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Mesotelioma: conceito, causas, características clínicas, diagnóstico, tratamento e evolução

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
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Mesotelioma: conceito, causas, características clínicas, diagnóstico, tratamento e evolução

O que é mesotelioma?

O mesotelioma é um tipo raro de tumor que ocorre nas camadas médias da pleura, do pericárdio, do peritônio e da túnica vaginal do testículo. Esse tumor pode ser benigno ou maligno, mas o tipo benigno é muito raro e não parece ter a mesma origem do tumor maligno. Por isso, quando se fala simplesmente em mesotelioma refere-se ao tumor maligno.

Quais são as causas do mesotelioma?

O mesotelioma maligno é uma doença multifatorial, dependente de fatores genéticos e externos como, por exemplo, a exposição ao asbesto (80% dos casos) ou a outras substâncias químicas, com um período de latência de 20 a 50 anos entre a exposição e o aparecimento da doença. Esta doença geralmente se desenvolve em pessoas que trabalharam em atividades nas quais foram expostas à poeira e a fibras de asbesto. O ato de lavar as roupas de uma pessoa que tenha trabalhado com asbesto também pode colocar uma pessoa em risco de desenvolver mesotelioma.

Qual é a fisiopatologia do mesotelioma?

O mesotélio é um revestimento protetor que cobre a maioria dos órgãos internos do corpo, como a pleura, que é o revestimento dos pulmões e da parede torácica interna, o peritônio que recobre o coração, o peritônio que reveste a cavidade abdominal e a túnica vaginal que reveste o escroto. Desses, a pleura é o local de acometimento mais comum (cerca de 75% dos casos), seguidos dos tumores do peritônio (cerca de 25%). Os tumores do pericárdio e da túnica vaginal são extremamente raros.

Quais são as principais características clínicas do mesotelioma?

O mesotelioma é mais comum em homens que em mulheres. Os sintomas do mesotelioma dependem de sua localização e intensidade. O mesotelioma pleural, por exemplo, a forma mais frequente da doença, inclui como sinais e sintomas a falta de ar, derrame pleural (fluido entre o pulmão e a parede torácica) ou dor na parede torácica e perda de peso. Os pacientes acometidos pelo mesotelioma peritoneal apresentam, primeiramente, dores abdominais e perda repentina de peso. De um modo geral, os sintomas do mesotelioma maligno podem incluir tosse persistente, náuseas e vômitos frequentes, febre constante abaixo de 38°C, alteração do trânsito intestinal e emagrecimento repentino, sem razão aparente. Esses sintomas do mesotelioma maligno são mais frequentes na fase mais avançada da doença, podendo variar de acordo com os órgãos afetados.

Como o médico diagnostica o mesotelioma?

O diagnóstico do mesotelioma pleural, a forma mais comum da doença, pode ser suspeitado pelos seus sintomas, por uma radiografia e uma tomografia computadorizada, que são capazes de mostrar a localização e a dimensão do tumor, assim como possíveis metástases. O diagnóstico pode ser confirmado através de uma biópsia do tecido do revestimento orgânico feita por meio de uma toracoscopia (inserção no tórax de um tubo com uma câmera). Ela também permite a introdução de substâncias para obliterar o espaço pleural, o que previne que mais fluido se acumule, pressionando o pulmão. Através da punção é possível coletar o líquido presente na pleura para a realização de um exame laboratorial. Na maior parte dos casos, o diagnóstico desta enfermidade só é feito após a ocorrência de metástases, impossibilitando, deste modo, a remoção cirúrgica do tumor.

Como o médico trata o mesotelioma?

O tratamento do mesotelioma maligno normalmente é feito com cirurgia para remover o máximo de tecido afetado, complementada com quimioterapia e radioterapia para eliminar as células tumorais restantes.

Como evolui o mesotelioma?

Normalmente, o mesotelioma maligno cresce numa das membranas de revestimento, mas rapidamente pode afetar outros órgãos, provocando câncer nos pulmões ou estômago, por exemplo. Apesar do tratamento com quimioterápicos, radioterapia e, às vezes, cirurgia, a doença possui um mau prognóstico. A maioria dos mesoteliomas é diagnosticada em fases muito avançadas, dificultando o tratamento e diminuindo as chances de sobrevivência para menos de doze meses.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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