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Sarampo: altamente contagioso, mas tem prevenção!

segunda-feira, 24 de junho de 2013
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Sarampo: altamente contagioso, mas tem prevenção!

O que é sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa, imunoprevenível, causada pelo vírus paramyxovírus. Trata-se de uma infecção grave e altamente contagiosa, que afeta principalmente crianças ainda não contagiadas, já que, uma vez tendo ocorrido, a doença deixa uma imunidade definitiva.

A difusão do vírus no sangue ocasiona uma vasculite generalizada que gera várias manifestações clínicas, perda de eletrólitos e proteínas. O homem é o único reservatório do vírus. Em países subdesenvolvidos que ainda não praticam a vacinação, o sarampo é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de cinco anos de idade, sobretudo as subnutridas. Com o advento da vacinação, o sarampo tornou-se raro nos países que a praticam regularmente, mas ainda há grandes epidemias com muitas mortes em lugares onde ela não é realizada.

Como o sarampo é transmitido?

O sarampo é transmitido de pessoa a pessoa, através de gotículas de saliva e secreções expelidas pelo nariz ou garganta das pessoas infectadas, pelos atos de falar, respirar, tossir ou espirrar. Ou seja, é uma doença de transmissão respiratória. Essa transmissão fica muito facilitada em ambientes fechados ou de grandes aglomerações como creches, escolas e clínicas. Geralmente decorrem 8 a 12 dias entre o contágio e o aparecimento dos primeiros sintomas.

O risco de transmissão do sarampo é maior entre o início e o quarto dia do período de aparecimento do exantema cutâneo (manchas avermelhadas na pele).

A incidência da doença é influenciada pelas condições socioeconômicas, estado nutricional e estado imunitário do paciente.

Quais são os sintomas do sarampo?

  • Febre alta, acima de 38,5°C. A persistência de febre alta além de três dias após o exantema maculopapular (erupção avermelhada na pele) sugere complicações graves.
  • Mal estar geral.
  • Tosse seca persistente.
  • Coriza.
  • Olhos vermelhos ou conjuntivite.
  • Aumento dos gânglios linfáticos do pescoço.
  • Manchas brancas na parte interna da boca, próximas aos dentes molares, que precedem a erupção da pele. Estas manchas são conhecidas como manchas de Koplik e são características da doença.
  • Cerca de três dias após o aparecimento das manchas de Koplik, surge a erupção cutânea. Esta erupção é do tipo maculo-papulosa, inicia-se na face, progride em direção aos pés (progressão cefalo-caudal) e dura cerca de cinco ou seis dias. É o chamado período exantemático do sarampo.
  • No final da doença surge uma descamação fina na pele, a tosse e a febre diminuem sensivelmente.

Como o médico faz o diagnóstico do sarampo?

O diagnóstico clínico é feito através dos sinais e sintomas e deve ser avaliado o diagnóstico diferencial com a rubéola, dengue e outras viroses.

O diagnóstico laboratorial deve ser realizado mediante as diversas técnicas de detecção de anticorpos no sangue. O vírus do sarampo pode ser identificado na urina, nas secreções nasofaríngeas, no sangue, no líquor ou em tecidos do corpo.

O sarampo é uma doença de notificação compulsória, ou seja, deve ser comunicado às autoridades sanitárias por profissionais de saúde ou por qualquer cidadão para que sejam tomadas as providências cabíveis para controle e prevenção de novos casos.

Como o médico trata o sarampo?

Não há uma terapêutica específica para o sarampo, mas em geral mesmo sem tratamento as pessoas se recuperam dentro de 2 a 3 semanas. Durante a doença, devem ser adotados cuidados gerais sintomáticos como diminuir a hipertermia, manter padrões normais de nutrição, hidratação e repouso.

A Organização Mundial da Saúde recomenda a administração de vitamina A para prevenir o agravamento do quadro clínico. O sarampo, no entanto, pode causar complicações sérias em pessoas desnutridas ou com imunidade reduzida. Essas complicações podem incluir dores de cabeça, cegueira, diarreia grave, pneumonia, otite média, meningite e encefalite.

O tratamento preventivo com antibióticos é contraindicado porque não afeta o vírus e pode destruir a flora bacteriana normal do organismo. Só deve ser utilizado em casos de infecções bacterianas comprovadas. Uma vez contraída a doença, o sarampo confere imunidade para toda a vida.

Existe prevenção?

O sarampo pode ser prevenido por meio de vacina e evitando-se o contato com pessoas contaminadas. Durante os primeiros nove a doze meses de vida, o bebê está protegido pelos anticorpos da mãe que tenha tido a doença ou que tenha recebido a vacina previamente. No Brasil, o Ministério da Saúde inicia a vacinação aos doze meses de idade.

O sarampo pode ser passado de mãe para filho durante a gestação, causando graves complicações ao feto.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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