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Sinéquias uterinas: o que é isso?

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O que são sinéquias uterinas?

Sinéquias uterinas são aderências que se formam no interior do útero1. Elas podem ser mínimas, moderadas ou graves, com aglutinação das paredes uterinas por aderências espessas.

Quais são as causas das sinéquias uterinas?

Em geral as sinéquias uterinas devem-se a agressões ao revestimento interior do útero1, como curetagens2, endometrites, cirurgias intrauterinas, radioterapias e cesariana. Muito frequentemente se seguem a uma curetagem3 pós-aborto, a uma retirada de mioma ou de pólipo4 uterino, ou após uma infecção5 do revestimento interno do útero1.

Qual é a fisiopatologia6 das sinéquias uterinas?

As anomalias fisiológicas7 provocadas pelas sinéquias uterinas podem atingir as menstruações, devido às alterações do endométrio8 e motivar abortos, em virtude das dificuldades de implantação embrionária e pela dificuldade de expansão da cavidade uterina. Quando localizadas no fundo do útero1, as sinéquias podem obstruir os orifícios pelos quais as tubas emergem no interior do útero1, impedindo que o esperma9 migre até o óvulo10.

Quais são os principais sinais11 e sintomas12 das sinéquias uterinas?

Embora geralmente as sinéquias uterinas sejam assintomáticas, quando elas geram sinais11 e sintomas12, os principais deles são amenorreia13 e hipomenorreia, infertilidade14, aborto habitual, que ocorre em função da redução da superfície endometrial para implantação embrionária e pela dificuldade de expansão da cavidade uterina, dores menstruais excessivas, menstruações com fluxo diminuído e infertilidade14. No entanto, quando a gestação acontece, também podem ocorrer problemas com o parto.

Como o médico diagnostica as sinéquias uterinas?

O diagnóstico15 das sinéquias uterinas pode ser suspeitado por meio da historia clínica da paciente e de exames como a ultrassonografia16 e a histerossalpingografia, mas só pode ser confirmado pela histeroscopia17. Este exame pode ainda fornecer maior detalhamento da sinéquia como sua extensão e localização.

Como o médico trata as sinéquias uterinas?

Algumas sinéquias uterinas endometriais podem ser desfeitas ainda durante o diagnóstico15, com o próprio aparelho usado para esse fim. Outras só podem ser desfeitas por meios mais sofisticados e complexos. Os casos simples podem ser tratados em consultório, os outros devem ser tratados em hospital, necessitando de uma cirurgia, geralmente por histeroscopia17, que dura em torno de trinta minutos. O tratamento pode ter de prosseguir com o uso posterior de hormônios.

Como prevenir as sinéquias uterinas?

A maneira de prevenir as sinéquias uterinas é evitar ou tratar adequadamente as situações que podem causá-las.

Como evoluem as sinéquias uterinas?

As sinéquias do endométrio8 na maioria das vezes evoluem para uma solução completa e definitiva. Já as sinéquias fibrosas, além de exigir meios mais complexos de solução, apresentam uma alta taxa de recidiva18.

Quais são as complicações possíveis das sinéquias uterinas?

As maiores complicações possíveis das sinéquias são a infertilidade14 e o aborto.

ABCMED, 2014. Sinéquias uterinas: o que é isso?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/saude-da-mulher/737607/sinequias+uterinas+o+que+e+isso.htm>. Acesso em: 6 dez. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
2 Curetagens: Operações ou cirurgias que consistem em esvaziar o interior de uma cavidade natural ou patológica com o auxílio de uma cureta; raspagens.
3 Curetagem: Operação ou cirurgia que consiste em esvaziar o interior de uma cavidade natural ou patológica com o auxílio de uma cureta; raspagem.
4 Pólipo: 1. Em patologia, é o crescimento de tecido pediculado que se desenvolve em uma membrana mucosa (por exemplo, no nariz, bexiga, reto, etc.) em resultado da hipertrofia desta membrana ou como um tumor verdadeiro. 2. Em celenterologia, forma individual, séssil, típica dos cnidários, que se caracteriza pelo corpo formado por um tubo ou cilindro, cuja extremidade oral, dotada de boca e tentáculos, é dirigida para cima, e a extremidade oposta, ou aboral, é fixa.
5 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
6 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
7 Fisiológicas: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
8 Endométrio: Membrana mucosa que reveste a cavidade uterina (responsável hormonalmente) durante o CICLO MENSTRUAL e GRAVIDEZ. O endométrio sofre transformações cíclicas que caracterizam a MENSTRUAÇÃO. Após FERTILIZAÇÃO bem sucedida, serve para sustentar o desenvolvimento do embrião.
9 Esperma: Esperma ou sêmen. Líquido denso, gelatinoso, branco acinzentado e opaco, que contém espermatozoides e que serve para conduzi-los até o óvulo. O esperma é o líquido da ejaculação. Ele é composto de plasma seminal e espermatozoides. Este plasma contém nutrientes que alimentam e protegem os espermatozoides.
10 Óvulo: Célula germinativa feminina (haplóide e madura) expelida pelo OVÁRIO durante a OVULAÇÃO.
11 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
12 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
13 Amenorréia: É a ausência de menstruação pelo período equivalente a 3 ciclos menstruais ou 6 meses (o que ocorrer primeiro). Para períodos inferiores, utiliza-se o termo atraso menstrual.
14 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
15 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
16 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
17 Histeroscopia: Inspeção endoscópica do interior do útero; uteroscopia.
18 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
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