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Leiomioma - causas, características clínicas, diagnóstico e tratamento

quarta-feira, 13 de setembro de 2017
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Leiomioma - causas, características clínicas, diagnóstico e tratamento

O que é leiomioma?

O leiomioma é uma neoplasia benigna de músculos lisos que quase nunca se torna maligna. Ele pode ocorrer em qualquer músculo liso, mas é muito mais frequente no útero, onde é chamado mioma uterino. Seguem-se o esôfago, o intestino delgado e a pele.

Quais são as causas do leiomioma?

Não se conhece precisamente as causas pelas quais o leiomioma começa a se desenvolver, mas, de maneira geral, estes são os principais fatores de risco associados ao tumor: predisposição genética e história familiar, idade, obesidade, pressão alta, pessoas afrodescendentes, alimentação com excesso de carne vermelha e o pouco consumo de verduras, frutas e vegetais, mulheres que tiveram a primeira menstruação muito cedo, ingestão em excesso de álcool e diabetes.

A progesterona e o estrogênio influenciam o desenvolvimento do tumor. Tanto que com a queda na produção de estrogênios, com a chegada da menopausa, o mioma uterino costuma encolher e até desaparecer. Durante a gravidez, ao contrário, sua tendência é aumentar.

Saiba mais sobre "Miomas uterinos", "Obesidade", "Hipertensão arterial", "Diabetes" e "Menopausa".

Quais são as principais características clínicas do leiomioma?

As manifestações dos leiomiomas dependem do órgão afetado e do estágio do tumor. A título de exemplo, cita-se a seguir as características de alguns dos tipos mais comuns desses tumores: os leiomiomas do útero, do esôfago e do intestino.

Os leiomiomas uterinos são dos mais frequentes. Eles acometem cerca de 40% das mulheres em idade reprodutiva e são o tumor benigno mais frequente do aparelho genital. Têm mais chances de acontecer durante a gravidez, em razão da produção aumentada de estrogênio, que provoca o crescimento do tumor. Quando muito pequenos, os tumores podem não dar sintomas. Contudo, quando maiores, os principais sintomas são dores durante as relações sexuais, pressão na região da pelve, período menstrual muito longo e com sangramento excessivo, prisão de ventre, dores constantes nas pernas e nas costas, vontade intermitente de urinar e compressão nos ureteres ou em outras estruturas pélvicas.

Os leiomiomas do esôfago são mais frequentes nos homens que nas mulheres, numa proporção de 3:1, e geralmente estão associados ao refluxo gastroesofágico, ao alcoolismo e/ou ao tabagismo. De início, a sintomatologia pode ser muito pobre ou mesmo inexistente. Posteriormente podem ocorrer emagrecimento, azia, dificuldade de engolir, dor torácica ou nas costas. No entanto, é muito importante detectá-lo precocemente porque no início a chance de cura é muito maior.

Os leiomiomas do intestino não apresentam sintomas, na maioria dos casos, sendo achados acidentalmente quando a pessoa faz uma endoscopia alta ou uma colonoscopia. Eles podem estar localizados no intestino delgado ou grosso. Raramente, esses tumores podem causar hemorragias, obstruções e/ou perfurações e nesses casos devem ser retirados cirurgicamente e o intestino deve ser reparado.

Leia sobre "Relações sexuais", "Ciclo menstrual", "Dores nas pernas", "Dores nas costas", "Dor no peito" e "Hemorragias" .

Como o médico diagnostica o leiomioma?

Diante de sintomas e exame físico sugestivos, o médico irá pedir exames conforme o caso, como hemograma completo, ultrassonografia transvaginal, histeroscopia (endoscopia do útero), colonoscopia, ultrassonografia ou ressonância magnética.

Como o médico trata o leiomioma?

Alguns leiomiomas não causam sintomas e algumas vezes nem precisam de tratamento. Quando causa transtornos incômodos evidentes, pode-se tratá-los com medicações. Quando não desaparecem sozinhos, podem ser removidos cirurgicamente, mas a maioria não precisa desse tratamento.

No caso de miomas do útero, há um procedimento mais simples e conservador, em que ocorre apenas a retirada do mioma e um mais complexo, em que ocorre a remoção do útero como um todo. O manejo dos miomas depende de vários fatores, incluindo a idade do paciente e os sintomas, sua história clínica, o tamanho e a localização dos miomas.

Veja sobre alguns exames: "Ultrassonografia", "Ressonância magnética", "Endoscopia digestiva alta", "Colonoscopia", "Hemograma" e "Histeroscopia".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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