sexta-feira, 18 de maio de 2012
quinta-feira, 03 de março de 2011
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Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). O que são?

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+1 Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são aquelas doenças adquiridas por contato sexual (vaginal, oral ou anal) com alguém que já esteja contaminado por uma DST. Elas podem ser causadas por bactérias ou vírus1 e antigamente eram chamadas de doenças venéreas. As DSTs afetam a saúde física, emocional e a qualidade de vida de homens e mulheres, sendo os adolescentes e adultos jovens os mais frequentemente acometidos. Algumas delas têm cura, outras não.
1 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.

O que são doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)?

São aquelas doenças adquiridas por contato sexual (vaginal, oral ou anal) com alguém que já esteja contaminado por uma DST. Elas podem ser causadas por bactérias ou vírus1 e antigamente eram chamadas de doenças venéreas.

As DSTs afetam a saúde física, emocional e a qualidade de vida de homens e mulheres, sendo os adolescentes e adultos jovens os mais frequentemente acometidos. Algumas delas têm cura, outras não.

A presença de uma DST facilita a transmissão do vírus1 da imunodeficiência2 humana (HIV3) - que causa a síndrome4 da imunodeficiência2 adquirida (SIDA ou AIDS) – em caso de exposição a este vírus1.

É muito comum a ausência de sintomas5, principalmente nos estágios iniciais da doença. O que leva à ausência de tratamento, podendo causar problemas como infertilidade6 ou câncer7, os quais tendem a ser mais graves em mulheres do que em homens.

Gestantes infectadas por alguns tipos de doenças sexualmente transmissíveis podem passar a infecção8 para o bebê durante a gravidez9 ou parto.

O que você precisa saber sobre doenças sexualmente transmissíveis?

  • Elas afetam homens e mulheres de todas as idades, etnias e classes sociais. Adolescentes e adultos jovens são os mais acometidos, pois eles têm relações sexuais mais frequentemente, com parceiros variados, e ainda não estão cientes da importância de preveni-las com o uso da camisinha.
  • É importante que todos estejam alerta para a regra dos 5Ps: proteção contra DSTs, parceiros sexuais confiáveis, prevenção de DSTs na gravidez9, prática sexual segura e passado de DSTs.
  • O número de pessoas contaminadas por DSTs está aumentando a cada dia.
  • Mesmo não apresentando sintomas5, você pode estar com uma DST e passar esta doença para outra pessoa. Para evitar que isso aconteça, converse com seu médico sobre a realização de exames, especialmente se você tem mais de um parceiro sexual.
  • As DSTs são transmitidas através de contato sexual, que não se resume à penetração do pênis10 na vagina. Essas doenças podem ser transmitidas em todo o contato do pênis10 com a vagina, com a vulva11 (parte externa da vagina), com o ânus ou com a boca. Portanto, não é necessário ejaculação ou penetração para contaminação por vírus1 e bactérias. Qualquer contato sexual pode transmitir doenças como AIDS e HPV (papilomavírus humano). Daí a importância do uso de preservativo em toda relação sexual. A camisinha não evita totalmente o risco de contaminação, mas diminui bastante sua possibilidade.
  • Mães podem passar DSTs para seus bebês12 antes, durante e logo após o parto. Algumas delas podem ser curáveis, outras causam danos permanentes ao recém-nascido. Um pré-natal bem orientado ajuda a identificar riscos para a mãe e para o bebê.
  • Quanto mais precoce o diagnóstico13, maior a chance de sucesso terapêutico.

Quais são as DSTs mais frequentes?

Infecção8 por Chlamydia Trachomatis, blenorragia14 ou gonorreia15, infecção8 pelo Trichomonas vaginalis, herpes genital, sífilis16, HIV3 (vírus1 da imunodeficiência2 humana) e HPV (papilomavírus humano).

O que fazer para evitar as doenças sexualmente transmissíveis?

  • Estudos mostram que quanto mais jovem a pessoa tem sua primeira relação sexual, mais chances terá de contrair DSTs. O risco se eleva com o tempo, à medida que a quantidade de parceiros sexuais aumenta. Retardar o início da vida sexual ativa pode ajudar a evitar DSTs.
  • Ter um(a) parceiro(a) sexual que não tenha nenhuma doença sexualmente transmissível, no(a) qual você possa ter confiança é fundamental. Esta confiança significa ou que vocês dois não tenham relações sexuais com outras pessoas ou que, quando tenham, usem proteção para evitar infecções. O uso de preservativo é muito importante para evitar DSTs.
  • Usar preservativo sempre que tiver relação sexual. O preservativo não oferece proteção completa, porém diminui a chance de contraí-las. Outros métodos anticoncepcionais (como diafragma, pílula anticoncepcional, DIU, implantes hormonais, etc.) não protegem contra doenças sexualmente transmissíveis.
  • Limitar a quantidade de parceiros sexuais. O risco de ter uma DST aumenta de acordo com a quantidade de parceiros sexuais que você tem.
  • Não compartilhe agulhas de injeções com ninguém, tanto agulhas usadas para injetar drogas ilegais (heroína e cocaína) quanto para uso de medicamentos. Se você for fazer uma tatuagem ou body piercing, certifique-se de que as agulhas estejam esterilizadas ou, de preferência, sejam descartáveis.
  • Toda pessoa com vida sexual ativa, especialmente se tiver mais de um parceiro sexual, deve fazer exames regulares para o diagnóstico13 precoce de DSTs. Quanto mais cedo ela for detectada, mais fácil será o tratamento.

O que devo fazer se contrair uma DST?

Peça ajuda a um médico (ginecologista, urologista17, clínico geral) e busque informações. O tratamento na maioria das vezes é simples. Quanto mais precocemente ele acontecer, menor o risco de você sofrer algum tipo de complicação.

Quanto mais cedo você conversar com seu parceiro(a) e avisar que tem uma DST, menos chance terá de espalhá-la. Converse com o seu parceiro(a), de modo que ele(a) também possa receber tratamento.

Faça o tratamento completo, sempre orientado por um médico. Caso você precise de um acompanhamento médico por um tempo maior, não desanime. É fundamental que você tenha consciência de que assim estará evitando problemas futuros para você e para todas as pessoas com as quais mantenha contato sexual.

Estudos indicam que ter uma DST aumenta o risco de ser infectado pelo HIV3, o vírus1 que causa a AIDS. Pense nisso e procure tratamento imediato.

Evite ter qualquer atividade sexual se estiver em tratamento para uma DST. Ao término do tratamento, lembre-se de usar um preservativo durante as relações sexuais para evitar novas contaminações futuras.

Grávidas devem se tratar o mais rápido possível. O tratamento precoce diminui a probabilidade de contaminar o bebê. Em caso de gravidez9, você deve falar com seu médico, pois alguns medicamentos não são seguros para grávidas e você pode precisar de um tratamento diferenciado.

Caso esteja amamentando, converse com seu médico sobre o risco de passar a doença para o bebê através do leite.

ABC.MED.BR, 2011. Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). O que são?. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/174322/doencas+sexualmente+transmissiveis+dsts+o+que+sao.htm>. Acesso em: 18 mai. 2012.

Comentários

01/12/2011 - Comentário feito por Marcos
Re: Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). O que são?
Olá Nicole !
Não sou médico mas lendo seu comentário, tenho a dizer que esta teoria é simplesmente absurda e como voce mesma diz, é uma desculpa para transar sem camisinha ...
Não caia nessa :-)
Abraços
Marcos - DF

10/03/2011 - Comentário feito por Nicole
Re: Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). O que são?
Muitos importantes esses esclarecimentos. Mas fico preocupada com uma teoris que percebo, está se disseminando entre homens que conheço.
Segundo essa teoria ( que segundo uma dessas pessoas, foi defendidda por um médico urologista) os homens tem menos chances ( bem poucas) de contrair HIV em relação as mulheres pois, segundo ele, a mucosa do homens é menos sensível que o canal vaginal, ou seja: um homem só vai contrair HIV se ele tiver uma lesão na mucosa enquanto que a mulher contrairá a doença se o homem ejacular dentro do canal vaginal. Eu fico muito preocupada pois as DSTs tem uma das forma de transmissão que é muito prazerosa, e muitas pessoas apesar da disciplina são convencidas pelo prazer a não usar camisinha, e ainda tem umas pessoas, assim irresposáveis dizer uma coisa dessas! E as pessoas acreditam pois, é uma autoridade no assunto - um médico, e ainda por cima urologista!
Gostaria muito que vocês escrevessem algo que rebatessem essa teoria, pois é como se fosse um pedido de licença, uma exceção, para transar sem camisinha, o que todos sabemos: é muito perigoso. Abraços

Glossário

1 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
2 Imunodeficiência: Distúrbio do sistema imunológico que se caracteriza por um defeito congênito ou adquirido em um ou vários mecanismos que interferem na defesa normal de um indivíduo perante infecções ou doenças tumorais.
3 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
4 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
5 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
6 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
7 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
8 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
9 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
10 Pênis:

Órgão reprodutor externo masculino. É composto por uma massa de tecido erétil encerrada em três compartimentos cilíndricos fibrosos. Dois destes compartimentos, os corpos cavernosos, ficam lado a lado ao longo da parte superior do órgão. O terceiro compartimento (na parte inferior), o corpo esponjoso, abriga a uretra.

11 Vulva:

Genitália externa da mulher, compreendendo o CLITÓRIS, os lábios, o vestíbulo e suas glândulas.

12 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
13 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
14 Blenorragia: Infecção transmitida sexualmente, produzida por uma bactéria chamada Neisseria gonorreae, que se manifesta por secreção purulenta drenada através da uretra. Se não tratada adequadamente pode produzir problemas mais sérios, como infecção crônica e esterilidade.
15 Gonorreia: Infecção bacteriana que compromete o trato genital, produzida por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae. Produz uma secreção branca amarelada que sai pela uretra juntamente com ardor ao urinar. É uma causa de infertilidade masculina.Em mulheres, a infecção pode não ser aparente. Se passar despercebida, pode se tornar crônica e ascender, atingindo os anexos uterinos (trompas, útero, ovários) e causar Doença Inflamatória Pélvica e mesmo infertilidade feminina.
16 Sífilis: Doença transmitida pelo contato sexual, causada por uma bactéria de forma espiralada chamada Treponema pallidum. Produz diferentes sintomas de acordo com a etapa da doença. Primeiro surge uma úlcera na zona de contato com inflamação dos gânglios linfáticos regionais. Após um período a lesão inicial cura-se espontaneamente e aparecem lesões secundárias (rash cutâneo, goma sifilítica, etc.). Em suas fases tardias pode causar transtorno neurológico sério e irreversível, que felizmente após o advento do tratamento com antibióticos tem se tornado de ocorrência rara. Pode ser causa de infertilidade e abortos espontâneos repetidos.
17 Urologista: Médico especializado em tratar pessoas com problemas no trato urinário e homens com problemas nos órgãos genitais, como impotência.
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