Gostou do artigo? Compartilhe!

Acroceratose verruciforme

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie este artigo

O que é acroceratose verruciforme?

A Acroceratose Verruciforme, também conhecida como Acroceratose Verruciforme de Hopf, é uma síndrome1 extremamente rara, caracterizada por pápulas2 pequenas, verrucosas, planas, presentes predominantemente no dorso3 das mãos4 e dos pés, nos joelhos e cotovelos.

Quais são as causas da acroceratose verruciforme?

A Acroceratose Verruciforme tem um modo de transmissão autossômico5 dominante, mas casos esporádicos também podem ocorrer. Ela é uma doença alélica (alelos6 são as expressões alternativas de um mesmo gene) como a doença de Darier. Excepcionalmente, uma associação semelhante à doença de Hailey-Hailey foi relatada.

A Acroqueratose Verruciforme foi relatada também em pacientes com síndrome1 do Carcinoma7 Basocelular Nevoide. A possível ocorrência de carcinoma7 de células8 escamosas no contexto das lesões9 de Acroceratose Verruciforme foi descrita, embora raramente. Essa condição também pode estar associada ao Líquen Plano Hipertrófico e a múltiplos esteatocistomas.

Saiba mais sobre "Câncer10 de pele11", "Líquen plano" e "Verrugas".

Quais são as principais características clínicas da acroceratose verruciforme?

A Acroceratose Verruciforme é um distúrbio da queratinização caracterizado por múltiplas lesões9 ceratóticas da cor da pele11, achatadas, assemelhando-se a verrugas planas, ásperas, avermelhadas, tipicamente observadas no dorso3 das mãos4 e dos pés. Pápulas2 também podem ser encontradas nos joelhos, cotovelos, antebraços ou pernas. Pequenos grupos de pápulas2 isoladas podem se desenvolver em outras partes do corpo e elas são mais facilmente sentidas do que vistas.

A pele11 palmar12 pode estar espessada e pode apresentar ceratose puntiforme, cavidades ou quebras puntiformes em dermatoglifia. O envolvimento das unhas13, incluindo divisão longitudinal, estriações e hiperceratose subungueal, também pode ser observada.

As lesões9 aparecem ao nascimento ou no início da infância, mas em casos muito especiais e raros pode surgir bem mais tarde, até mesmo na quinta década da vida.

Como o médico diagnostica a acroceratose verruciforme?

O diagnóstico14 da Acroqueratose Verruciforme é eminentemente15 clínico, pela observação direta das lesões9. Mesmo levando-se em conta aspectos histológicos16, a Acroceratose Verruciforme pode ser confundida com o Nevos17 Epidérmicos Lineares. Lesões9 idênticas às da Acroqueratose Verruciforme podem também ser observadas em pacientes com doença de Darier. Pode ser difícil ou impossível diferenciar clinicamente a forma frustra (forma em que os sintomas18 são atenuados e o quadro clínico se apresenta de modo incompleto) da doença de Darier e a Acroqueratose Verruciforme.

Outras condições patológicas que podem ser confundidas com a acroceratose verruciforme: ceratose folicular escamosa19, erupções medicamentosas, verrugas planas e ceratose de estuque. Uma biópsia20 da lesão21 é recomendada, caso o diagnóstico14 seja duvidoso.

Como o médico trata a acroceratose verruciforme?

Atualmente, não há tratamento curativo para a Acroceratose Verruciforme.

Como evolui a acroceratose verruciforme?

As lesões9 da Acroceratose Verruciforme tendem a persistir ao longo da vida e tornam-se mais proeminentes após a exposição prolongada ao sol.

Leia também sobre "Ceratose".

 

ABCMED, 2018. Acroceratose verruciforme. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1318473/acroceratose+verruciforme.htm>. Acesso em: 19 ago. 2018.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Pápulas: Lesões firmes e elevadas, com bordas nítidas e diâmetro que varia de 1 a 5 milímetros (até 1 centímetro, segundo alguns autores).
3 Dorso: Face superior ou posterior de qualquer parte do corpo. Na anatomia geral, é a região posterior do tronco correspondente às vértebras; costas.
4 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
5 Autossômico: 1. Referente a autossomo, ou seja, ao cromossomo que não participa da determinação do sexo; eucromossomo. 2. Cujo gene está localizado em um dos autossomos (diz-se da herança de características). As doenças gênicas podem ser classificadas segundo o seu padrão de herança genética em: autossômica dominante (só basta um alelo afetado para que se manifeste a afecção), autossômica recessiva (são necessários dois alelos com mutação para que se manifeste a afecção), ligada ao cromossomo sexual X e as de herança mitocondrial (necessariamente herdadas da mãe).
6 Alelos: 1. Que ocupa os mesmos loci (locais) nos cromossomos (diz-se de gene). 2. Em genética, é cada uma das formas que um gene pode apresentar e que determina características diferentes.
7 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
8 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
9 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
10 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
11 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
12 Palmar: Relacionado com a palma da mão
13 Unhas: São anexos cutâneos formados por células corneificadas (queratina) que formam lâminas de consistência endurecida. Esta consistência dura, confere proteção à extremidade dos dedos das mãos e dos pés. As unhas têm também função estética. Apresentam crescimento contínuo e recebem estímulos hormonais e nutricionais diversos.
14 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
15 Eminentemente: De modo eminente; em alto grau; acima de tudo.
16 Histológicos: Relativo à histologia, ou seja, relativo à disciplina biomédica que estuda a estrutura microscópica, composição e função dos tecidos vivos.
17 Nevos: Popularmente conhecidos como “pintas“ ou sinais de nascença“. São manchas na pele que podem ser uma lesão plana ou elevada, pigmentada (de cor marrom, cinza, azul ou preto) ou não e podem apresentar potencial de malignização dependendo do tipo.
18 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
19 Escamosa: Cheia ou coberta de escamas, ou seja, de pequenas lâminas epidérmicas que se desprendem espontaneamente da pele.
20 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
21 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
Gostou do artigo? Compartilhe!

Tem alguma dúvida sobre Dermatologia?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.