Gostou do artigo? Compartilhe!

Mielite transversa: o que é? Quais são as causas? Como são os sintomas? Existe tratamento? Como evolui?

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie este artigo

O que é a mielite1 transversa?

A mielite1 transversa é uma doença neurológica rara que afeta as substâncias branca e cinzenta da medula espinal2, bloqueando totalmente a passagem dos impulsos nervosos, o que determina os seus sintomas3. Ela pode aparecer em qualquer idade e igualmente em ambos os sexos. Geralmente é aguda, embora possa também desenvolver-se lentamente. O nome “mielite” é derivado da palavra grega myelós que se refere à espinha dorsal e do sufixo “ite”, que indica inflamação4.

Qual é a causa da mielite1 transversa?

A mielite1 transversa é uma doença de natureza inflamatória e frequentemente se desenvolve a partir de infecções5 virais ou bacterianas. Pode também ocorrer isoladamente, independente de qualquer outra enfermidade, quando é dita idiopática6 (sem causa conhecida). Talvez resulte de um ataque do sistema autoimune7 contra a própria medula espinhal8. Não se registra predisposição familiar, sendo afastada, então, qualquer participação hereditária.

Quais são os principais sinais9 e sintomas3 da mielite1 transversa?

Os principais sinais9 e sintomas3 da mielite1 transversa dependem da porção da medula10 que tenha sido afetada e dos danos causados aos neurônios11 nela localizados. A mielite1 transversa é de progressão rápida (horas, dias ou semanas) e pode começar a se manifestar com dor súbita nas costas12, choque13 medular, dormência14, fraqueza, paralisia15 muscular, espasticidade16, fadiga17, perda do controle intestinal e da bexiga18 e disfunção sexual, mas é comum que ocorra um quadro febril anterior ao surgimento dos sintomas3 neurológicos. Geralmente a doença só ocorre uma vez, no entanto, pode haver recorrência19 numa porcentagem pequena de casos.

Como o médico diagnostica a mielite1 transversa?

O diagnóstico20 de mielite1 transversa é feito por meio da história clínica e de um exame físico detalhado. Os exames de imagens, como ressonância magnética21, tomografia computadorizada22 e radiografia da coluna são úteis para excluir a presença de fatores que levem à compressão da medula10. Um exame de sangue23 e uma punção lombar ajudam a esclarecer as causas da enfermidade e a excluir várias outras desordens que possam gerar sintomas3 assemelhados.

Como o médico trata a mielite1 transversa?

Os corticoides são utilizados para reduzir a inflamação4 da medula espinhal8. A plasmaferese (técnica para separar o plasma sanguíneo24 dos outros elementos do sangue23) é usada como um tratamento para diminuir ou suprimir a ação do sistema imunológico25. Além disso, uma fisioterapia26 para reabilitação das lesões27 da medula10 deve ser tida como uma parte essencial do tratamento.

Como evolui a mielite1 transversa?

Com relação à recuperação, a mielite1 transversa pode ser dividida em três terços: um terço tem uma recuperação boa, um terço tem uma recuperação moderada e um terço não se recupera.

A recuperação que não se inicia entre um e três meses depois do início do tratamento é pouco provável de ocorrer.

ABCMED, 2013. Mielite transversa: o que é? Quais são as causas? Como são os sintomas? Existe tratamento? Como evolui?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/509849/mielite-transversa-o-que-e-quais-sao-as-causas-como-sao-os-sintomas-existe-tratamento-como-evolui.htm>. Acesso em: 21 abr. 2021.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Mielite: Doença caracterizada pela inflamação infecciosa ou imunológica da medula espinhal, que se caracteriza pelo surgimento de déficits de força ou sensibilidade de diferentes territórios do corpo dependendo da região da medula que está comprometida.
2 Medula Espinal:
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
5 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
6 Idiopática: 1. Relativo a idiopatia; que se forma ou se manifesta espontaneamente ou a partir de causas obscuras ou desconhecidas; não associado a outra doença. 2. Peculiar a um indivíduo.
7 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
8 Medula Espinhal:
9 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
10 Medula: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
11 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
12 Costas:
13 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
14 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
15 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
16 Espasticidade: Hipertonia exagerada dos músculos esqueléticos com rigidez e hiperreflexia osteotendinosa.
17 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
18 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
19 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
20 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
21 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
22 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias” de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
23 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
24 Plasma Sanguíneo: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
25 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
26 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
27 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
Gostou do artigo? Compartilhe!

Tem alguma dúvida sobre Neurologia?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.

Comentários

19/04/2018 - Comentário feito por josé
Este artigo sobre mielite transversa é c...
Este artigo sobre mielite transversa é claro e sucinto. Parabéns.

28/03/2016 - Comentário feito por Ana
Minha filha, que hoje completa 11 anos, come&cc...
Minha filha, que hoje completa 11 anos, começou no dia 01/02/2016 a vomitar, nâuseas e febre, dor no pescoço e no quadril e manchas vermelhas nas coxas e cotovelos, fraqueza, sonolência e falta de apetite. Foram várias as hipóteses levantadas pelos médicos: dengue, virose, púrpura, vasculite, leucemia. Fui em 2 hematologistas, ortopedista, infectologista e vários pediatras. No dia 16/03 ela foi internada com fortes dores abdominais e não conseguia urinar e não conseguia firmar as pernas... passarão sonda permanente nela. No dia 21/03 percebemos que ela tinha perdido os movimentos e sensibilidade dos membros inferiores e não controlava o intestino. No dia 23 fez várias ressonâncias que diagnosticaram mielite transversa e no mesmo dia o quadro agravou com pneumonia, infecção hospitalar e anemia profunda e foi pra UTI. Ela começou o tratamento na última sexta com Imunoglobulina intravenosa, mas ainda está na UTI. Espero que minha filha se recupere com Fé em Deus. Ela já era diagnosticada com Síndrome da Microdeleção 1P31, Epilepsia Abdominal e Puberdade Precoce.

30/09/2015 - Comentário feito por Jamily
Meu filho tem 12 anos e dia 12 de agosto de 201...
Meu filho tem 12 anos e dia 12 de agosto de 2015 sentiu uma fraqueza nas pernas e em questão de horas já tinha perdido os movimentos dos membros inferiores, depois de 4 dias foi diagnosticado com Mielite. No momento ele já tem a sensibilidade e movimentos involuntários, não vejo a hr de vê meu filho andando novamente. Eu creio no Deus do Impossível.

17/08/2015 - Comentário feito por Sarah
Boa tarde! Rogério, descobri que tenho m...
Boa tarde! Rogério, descobri que tenho mielite transversa em agosto/2014, primeiro achei que estava com hérnia de disco, tive muitas dores nas costas, fiquei com o braço e a perna direita sem forças e sem sensibilidade nestas áreas, fui a vários médicos até encontrar uma ótima neurologista. Só comecei o tratamento em novembro/2014, mas em janeiro/2015 tive mais um surto. Fiquei muito enfraquecida, perdi os movimentos dos braços e perdi a força do braço esquerdo, nunca deixei de andar, mas na época fiquei sem equilíbrio. Nunca fui internada e meu tratamento é feito em hospital-dia. Neste pouco tempo que soube desta doença conclui(para mim) que existem sintomas e tratamentos semelhantes, mas cada pessoa tem recuperação diferente. Hoje, recuperei meu equilíbrio, voltei a ter força nas pernas, mas de manhã ainda ficam enrijecidas, ainda estou recuperando o movimento do braço esquerdo e as dores nas costas melhoraram, mas tenho queimações. Continuo o tratamento com corticoide e faço fisioterapia na ABBR, no RJ. Sinto que minha recuperação é lenta, mas progressiva, tenho muita esperança. Tiro minha dúvidas com a neurologista e tenho muita fé. Existe um grupo no facebook chamado " Superando a mielite" que são pessoas que apresentam a mesma doença, nos mostra que não estamos sozinhos. Força e esperança. Abraços, Sarah

31/07/2015 - Comentário feito por Rogério
Minha filha foi diagnosticada hoje, após...
Minha filha foi diagnosticada hoje, após 17 dias de internação com Mielite Transversa,começará o tratamento amanhã no dia 01/08/2015.
Foi muito demorada a descoberta foi feito várias ressonâncias, de cérebro e coluna.
Só foi encontrada depois de ser avaliada por outro neurologista.
Espero que ela tenha total recuperação.
Que Deus proteja todos e livra desse mal.
Ela tem 15 anos.
Gostaria de ter mais informações de tratamentos e especialistas sobre esse caso.
Estamos arrasados mais temos fé que ela se recupere.

22/07/2015 - Comentário feito por mila
olá...tive mielite transversa a 04 anos ...
olá...tive mielite transversa a 04 anos atras, sofri muito. os primeiros sintomas aconteceu no periodo que eu tinha feito cesariana, vomitava muito e muito dores no pescoço, com a piora fui perdendo o movimento das pernas, fiquei sem andar, emagreci muito , pois tudo q ue eu comia vomitava...passei por varios especialistas pra descobrir que doença tratava, fiquei internada e nenhum descobriu o que era, resolvir entao buscar tratamento em outro estado. Depois de varios exames, sangue, tomagrafia e finalmente ressonancia descobriu a doença, diagnosticada como mielite .. o tratamento foi a base de meticorten de 20 mg por 4 meses, como retem muito liquido fiquei inchada, e engordei muito...Mais graças ao bom Deus me recuperei tenho a vida normal...o pior disso tudo que nao pude desfrutar dos primeiros meses de vida de meu filho, nao tive o prazer de amamenta lo, sofir muito, mais tudo tem seu tempo e sua hora.

09/07/2015 - Comentário feito por Rhosana
Ola, eu tb tive mielite transverssa, perdi o mo...
Ola, eu tb tive mielite transverssa, perdi o movimento de minha perna esquerda de menos de 24 horas apos uma coceira e uma dor mt forte nas minhas costas, fiz primeiramente um tratamento a base de um corticoide, "sigem", em 2012 custava 300,00, tomei 10, apos esse medicamento e mais um outro q no momento nao lembro o nome, e mts sessões de fisioterapia voltei a andar, hj sinto dores mt fortes nas costas, e tomo um composto que é, gabapentina, carbamazepina e amitriptilina (200+200+10mg), segundo o meu medico, não volto mais a ficar sem andar, mas naõ posso ficar mt magra, pois a magreza baixa a imunidade, e eu sou magra, tenho problemas de anemia, td isso contribui

27/01/2015 - Comentário feito por Marli
Tive mielite a 03 anos atras, na época p...
Tive mielite a 03 anos atras, na época perdi os movimentos do membro inferior e superior, mas fiz o tratamento e hoje levo um vida normal. Quando passei doente tive muita calma que é primordial para a recuperação e fazer fisioterapia fiz 01 ano. O tratamento é demorado, mas se fazer certinho se recupera sim. bjs

22/01/2015 - Comentário feito por Wanelle
Sou dentista e vivi dois casos distintos de mie...
Sou dentista e vivi dois casos distintos de mielite.Um foi minha mãe de 70 anos e o outro caso foi um paciente do consultório.Ambos aconteceram simultaneamente.Minha mãe teve queixas de dor nas costas forte que não melhorava,depois teve a dormência nas pernas e nos quadris.Demorou uma semana para ser diagnosticada corretamente,só após a ressonancia teve a confirmação.Fez uso de corticóides por 5 dias,medicação e fisioterapia.Fez também um exame que colheu o sangue na medula,pois suspeitavam de exclerose múltiplaIsto aconteceu e foi tratado em um período de 30 a 60 dias.Graças a Deus hj ela se encontra andando e dirigindo novamente,porém percebi que ela dorme muito,a memória ficou um pouco falha,trêmula e ainda tem alguns momentos de desequilíbrios nas pernas.
Já o meu paciente teve o diagnóstico,tratou,voltou a andar e após três meses voltou o problema ainda pior.Está na cadeira de rodas há três meses e fazendo exames e tratamento.Bem crítico o caso dele.

19/01/2015 - Comentário feito por Ana
Boa tarde!! Estou com minha mãe de 61 an...
Boa tarde!! Estou com minha mãe de 61 anos, internada desde 06/01, com Mielite. Minha mãe teve uma infecção de urina no dia 06/12/2014 e em seguida começou com muitas dores nas costas e descia para as pernas, chegou a tomar morfina p dor e ainda continuou com dores, isso tudo aconteceu em um fim de semana, na segunda feira, procurei um ortopedista "muito bom" renomado aqui na região, paguei uma consulta e este médico pediu uma tomografia, onde afirmou q minha mãe tinha hérnia de disco, começamos o tratamento para hérnia de disco, muitos remédios forte e caros, que não passava a dor de forma alguma, usou um colete, até q passado um mês começou piorar, procuramos um PS na minha cidade, onde não queria internar minha mãe, depois de muita insistência minha e de minha família, internaram na Santa Casa, onde minha mãe está até hoje, qdo o neurologista olhou a tomografia que minha mãe tinha feito a pedido do ortopedista, ele já afirmou que não era hérnia de disco, ficamos quase loucos, pq não sabíamos o q era, foi feito mais uma tomografia e ressonância, através da ressonância o médico disse q ela tinha uma Mielite Transversa (infecção na medula), está bem melhor, porém não está andando, esta infecção na medula afetou o intestino, a bexiga e as pernas, minha mãe está de fraldas e com sonda de alívio, esperamos em Deus que ela volte a ser como antes!!!! Espero que ajude alguém abçs e fiquem com Deus

  • Entrar
  • Receber conteúdos