sexta-feira, 30 de julho de 2010

Hipertensão arterial - quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 - 18:44
Atalho: 56TJ4TG
Avalie este artigo

Dieta para hipertensos. O que reduz a pressão arterial?

Quais são as recomendações da V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial1 para redução da pressão arterial?

  • Hipertensos com excesso de peso devem participar de programas de emagrecimento com restrição de ingestão calórica e aumento de atividade física. O objetivo é alcançar Índice de Massa Corporal2 inferior a 25kg/m² e circunferência da cintura inferior a 102cm para homens e 88cm para mulheres.
  • Uma redução de 5% a 10% do peso corporal inicial já é suficiente para reduzir a pressão arterial.
  • Os alimentos ricos em sódio e gorduras saturadas3 devem ser evitados, ao passo que os ricos em fibras e potássio são permitidos.
  • A dieta preconizada pelo estudo DASH (Dietary Approachs to Stop Hypertension) mostrou benefícios no controle da pressão arterial, inclusive em pacientes hipertensos fazendo uso de anti-hipertensivos.
  • A dieta DASH enfatiza o consumo de frutas, verduras, alimentos integrais, leite desnatado e derivados, quantidade reduzida de gorduras saturadas3 e de colesterol4, maior quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio. Esta dieta, associada à redução no consumo de sal, mostra benefícios ainda mais evidentes, sendo fortemente recomendada para hipertensos.
  • Os hipertensos devem comer de quatro a cinco porções de frutas, quatro a cinco porções de vegetais crus ou cozidos e duas a três porções de laticínios desnatados por dia, com menos de 25% de gordura5.
  • Dietas vegetarianas podem ocasionar discreta redução na pressão arterial sistólica6 em hipertensos leves.
  • Os hipertensos devem reduzir a quantidade de sal na elaboração de alimentos, dando preferência aos temperos naturais como alho, cebola, limão, gengibre, alecrim, ervas, salsa, cebolinha, hortelã e manjericão. O ideal é retirar o saleiro da mesa, restringir os temperos industrializados e os molhos prontos, sopas em pó, embutidos, conservas, salsichas, enlatados, congelados, defumados, salgados do tipo snacks, mussarela e queijo prato. Alguns alimentos que não têm gosto salgado, mas têm sódio na sua composição, são mostarda, catchup e refrigerantes.
  • Restringir ou abolir as bebidas alcoólicas. Recomenda-se limitar o consumo de bebidas alcoólicas a, no máximo, 30g/dia de etanol para homens e 15g/dia para mulheres ou indivíduos de baixo peso. Àqueles que não se enquadrarem nesses limites de consumo, sugere-se o abandono.
  • Substituir doces e derivados do açúcar7 por carboidratos complexos e frutas, evitar sucos industrializados dando preferência aos sucos naturais de frutas.
  • Incluir cereais integrais na dieta.
  • Usar alimentos com reduzido teor de gordura5, eliminando as gorduras hidrogenadas e dando preferência às gorduras do tipo mono ou poli-insaturadas, presentes nas fontes de origem vegetal, exceto dendê e coco.
  • Manter uma ingestão satisfatória de cálcio através do consumo de produtos lácteos, de preferência, desnatados.
  • Substituir frituras por alimentos assados, crus ou grelhados.
  • A suplementação de potássio promove redução modesta da pressão arterial. Feijões, ervilha, vegetais de cor verde-escuro, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata inglesa e laranja são alimentos pobres em sódio e ricos em potássio. A recomendação é ingerir até 4,7 gramas de potássio ao dia.
  • Vários estudos mostram benefícios da restrição do consumo de sal na redução da pressão arterial e menor incremento da pressão arterial com o envelhecimento. É saudável uma pessoa ingerir até 6g de sal por dia (100 mmol ou 2,4 g/dia de sódio), correspondente a quatro colheres de café (4g) rasas de sal adicionadas aos alimentos.
  • A prática regular de atividades físicas é recomendada para todos os hipertensos, inclusive aqueles sob tratamento medicamentoso, porque reduz as pressões arteriais sistólica e diastólica em 6,9mmHg e 4,9 mmHg, respectivamente. Além disso, o exercício físico pode reduzir o risco de doença arterial coronariana, acidentes vasculares cerebrais e mortalidade8 geral. Antes de iniciar atividades físicas, os hipertensos devem ser submetidos a avaliação clínica especializada.
  • Óleos e azeite não devem ser acrescentados aos alimentos durante o período de cozimento. Eles devem ser adicionados apenas após o preparo das refeições e em pequena quantidade, por serem muito calóricos.

Fontes consultadas:
V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial1
The Seventh Report of the Joint National Commitee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure

Comentários

18/02/2010 15:25 - Comentário feito por norberto baptista
Re: Dieta para hipertensos. O que reduz a pressão arterial?
exelente artigo com explicações claras e precisas sobre o assunto a que se propoem.
26/12/2009 18:33 - Comentário feito por chacall
Re: Dieta para hipertensos. O que reduz a pressão arterial?
excelente explanação sobre o assunto ,sou um desses que precisa ler sobre o assunto obrigado chacall mascarenhas
21/12/2009 00:07 - Comentário feito por Raimunda
Re: Dieta para hipertensos. O que reduz a pressão arterial?
Parabéns pela materia acrescentou informações necessarias ao controle da hipertensão arterial.Eu tenho glaucoma uso colirio para controle da pressão ocular descobri que era hipertensa senti dor só de um lado na cabeça e meus olhos ficaram com postas de sangue fui ao pronto atendimento mediram a pressão estava alta desde então controlo com medicação,não uso alcoolico,não fumo e nem abuso do sal faço consulta com o cardiologista meu avo morreu de enfarto por isso tenho minhas preocupações a minha irmã é hipertensa tem o maior cuidado com o sal mas não dispensa umas cervejas todo final de semana ela diz que para com o remedio para beber alcoolico o que o dr.diz desse comportamento de uma pessoa hipertensa?

Glossário

1 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
2 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não.
Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
3 Gorduras saturadas: Elas são encontradas principalmente em produtos de origem animal. Em temperatura ambiente, apresentam-se em estado sólido. Estão nas carnes vermelhas e brancas (principalmente gordura da carne e pele das aves e peixes), leite e seus derivados integrais (manteiga, creme de leite, iogurte, nata) e azeite de dendê.
4 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos.
Seus componentes são:
HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol.
LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol.
VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
5 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
6 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
7 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose.
2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
8 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
 Login
 Assinar
 Convidar
abc.med.br
Configurar menu lateral