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Anisocoria: você conhece?

Friday, July 17, 2015
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Anisocoria: você conhece?

O que é anisocoria?

A pupila é a parte escura no centro do olho que forma a imagem na retina, responsável por regular a entrada da luz, aumentando seu tamanho na luz fraca e diminuindo na luz brilhante. Normalmente ela tem as mesmas dimensões nos dois olhos e a mudança fisiológica do tamanho dela deve acontecer na mesma proporção entre os dois olhos. A anisocoria (do grego: aniso = desigual + korē = pupila do olho + ia (do latim) = doença) é uma condição caracterizada por um tamanho desigual das pupilas dos olhos. Na anisocoria, a diferença de tamanho entre as pupilas é igual ou superior a 0,4 milímetros. A anisocoria não é propriamente uma doença, mas uma condição que pode ser totalmente inofensiva ou um sintoma de problemas médicos graves.

AnisocoriaQuais são as causas da anisocoria?

A anisocoria pode ter várias causas:

  • Uma forma fisiológica, em que cerca de 20% das pessoas normais têm uma pequena diferença no tamanho da pupila;
  • Síndrome de Horner (lesão dos nervos faciais e oculares);
  • Anisocoria mecânica, causada por um trauma, cirurgia ou inflamação dos olhos;
  • Pupila tônica de Adie;
  • Paralisia do nervo oculomotor;
  • Isquemia ou aneurisma intracraniano;
  • Traumatismo craniano e tumores cerebrais.

Alguns agentes farmacológicos também podem causar uma anisocoria transitória. Uma anisocoria passageira pode ser provocada por alguns colírios usados para dilatar as pupilas no exame de fundo de olho. As enfermidades que mais comumente causam anisocoria são aneurismas, traumatismos cranianos, tumor ou abscesso cerebral, excesso de pressão em um dos olhos, aumento da pressão intracraniana, meningite ou encefalite, enxaqueca e paralisia do nervo oculomotor.

Quais são os principais sinais e sintomas da anisocoria?

Tamanhos desiguais das pupilas de mais de um milímetro, que se desenvolvem mais tarde na vida e que não retornam ao normal, podem ser um sinal de uma doença dos olhos, do cérebro, dos vasos sanguíneos ou dos nervos. Enquanto algumas anisocorias são benignas e fisiológicas, outras podem ser sinais de doenças que implicam risco de vida. Muitas vezes as anisocorias são acompanhadas de outros sinais ou sintomas (anisocoria fisiológica). Se um doente desenvolver anisocoria de início muito agudo, isso deve ser considerado uma emergência. Se estiver associada à confusão, diminuição da lucidez mental, cefaleia intensa ou a outros sintomas neurológicos pode, inclusive, significar uma emergência neurocirúrgica.

Como o médico diagnostica a anisocoria?

O diagnóstico da anisocoria tanto envolve o reconhecimento da condição quanto da sua causa. Na síndrome de Horner, se o examinador não tiver certeza se a pupila anormal é a contraída ou a dilatada, deve presumir que a anomalia se dá do mesmo lado que a ptose palpebral. Muitas vezes são fotografias antigas do rosto dos pacientes que ajudam a diagnosticar e estabelecer o tipo de anisocoria. A anisocoria que ocorre com luz fraca sugere síndrome de Horner ou uma etiologia mecânica. Aquela que é maior na luz brilhante, sugere pupila tônica de Adie, dilatação farmacológica, paralisia do nervo oculomotor ou íris danificada. O diagnóstico das causas vem muito dos outros sintomas que o paciente relata juntamente com a anisocoria.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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