sexta-feira, 30 de julho de 2010

abc.med.br - quinta-feira, 29 de outubro de 2009 - 17:24
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Labirintite. O que devo saber sobre ela?

O que é labirintite1?

Labirintite1 é uma infecção2 ou inflamação3 do labirinto, condição que ocorre raramente. As doenças do labirinto são conhecidas popularmente como “labirintites”, mas devem receber corretamente o nome de labirintopatias (afecções do ouvido interno ou labirinto) ou vestibulopatias (problemas que acometem o sistema vestibular ou de equilíbrio). Estas são bem mais frequentes.


Quais são os sintomas4 das labirintopatias?

Os principais sintomas4 são:

  • Tontura5 (instabilidade física associada a falta de equilíbrio) ou vertigem6 (sensação de movimento oscilatório ou giratório do próprio corpo ou do ambiente em relação ao corpo)
  • Falta de equilíbrio
  • Nistagmo7
  • Zumbido ou tinnitus8
  • Deficiências auditivas
  • Sensação de ouvido tampado
  • Crises vertiginosas ou sintomas4 neurovegetativos (vertigem6, náusea9, vômitos10, instabilidade postural, nistagmo7 espontâneo, que podem estar acompanhados de sintomas4 cocleares)


Quais são as causas de labirintopatias?

São várias as causas de labirintopatias, algumas delas são:

  • Infecções
  • Traumatismos de cabeça e pescoço
  • Erros alimentares
  • Tumores
  • Doenças metabólicas (hipo ou hiperglicemia11, doenças da tireoide12, hipercolesterolemia13)
  • Distúrbios vasculares hipertensão arterial14 ou hipotensão15, arteriosclerose)
  • Efeito de medicamentos como cafeína, anticoncepcionais, tranquilizantes, anti-inflamatórios, etc.
  • Anemias
  • Alterações articulares, como na articulação temporo-mandibular (ATM)
  • Doenças do sistema nervoso16 central


Como o médico faz o diagnóstico17?

O diagnóstico17 geralmente é baseado no exame otoneurológico que compreende uma avaliação clínica do paciente (anamnese, exame físico e exames clínicos subsidiários) seguida de uma avaliação auditiva e outra vestibular, com exames complementares como audiometria18, imitanciometria, exames eletrofisiológicos e eletronistagmografia.


Qual o tratamento das labirintopatias?

O tratamento depende da causa e será direcionado ao alívio ou resolução da condição que está causando os sintomas4. Um diagnóstico17 bem feito vai ajudar na recuperação do paciente.

Muitas vezes é feito um tratamento sintomático, ou seja, o principal sintoma19 - que costuma ser a tontura5, é tratado. Este tratamento também depende da causa e da intensidade deste sintoma19.

É bom lembrar que quando há uma alteração labiríntica, mesmo que definitiva, existe uma compensação central que leva de 2 a 3 meses e o equilíbrio se restabelece se não houver recidivas. Portanto, o tratamento sintomático deve ser mantido por esse período após uma crise.


Qual médico devo procurar se estou com estes sintomas4?

Você pode procurar um clínico geral, um otorrinolaringologista ou um neurologista20. Caso seja necessário, estes especialistas vão orientar a busca por outros profissionais.

Comentários

21/07/2010 12:55 - Comentário feito por angela
Re: Labirintite. O que devo saber sobre ela?
muito bem explicado. Aqui foi dito tudo q o médico não me explicou, agora sei como devo agir ,pois ele não me falou da duração do tratamento.Tomei vertix ate melhorar os sintomas e pronto.Agora atacou tudo de novo.Gostaria de saber se tem algum exercício e qual alimentação adequada? Minha sogra me ensinou tomar chá de erva cidreira mas tenho medo ,vc pode me dizer se isso ajuda?
Agradeço atenção .
Um abraço.
Fica na paz

17/06/2010 13:20 - Comentário feito por josiane de christo
Re: Labirintite. O que devo saber sobre ela?
gostei muito dos comentarios,tenho uma infecção cronica do intestino,e estou sentindo todos os sintomas de labirintite,o medico me passou um remedio,eu li que infecções causa esse problema.
14/06/2010 08:24 - Comentário feito por Domício do Vale Souza
Re: Labirintite. O que devo saber sobre ela?
Muito interessante os comentários desta página.mas eu gostaria de saber sobre quais os alimentos que devemos evitar.
02/06/2010 07:47 - Comentário feito por Jose Roberto
Re: Labirintite. O que devo saber sobre ela?
Matéria muito elucidativa. Parabéns pela iniciativa. Deve esclarecer muitos pacientes (como eu) sobre causas e efeitos das labirintopatias. Sugiro que incluam os exercícios físicos para o treinamento do labirinto (claro que com a ressalva que devam ser utilizados com orientação médica).
13/05/2010 18:55 - Comentário feito por monica dantas
Re: Labirintite. O que devo saber sobre ela?
Gostei das informações pois é o que eu estou sentindo realmente, hj fui ao médico e ele me disse que suspeita de labirintite e me passou um remédio vamos ver...obrigada
17/04/2010 13:21 - Comentário feito por Celene
Re: Labirintite. O que devo saber sobre ela?
Muito elucidativo o artigo, gostei muito.

Gostaria de obter informações quais os principais erros alimentares, é possivei ?

Grata antecipadamente, Celene V.C.Mattos

14/04/2010 18:14 - Comentário feito por maria das graças brito
Re: Labirintite. O que devo saber sobre ela?

parabéns! adorei as informações que obtive ,tirei todas as dúvidas sobre :A TAL LABIRINTITE.
Agora posso compreender os sintomas que minha mãe sente, quando está com a crise,
valeu !!

08/04/2010 12:47 - Comentário feito por Marinete de Almeida Rodrigues
Re: Labirintite. O que devo saber sobre ela?
Comentei com a amiga de trabalho sobre o sintoma que tenho sentido na prática de exercícios ao abaixar a cabeça e às vezes durante o dia sinto tonteiras, a mesma me falou procure um médico nas especialidades mencionadas na informação. Indicou a página da web e adorei a informação, agora vou tratar do problema.
30/01/2010 23:19 - Comentário feito por SONIA DA COSTA CARCHEANO
Re: Labirintite. O que devo saber sobre ela?
GOSTEI MUIITO DA MATERIA, FOI MUITO EXPLICATIVA, EU TENHO LABIRINTITE, A ALGUNS ANOS, TOMEI DURANTE UM PERIODO LABIRIN, E ME VI MUIITO BEM, MAIS O QUE MELHOROU MUIITO , FOI QUE COMECEI A MUDAR MINHA ALIMENTAÇÃO, E EVITAR FICAR NERVOSA OU ANSIOSA, POIS PARECE QUE OS SINTOMAS AUMENTAM. OBRIGADO POR DAR MAIS EXCLARECIMENTOS SOBRE ESSA DOENÇA
18/12/2009 13:20 - Comentário feito por TIONE CATE SOARES - JALES SP
Re: Labirintite. O que devo saber sobre ela?
as informações acima foi de grande ajuda p/ mim, pois já ha algum tempo, estou com sintomas desconfrotavel, e nao conseguia definir o k estava acontecendo, agora ficou claro, estou tendo crises de labirintite, e ja sei k médico posso procurar...foi um presente de natal p/, ter entrado nesta pagina, obrigada e feliz natal
15/12/2009 22:39 - Comentário feito por Paulo Roberto
Re: Labirintite. O que devo saber sobre ela?
Fiquei bastante satisfeito com as informações acima citadas, esclareceu bastante as dúvidas que tinha, assim como me deixou mais informado sobre a doença.
15/12/2009 14:33 - Comentário feito por Marînês
Re: Labirintite. O que devo saber sobre ela?
Muito bem explicado...Parabéns!!
Vou ao Neuro para ver mais detalhes e iniciar um tratamento.
Obrigada !!
Deus abençoe ! Fique na PAZ.

27/11/2009 11:50 - Comentário feito por paulo faustino
Re: Labirintite. O que devo saber sobre ela?
fiquei extremante satisfeito com o exclarecimento sob (labirintite) pois tinha uma preucupação doque poderia estar me causando esse desconforto, foi ao médico otorinolaringologista, submeti a varios exames, porem nao me foi dado nenhum medicamento para inibir o zumbido no ouvido, nem orientação de exercicios para corrigir possivis disturbios, relativo a Vertigem

Glossário

1 Labirintite: Doença que pode acometer tanto o equilíbrio, quanto a parte auditiva. Os órgãos responsáveis pelo equilíbrio e pela audição estão situados no ouvido interno e se comunicam com o sistema nervoso central através dos nervos da audição e do nervo vestibular. Doenças infecciosas, inflamatórias, tumorais e alterações genéticas podem ocasionar alterações nessas estruturas anatômicas.
Além da vertigem, a labirintite pode apresentar manifestações neurovegetativas - náuseas, vômitos, sudorese e alterações gastrintestinais como também estar associada a manifestações auditivas - perda de audição, sensação de ouvido cheio ou tapado e zumbido.
2 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
6 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
7 Nistagmo: Movimento involuntário, rápido e repetitivo do globo ocular. É normal dentro de certos limites diante da mudança de direção do olhar horizontal. Porém, pode expressar doenças neurológicas ou do sistema de equilíbrio.
8 Tinnitus: Pode ser descrito como um som parecido com campainhas no ouvido ou outros barulhos dentro da cabeça que são percebidos na ausência de qualquer fonte de barulho externa.
9 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
10 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial.
Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
11 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
12 Tireoide: A tireoide é uma glândula localizada na base do pescoço, abaixo do "pomo de Adão". Sua função é produzir, armazenar e liberar hormônios tireoideanos (T3 e T4) na corrente sanguínea. Estes hormônios agem em quase todas as células do organismo e ajudam a controlar suas funções.
13 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
14 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
15 Hipotensão: Pressão sangüínea baixa ou queda repentina na pressão sangüínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
16 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
17 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
18 Audiometria: Método utilizado para estudar a capacidade e acuidade auditivas perante diferentes freqüências sonoras.
19 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
20 Neurologista: Médico especializado em problemas do sistema nervoso.
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