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Vulvovaginite: definição, causas, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
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Vulvovaginite: definição, causas, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção

O que é vulvovaginite?

Vulvovaginite é uma inflamação ou infecção da vulva e da vagina. Também pode ser chamada de vulvite ou vaginite, se afeta apenas uma dessas partes do aparelho genital, mas isso é muito difícil de ocorrer. Os tipos mais comuns de vaginite são: vaginite bacteriana, infecções fúngicas, principalmente a candidíase, tricomoníase e atrofia vaginal ou vaginite atrófica.

Quais são as causas das vulvovaginites?

As vulvovaginites podem ocorrer em qualquer idade, mas mulheres na pós-menopausa são mais susceptíveis. As vulvovaginites podem ser causadas por bactérias, fungos, vírus ou parasitas. A proliferação excessiva de certas bactérias pode levar à infecção, mas uma das causas mais comuns de vulvovaginite é a candidíase, causada por um fungo ou muitas vezes pelo uso de antibióticos, visto que essas medicações, tomadas por outros motivos, podem matar as bactérias que mantêm o equilíbrio da flora vaginal. As infestações por vermes, sarna e piolhos também podem causar inflamação da vulva e/ou vagina. Fatores como falta de higiene, alergias e roupas apertadas podem favorecer as vulvovaginites ou atrasar a recuperação desta condição.

Além das infecções, fatores químicos como sabonetes, banhos de espuma, absorventes perfumados, cremes e látex das camisinhas podem ser responsáveis pelas inflamações na vulva e na vagina. Apesar de tudo isso, às vezes, a causa da vulvovaginite permanece desconhecida. O risco da vulvovaginite fica aumentado quando há alterações hormonais, atividade sexual intensa, doença sexualmente transmissível ou uso prolongado de certos medicamentos.

Quais são os principais sinais e sintomas da vulvovaginite?

Os sinais e sintomas gerais das vulvovaginites podem incluir corrimentos vaginais, coceira ou irritação vaginal, dor durante a relação sexual e ao urinar, sangramento pela vagina. As características do corrimento vaginal, o principal sinal da vulvovaginite, podem indicar o tipo de infecção. As vulvovaginites bacterianas podem não apresentar sintomas, mas algumas causam um corrimento branco-acinzentado, frequentemente mal cheiroso. A infecção por fungos geralmente provoca coceira vaginal e um corrimento branco espesso e a vulvovaginite por tricomoníase causa desconforto e corrimento branco-amarelado.

Como o médico diagnostica a vulvovaginite?

A história clínica e o exame físico da mulher com corrimento, principal sintoma das vulvovaginites, são inespecíficos. O diagnóstico do tipo da vulvovaginite é feito pela coleta de amostras da secreção vaginal a ser examinada no microscópio. Com isso, é possível diagnosticar a causa da doença e assim proceder ao tratamento adequado. A vulvoscopia e outros exames também podem ser utilizados para um diagnóstico mais preciso. Em casos de dúvidas quanto a existir ou não a infecção, uma biópsia da área irritada pode ser recomendável.

Como o médico trata a vulvovaginite?

O tratamento da vulvovaginite dependerá da sua causa e do resultado das análises laboratoriais realizadas. Entre as opções, contam-se os antibióticos orais ou tópicos, os cremes antifúngicos, o creme de cortisona, os anti-histamínicos e os cremes de estrogênios. O antibiograma pode auxiliar na escolha da medicação mais adequada. Um médico ginecologista sempre deve ser consultado para avaliar a presença de corrimento.

Como prevenir a vulvovaginite?

A prevenção da vulvovaginite supõe, em primeiro lugar, ter hábitos de higiene íntima adequados. Procure usar roupas íntimas de algodão, não use meia calça com frequência ou roupas muito apertadas e durma sem roupas íntimas. Se a vulvovaginite for contraída por via sexual, seu parceiro também deve receber tratamento e a camisinha deve ser utilizada durante as relações sexuais.

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites da Cleveland Clinic, da Mayo Clinic e do International Federation of Gynecologiy and Obstetrics.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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