Gostou do artigo? Compartilhe!

Úlcera de córnea: o que é? Quais as causas? E os sintomas? Como são o diagnóstico e o tratamento? Como evitar?

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie este artigo

O que é a úlcera1 de córnea2?

A úlcera1 de córnea2 é um grave problema oftalmológico que consiste na erosão por perda de substância e destruição do tecido3 da córnea2 ou numa lesão4 que deixe uma área da córnea2 sem epitélio5 na sua camada externa de cobertura.

Quais são as causas da úlcera1 de córnea2?

A úlcera1 de córnea2 pode ser causada por uma infecção6 por bactérias, protozoários7, fungos ou vírus8 ou pela ação de uma substância química. A úlcera1 de córnea2 pode ainda ser causada por microtraumas, corpo estranho no olho9, hábito de dormir com lentes de contato, uso excessivamente prolongado ou manutenção inadequada das lentes de contato. Em casos raros, a deficiência de vitamina10 A e as alergias podem provocar úlcera1 da córnea2. Quando as pálpebras11 não se fecham de todo para proteger e umedecer a córnea2 também podem aparecer úlceras12, mesmo que não exista uma infecção6. Nas lesões13 iniciais causadas por plantas a infecção6 geralmente é causada por fungos e evolui muito lentamente.

Quais são os principais sinais14 e sintomas15 da úlcera1 de córnea2?

Os principais sinais14 e sintomas15 da úlcera1 de córnea2 são vermelhidão, lacrimejamento e dor nos olhos16, edema17 palpebral, secreção mucopurulenta, fotofobia18 (incômodo nos olhos16 causado pela incidência19 de luz) e falta de nitidez na visão20.

Como o médico diagnostica a úlcera1 de córnea2?

Um primeiro diagnóstico21 é feito pela coleta dos dados da história clínica e do exame físico. O exame direto, feito no microscópio oftalmológico, é suficiente para reconhecer-se a ulceração22. A lesão4 em geral tem bordas pouco nítidas, com infiltrações nas suas redondezas e uma supuração23 branco-amarelada. Contudo, deve ser feita uma coleta de material para exame bacteriológico, cultura e antibiograma. A córnea2 pode ser tingida com fluoresceína, para melhor visualização e pode ser medida a sua curvatura e feitos exames de refração e de acuidade visual24.

Como o médico trata a úlcera1 de córnea2?

A úlcera1 de córnea2 é uma emergência25 oftalmológica e deve ser solucionada tão rapidamente quanto possível, para evitar cicatrizações que afetam a visão20. O tratamento depende de sua causa e do agente causador específico, mas em geral inclui uma associação de colírios e outras medicações, inclusive antibióticos subconjuntivais. Os corticoides podem ser usados em situações muito específicas sob controle médico. Em casos mais graves pode ser necessária uma cirurgia de transplante de córnea2.

Como evolui a úlcera1 de córnea2?

  • As úlceras12 pequenas costumam cicatrizar e desaparecer em poucos dias, principalmente se adequadamente tratadas.
  • As úlceras12 de córnea2 causadas por fungos evoluem muito lentamente.
  • Algumas úlceras12 podem evoluir muito rapidamente e em dois ou três dias levar a perfuração da córnea2, se não forem prontamente atendidas.
  • A complicação mais importante da úlcera1 de córnea2 é a formação de pus26 dentro do olho9 com a perda da transparência de toda a córnea2 e a perfuração desta.

Como evitar a úlcera1 de córnea2?

  • Tratar prontamente as infecções27 dos olhos16.
  • Lave bem as mãos28 e preste atenção rigorosa à limpeza quando manipular lentes de contato.
  • Evite usar lentes de contato enquanto dorme.
ABCMED, 2014. Úlcera de córnea: o que é? Quais as causas? E os sintomas? Como são o diagnóstico e o tratamento? Como evitar?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-dos-olhos/547127/ulcera-de-cornea-o-que-e-quais-as-causas-e-os-sintomas-como-sao-o-diagnostico-e-o-tratamento-como-evitar.htm>. Acesso em: 25 ago. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
2 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
3 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
4 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
5 Epitélio: Epitélio ou tecido epitelial é um tecido constituído por células justapostas, ou seja, intimamente unidas entre si. Sua principal função é revestir a superfície externa do corpo, os órgãos e as cavidades corporais internas. Os epitélios são eficientes barreiras contra a entrada de agentes invasores e a perda de líquidos corporais. Eles têm também funções secretoras, sensoriais e de absorção. O tecido epitelial é um dos quatro tipos de tecidos básicos do nosso organismo, juntamente com os tecidos conjuntivo, muscular e nervoso.
6 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
7 Protozoários: Filo do reino animal, de classificação suplantada, que reunia uma grande parcela dos seres unicelulares que possuem organelas celulares envolvidas por membrana. Atualmente, este grupo consiste em muitos e diferentes filos unicelulares incorporados pelo reino protista.
8 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
9 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
10 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
11 Pálpebras:
12 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
13 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
14 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
15 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
16 Olhos:
17 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
18 Fotofobia: Dor ocular ou cefaléia produzida perante estímulos visuais. É um sintoma freqüente na meningite, hemorragia subaracnóidea, enxaqueca, etc.
19 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
20 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
21 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
22 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
23 Supuração: Secreção de pus. Pode significar infecção no tecido afetado.
24 Acuidade visual: Grau de aptidão do olho para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
25 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
26 Pus: Secreção amarelada, freqüentemente mal cheirosa, produzida como conseqüência de uma infecção bacteriana e formada por leucócitos em processo de degeneração, plasma, bactérias, proteínas, etc.
27 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
28 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
Gostou do artigo? Compartilhe!

Tem alguma dúvida sobre Oftalmologia?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.