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Polução noturna: o que é? Quais as suas causas e características?

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O que é polução noturna?

A polução noturna é definida como o derramamento involuntário de esperma1 durante o sono, sem preliminares, para os homens, e lubrificação vaginal, para as mulheres, acompanhada ou não de sonhos eróticos. Embora seja mais comum entre adolescentes e adultos jovens (12 aos 20 anos de idade), a polução noturna pode acontecer também a homens ou mulheres casados e com vida sexual ativa e estável, podendo chegar ao orgasmo. Ela é um meio natural de eliminação do excesso de sêmen2 e outras secreções sexuais pelo organismo. Quem se masturba com frequência ou tem uma vida sexual ativa, apresenta esse tipo de ejaculação3 em menor número de vezes. Estas ejaculações involuntárias são fisiológicas4 e normais e não causam mal à pessoa.

Quais são as causas da polução noturna?

A polução noturna resulta de uma excitação dos órgãos genitais que ocorre durante a fase R.E.M. (Rapid Eye Moviment) do sono, sendo que a emissão pode acontecer com ou sem ereção5 e esta, mais frequentemente, pode acontecer sem ejaculação3.

Qual é a fisiopatologia6 da polução noturna?

Os homens não nascem com espermatozoides7, porém eles começam a ser produzidos na puberdade e para carregá-los o organismo começa a fabricar esperma1. O esperma1 é produzido continuamente pelos testículos8, epidídimos, próstata9 e vesículas seminais10 e como estes órgãos não têm capacidade muito grande para o armazenamento, o corpo se torna uma “panela de pressão” e eles devem ser eliminados regularmente. Num homem que tem relações sexuais frequentes isso não é um problema, mas em adolescentes e homens adultos que ficam muito tempo em abstinência sexual, a polução noturna acontece como um modo do organismo ''descarregar'' o esperma1 acumulado.

Embora um equivalente da polução noturna também ocorra em mulheres, ela é mais associada aos homens. As poluções noturnas podem estar acompanhadas ou não por sonhos eróticos, mas geralmente o indivíduo não se lembra de qualquer sonho sexual. Estas perdas seminais são devidas a uma expansão mais ou menos forte do sistema nervoso11, de modo que ao menor impulso erótico ou, mesmo sem a presença deste, elas ocorrem durante o dia ou durante a noite. As poluções noturnas ocorrem tipicamente em adolescentes ou jovens ainda não iniciados sexualmente, que estão com energia sexual reprimida ou insatisfatoriamente resolvida. Após o início da vida sexual ativa, a tendência da polução noturna é diminuir e até cessar.

Quais são as principais características da polução noturna?

Em alguns casos a polução noturna marca o início da vida sexual do jovem e a sua capacidade de se reproduzir, da mesma forma que a primeira menstruação12 o faz para a menina. Por vezes ela se faz acompanhar de um sonho erótico. Contudo, é incerto se a polução provoca o sonho ou se esse é provocado pelas excitações físicas durante a fase R.E.M. do sono, durante a qual o corpo se excita e o pênis13 fica ereto14, sendo então normal que possa ocorrer uma ejaculação3 e um orgasmo. Nesse caso, a pessoa acorda excitada. Alguns homens acordam durante a ejaculação3 noturna, mas outros continuam a dormir e só quando acordam notam os sinais15 dela. Fala-se em espermatorreia quando há perdas exageradas. Os sintomas16 desta condição podem ser fadiga17 do corpo e da mente.

ABCMED, 2015. Polução noturna: o que é? Quais as suas causas e características?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-do-homem/809134/polucao-noturna-o-que-e-quais-as-suas-causas-e-caracteristicas.htm>. Acesso em: 21 mar. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Esperma: Esperma ou sêmen. Líquido denso, gelatinoso, branco acinzentado e opaco, que contém espermatozoides e que serve para conduzi-los até o óvulo. O esperma é o líquido da ejaculação. Ele é composto de plasma seminal e espermatozoides. Este plasma contém nutrientes que alimentam e protegem os espermatozoides.
2 Sêmen: Sêmen ou esperma. Líquido denso, gelatinoso, branco acinzentado e opaco, que contém espermatozoides e que serve para conduzi-los até o óvulo. O sêmen é o líquido da ejaculação. Ele é composto de plasma seminal e espermatozoides. Este plasma contém nutrientes que alimentam e protegem os espermatozoides.
3 Ejaculação: 1. Ato de ejacular. Expulsão vigorosa; forte derramamento (de líquido); jato. 2. Em fisiologia, emissão de esperma pela uretra no momento do orgasmo. 3. Por extensão de sentido, qualquer emissão. 4. No sentido figurado, fartura de palavras; arrazoado.
4 Fisiológicas: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
5 Ereção: 1. Ato ou efeito de erigir ou erguer. 2. Inauguração, criação. 3. Levantamento ou endurecimento do pênis.
6 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
7 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.
8 Testículos: Os testículos são as gônadas sexuais masculinas que produzem as células de fecundação ou espermatozóides. Nos mamíferos ocorrem aos pares e são protegidos fora do corpo por uma bolsa chamada escroto. Têm função de glândula produzindo hormônios masculinos.
9 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
10 Vesículas seminais: Divertículos glandulares em forma de bolsa encontrados em cada ducto deferente em machos vertebrados. Une-se com o ducto ejaculatório e serve como depósito temporário de sêmem.
11 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
12 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
13 Pênis: Órgão reprodutor externo masculino. É composto por uma massa de tecido erétil encerrada em três compartimentos cilíndricos fibrosos. Dois destes compartimentos, os corpos cavernosos, ficam lado a lado ao longo da parte superior do órgão. O terceiro compartimento (na parte inferior), o corpo esponjoso, abriga a uretra.
14 Ereto: 1. Que se mantém erguido, levantado; erecto. 2. Que se encontra em equilíbrio ou aprumado. 3. Que endureceu, que se tornou túrgido.
15 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
16 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
17 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
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