual age de maneira semelhante à espironolactona (um diurético36), mostrou ser mais eficaz do que as outras pílulas para reduzir os sintomas2 físicos e emocionais da TPM e da DDPM. Conhecido como YAZ, cada cartela tem 24 comprimidos. As pílulas anticoncepcionais podem causar efeitos colaterais em algumas mulheres, atrapalhando mais do que ajudando algumas delas.
  • Anti-inflamatórios não hormonais (AINH): tomados antes ou no início da menstrução, como o ibuprofeno ou naproxeno, podem melhorar o desconforto nas mamas.
  • Antidepressivos: inibidores da recaptação de serotonina (IRSS), os quais incluem a fluoxetina (Prozac, Sarafem), paroxetina (Paxil), sertralina (Zoloft) e outros. Eles ajudam a reduzir a fadiga, a compulsão alimentar e insônia. São os primeiros a serem prescritos para os casos de TPM severa. Estes medicamentos geralmente são usados diariamente, mas para algumas mulheres o uso de antidepressivos é limitado ao período de duas semanas que antecedem a menstruação4.
  • Diuréticos37: quando atividades físicas e a redução da ingestão de sal não são suficientes para reduzir o ganho de peso e o edema13, o uso de diuréticos37 pode ajudar a eliminar o excesso de líquidos retido pelos rins38 e o excesso de sal no seu organismo. Eles são usados geralmente antes de você começar a sentir os sintomas2 da TPM. A espironolactona pode ajudar a aliviar esses sintomas2.
  • Acetato de medroxiprogesterona (Depo-Provera): para TPM severa ou DDPM, esta injeção39 pode ser usada para interromper temporariamente a ovulação35. Entretanto, a medroxiprogesterona pode causar uma piora de alguns sinais5 e sintomas2 da TPM, como aumento do apetite, ganho de peso, dor de cabeça e humor depressivo.
  • Implantes hormonais: são anticoncepcionais modernos. Colocados debaixo da pele, sob anestesia40 local, liberam uma quantidade mínima de hormônio33 por dia e suspendem a menstruação4. A diferença básica é que não ocorre a passagem do hormônio33 pelo fígado15, o que é mais benéfico do que a pílula, que passa pelo fígado15 na sua metabolização. Como efeitos colaterais, pode aumentar a oleosidade da pele e diminuir a libido. Mas a maioria das mulheres não tem efeito colateral41 nenhum. Em algumas o implante pode ajudar na diminuição da celulite42 e na perda de peso.

 

Algumas informações adicionais:

  • Cálcio: consumir 1200 mg diários de cálcio na dieta ou através de suplementos pode reduzir os sintomas2, melhorando a retenção de líquidos e as dores lombares. O uso regular e a longo prazo de carbonato de cálcio também previne a osteoporose43.
  • Magnésio: consumir 400 mg de magnésio em suplemento diário pode ajudar a reduzir a retenção de líquidos, aliviar o desconforto nas mamas e o edema13. Ele é encontrado nas verduras e frutos do mar.
  • Vitaminas B6: uma dose diária de 50 a 100 mg de vitamina34 B6 pode reduzir os incômodos da TPM. Os casos mais graves de TPM são tratados com antidepressivos, pois eles aumentam o nível de serotonina e combatem as alterações de humor. Mas doses entre 300 mg e 600 mg de vitamina34 B6 também são suficientes para combater as mesmas manifestações, porém, em estágio mais ameno. Cuidado com o excesso de vitaminas, pois ele pode causar efeitos indesejáveis ou mesmo danosos.

As principais fontes naturais da vitamina34 B6 são de origem animal: peixe (principalmente salmão), frango, carne de porco, fígado15 e ovos. Nos vegetais: couve-flor, brócolis e repolho; nos cereais integrais, feijão, soja, amendoim e nozes. Entre as frutas, as mais ricas são: a banana, o abacate e a ameixa. Carne de boi e produtos lácteos são relativamente pobres em B6.

  • Vitamina34 E: 400 unidades internacionais de vitamina34 E diariamente, aliviam os sintomas2 da TPM por reduzir a produção de prostaglandinas, substância que ajuda a aumentar a ansiedade, a sensibilidade à dor e a irritabilidade, além de colaborar para a retenção de líquidos.
  • Ervas medicinais: algumas mulheres relatam sentir alívio dos sintomas2 da TPM com o uso de ervas medicinais como Cimicifuga racemosa, gengibre, dente-de-leão, Vitex agnus-castus e óleo de prímula. Entretanto, poucos trabalhos científicos comprovam a efetividade dessas ervas. E o FDA (Food and Drug Administration) ainda não regulamenta o uso dessas substâncias. Isto significa que a segurança e a eficácia dessas ervas ainda não estão comprovadas cientificamente. Ou seja, não temos a garantia que o produto comprado tenha os ingredientes ativos descritos no rótulo da embalagem ou que nele não existam substâncias que sejam nocivas à saúde.

Converse com o seu médico antes de usar qualquer erva medicinal ou suplementos vitamínicos.

  • Cimicifuga racemosa: atua no tratamento dos sintomas2 neurovegetativos relacionados ao climatério44, tais como ondas de calor, suores noturnos, nervosismo, dores de cabeça e palpitações8 cardíacas. Possui efeito semelhante ao estrógeno45 no organismo. Os compostos responsáveis pela efetividade da cimicifuga são conhecidos como "fitoestrogênios" ou "fitohormônios".
  • Dente-de-leão: nome vulgar de várias espécies pertencentes ao gênero botânico Taraxacum, das quais a mais conhecida é a Taraxacum officinale. Indicada para constipação11 intestinal, pois é um laxante46 suave, diurético36 e auxilia no tratamento de distúrbios menstruais.
  • Gengibre: suas propriedades terapêuticas são resultado da ação de várias substâncias, especialmente do óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona. Possui ação anti-séptica, anestésica e digestiva, principalmente auxiliando na digestão20 de alimentos gordurosos.

Popularmente, o chá de gengibre é usado no tratamento contra gripes, tosse e resfriado. Banhos e compressas quentes de gengibre são indicados para aliviar os sintomas2 de gota47, artrite48, dores de cabeça e na coluna, além de diminuir a congestão nasal e as cólicas49 menstruais.

  • Óleo de prímula: fonte de ácidos graxos essenciais, destacando-se o ácido gamalinolênico (GLA). Estas substâncias não são sintetizadas pelo nosso organismo e, por isso, devem fazer parte da nossa alimentação.

O óleo é usado para aliviar os sintomas2 da TPM, redução das dores na artrite reumatóide50, tratamento de disfunções na pele, tratamento e prevenção de doenças cardíacas, alergias, esclerose múltipla51, depressão e hiperatividade.

  • Vitex agnus-castus: utilizado na medicina popular como chá, indicado no tratamento da tensão pré-menstrual, ansiedade e insônia. Como infusão para banhos, alivia os calores e suores típicos da menopausa7.

 


Quando procurar ajuda médica?

Caso você não consiga controlar os sintomas2 da TPM com modificações em seu estilo de vida e eles estiverem atrapalhando sua saúde e atividades diárias, procure a ajuda de um médico.

 


Perguntas que você pode fazer ao seu médico:

- Existe uma tendência familiar para TPM?

- O uso de anticoncepcionais orais é benéfico para todas as mulheres com TPM?

- Se eu tenho TPM hoje, isto significa que eu sempre vou ter?

 


Fontes:


Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia
National Women's Health Information Center

Comentários

30/06/2010 - Comentário feito por margarete
Re: Tensão Pré-Menstrual
esclareceu muitas coisas das quais eu tinha duvidas ,pois sofro de TPM e é uma fase muito dificil.não sei as vezes o que esta acontencendo comigo ,sempre acho que estou com depressão e choro muito ,fico angustiada,snto cansaço e fadiga. gostaria de não sentir todos esses sntomas . minha TOM é do tipo C e D.VALEUUUUUUUUUUUUUUUUUU

Glossário

1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
4 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
5 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
6 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
7 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
8 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
9 Raiva: 1. Doença infecciosa freqüentemente mortal, transmitida ao homem através da mordida de animais domésticos e selvagens infectados e que produz uma paralisia progressiva juntamente com um aumento de sensibilidade perante estímulos visuais ou sonoros mínimos.
2. Fúria, ódio.
10 Acne: Doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. As lesões começam a surgir na puberdade, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. Os cravos e espinhas ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
11 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
12 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
13 Edema: Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo.
14 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
15 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
16 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
17 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
18 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos.
Seus componentes são:
HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol.
LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol.
VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
19 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
20 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.
21 Calorias: Dizemos que um alimento tem "x" calorias, para nos referirmos à quantidade de energia que ele pode fornecer ao organismo, ou seja, à energia que será utilizada para o corpo realizar suas funções de respiração, digestão, prática de atividades físicas, etc.
22 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
23 Hiperlipidemia: Condição em que os níveis de gorduras e colesterol estão mais altos que o normal.
24 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
25 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais freqüente é o Diabetes Mellitus, ainda que existam outras variantes (diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
26 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
27 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
28 Pâncreas: É uma glândula do aparelho digestivo e endócrino, localizada na parte superior do abdome, atrás do estômago. Ele é tanto exócrino (secretando suco pancreático que contém enzimas digestivas), quanto endócrino (produzindo hormônios importantes como insulina, glucagon e somatostatina). É dividido em três partes: a cabeça (lado direito), o corpo (seção central) e a cauda (lado esquerdo).
29 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose.
2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
30 Alimentos processados: São aqueles que passam por processamento industrial (larga escala) ou doméstico, contendo elementos químicos. Este processo de transformação, mesmo que caseiro, é percebido como menos saudável que o natural. Geralmente estes produtos sofrem junção com outro tipo de produto, como conservantes, ou alterações em sua temperatura. Exemplo: qualquer produto enlatado, engarrafado ou embutidos.
31 Gorduras saturadas: Elas são encontradas principalmente em produtos de origem animal. Em temperatura ambiente, apresentam-se em estado sólido. Estão nas carnes vermelhas e brancas (principalmente gordura da carne e pele das aves e peixes), leite e seus derivados integrais (manteiga, creme de leite, iogurte, nata) e azeite de dendê.
32 Gordura trans: Tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial. Esta hidrogenação industrial transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente e são utilizadas para melhorar a consistência dos alimentos e também aumentar a vida de prateleira de alguns produtos. Mas o consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans pode causar aumento do colesterol total e do colesterol ruim (LDL-colesterol) e também redução dos níveis de colesterol bom (HDL-colesterol). Encontrada em margarinas, biscoitos, batatas fritas, sorvete e salgadinhos industrializados. Aumenta o colesterol ruim e, ao mesmo tempo, reduz o bom colesterol.
33 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
34 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
35 Ovulação: Ovocitação, oocitação ou ovulação nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, é o processo que libera o ovócito II em metáfase II do ovário. (Em outras espécies em vez desta célula é liberado o óvulo.)
Nos dias anteriores à ovocitação, o folículo secundário cresce rapidamente, sob a influência do FSH e do LH. Ao mesmo tempo que há o desenvolvimento final do folículo, há um aumento abrupto de LH, fazendo com que o ovócito I no seu interior complete a meiose I, e o folículo passe ao estágio de pré-ovocitação. A meiose II também é iniciada, mas é interrompida em metáfase II aproximadamente 3 horas antes da ovocitação, caracterizando a formação do ovócito II. A elevada concentração de LH provoca a digestão das fibras colágenas em torno do folículo, e os níveis mais altos de prostaglandinas causam contrações na parede ovariana, que provocam a extrusão do ovócito II.
36 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
37 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
38 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
39 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
40 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
41 Efeito colateral: Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento.
42 Celulite: Inflamação aguda das estruturas cutâneas, incluindo o tecido adiposo subjacente, geralmente produzida por um agente infeccioso e manifestada por dor, rubor, aumento da temperatura local, febre e mal estar geral.
43 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
44 Climatério: Conjunto de mudanças adaptativas que são produzidas na mulher como conseqüência do declínio da função ovariana na menopausa. Consiste em aumento de peso, “calores” freqüentes, alterações da distribuição dos pêlos corporais, dispareunia.
45 Estrógeno: Grupo hormonal produzido principalmente pelos ovários e responsáveis por numerosas ações no organismo feminino (indução da primeira fase do ciclo menstrual, desenvolvimento dos ductos mamários, distribuição corporal do tecido adiposo em um padrão feminino, etc.).
46 Laxante: Purgativo leve, laxante, medicamento que apressa o esvaziamento do intestino.
47 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises.
2. Pingo de qualquer líquido.
48 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
49 Cólicas: Dor aguda, produzida pela dilatação ou contração de uma víscera oca (intestino, vesícula biliar, ureter, etc.). Pode ser de início súbito, com exacerbações e períodos de melhora parcial ou total, nos quais o paciente pode estar sentindo-se bem ou apresentar dor leve.
50 Artrite reumatóide: Doença auto-imune de etiologia desconhecida, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva à deformidade e à destruição das articulações por erosão do osso e cartilagem. Afeta mulheres duas vezes mais do que os homens e sua incidência aumenta com a idade. Em geral, acomete grandes e pequenas articulações em associação com manifestações sistêmicas como rigidez matinal, fadiga e perda de peso. Quando envolve outros órgãos, a morbidade e a gravidade da doença são maiores, podendo diminuir a expectativa de vida em cinco a dez anos.
51 Esclerose múltipla: Doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, produzida pela alteração na camada de mielina. Caracteriza-se por alterações sensitivas e de motilidade que evoluem através do tempo produzindo dano neurológico progressivo.
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