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Cistocele ou bexiga caída: o que saber?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
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Cistocele ou bexiga caída: o que saber?

O que é cistocele?

A cistocele ou prolapso da bexiga, popularmente conhecida como “bexiga caída”, é o resultado do enfraquecimento da musculatura do períneo da mulher, principalmente entre as paredes da bexiga e da vagina, provocando a queda da bexiga na vagina. Esta condição pode também envolver o útero, que desce na vagina e pode, inclusive, ficar aparente a partir da abertura vaginal.

Quais são as causas da cistocele?

A razão mais comum para a ocorrência da cistocele é o parto vaginal. Para facilitar o parto as paredes da vagina se distendem, sob a ação de hormônios, mas elas podem permanecer estiradas mesmo depois, sobretudo nas mulheres que tiveram vários filhos.

A cistocele pode ter outras causas. Com o envelhecimento, após a menopausa, a diminuição nos níveis de estrogênio causa a degeneração dos músculos pélvicos e isso, por sua vez, pode levar à cistocele. A cistocele também pode estar ligada à constipação intestinal, obesidade crônica, pressão abdominal aumentada, como nas tosses crônicas ou nas cirurgias pélvicas anteriores e até mesmo à genética. Também a histerectomia (remoção do útero) pode causar cistocele. Em resumo, a cistocele ocorre por um enfraquecimento dos tecidos e fáscias (membranas) que sustentam a bexiga em sua posição normal.

Quais são os principais sinais e sintomas da cistocele?

Os sinais e sintomas da cistocele dependem do grau da doença. No caso de um distúrbio leve em que a bexiga cai apenas um pouco, não existem sintomas visíveis. Para os graus mais elevados da doença, os sinais e sintomas são mais graves e podem incluir pressão na pelve e na vagina, sensação de corpo estranho, dificuldade de iniciar ou interromper a micção, aumento da frequência urinária, retenção e incontinência urinárias, incidência recorrente de infecção do trato urinário, dor por ocasião das relações sexuais.

Como diagnosticar a cistocele?

O diagnóstico da cistocele é feito pelos sinais e sintomas referidos pela paciente e pelo exame físico que o médico deve realizar.

Como tratar a cistocele?

O tratamento da cistocele leve, sem sintomas, pode ser feito com exercícios destinados a fortalecer a musculatura perineal e devem ser orientados por um fisioterapeuta. Nos casos moderados pode ser utilizado um pessário (dispositivo circular de silicone feito para cobrir o colo do útero e para impedir a fecundação ou conter o prolapso uterino), um tampão ou um diafragma como uma alternativa ou como um precedente à cirurgia. Nos casos graves, a correção tem de ser feita por cirurgia em que o médico recoloca a bexiga de volta à sua posição normal. A operação, geralmente simples, é realizada por um ginecologista ou um urologista. Por vezes, pode ser recomendada a retirada do útero, se houver conjuntamente um prolapso desse órgão. Se houver recorrência da cistocele, uma segunda cirurgia pode ser realizada. Paralelamente, é recomendável fazer a terapia com estrogênio para aquelas pacientes que já estejam na menopausa, se os músculos pélvicos se enfraqueceram devido à ausência de estrogênios.

Como prevenir a cistocele?

A cistocele pode ser prevenida por meio de medidas que incluem exercícios orientados, antes e após o parto, uma dieta saudável e a manutenção de uma correta hidratação. Um parto correto e com pequena laceração de tecidos perineais também contribui muito para a prevenção da cistocele. Ela também pode ser evitada pelo controle do peso corporal e da constipação intestinal.

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites da The British Association of Urological Surgeons (BAUS), da European Association of Urology e da Urology Care Foundation da American Urological Association.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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