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Hipospádia: o que é? Como é feita a correção?

quarta-feira, 17 de maio de 2017
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Hipospádia: o que é? Como é feita a correção?

O que é hipospádia?

A hipospádia é um defeito congênito, portanto já presente no momento do nascimento, e constitui a mais frequente anomalia da genitália externa masculina, com uma incidência de 3 a 5 casos para 1.000 nascimentos. Clinicamente, ela é caracterizada por um desenvolvimento incompleto da uretra (tubo pelo qual a urina sai do corpo), com disposição do meato uretral (abertura da uretra) na face inferior do pênis (face ventral) e não na extremidade da glande.

Considera-se forma grave de hipospádia quanto mais proximal for a exteriorização da uretra e forma leve quanto mais distal. A presença de prepúcio exuberante e redundante apenas na face dorsal é, muitas vezes, o único sinal percebido pelos pais da criança.

Quais são as causas da hipospádia?

Às vezes a hipospádia é genética, mas o ambiente também pode desempenhar um papel na sua causa. Na maioria dos casos, a causa exata da hipospádia é desconhecida. No entanto, sabe-se de alguns fatores que podem estar associados a essa condição: história familiar positiva para hipospádias, certas variações genéticas que podem desempenhar um papel na ruptura dos hormônios que estimulam a formação dos genitais masculinos, idade materna acima de 35 anos e exposição a certas substâncias durante a gravidez.

Qual é o mecanismo fisiológico da hipospádia?

A hipospádia está presente desde o nascimento (congênita). À medida que o pênis se desenvolve em um feto masculino, certos hormônios estimulam a formação da uretra e do prepúcio. As hipospádias se desenvolvem quando um mau funcionamento ocorre na ação desses hormônios, fazendo com que a uretra se desenvolva de forma anormal.

Quais são as principais características clínicas da hipospádia?

Na maioria dos casos, a abertura da uretra está localizada na parte inferior da cabeça do pênis, em vez de estar na ponta dele. Menos frequentemente, a abertura está no meio do pênis e, mais raramente ainda, dentro ou abaixo do escroto. Os sinais e sintomas de hipospádias podem incluir também curva para baixo do pênis, aparência de capuz do pênis, em que só a metade superior dele é coberta por prepúcio e pulverização anormal da urina durante a micção.

É importante lembrar que é comum observar outras anomalias do trato urogenital associadas à hipospádia, por exemplo, alterações do descenso testicular e cisto de utrículo.

Como o médico diagnostica a hipospádia?

O exame físico do recém-nascido, feito pelo pediatra ainda na sala de parto, pode diagnosticar a hipospádia. Em seguida, o pediatra provavelmente encaminhará o bebê para um cirurgião pediátrico especializado, para uma avaliação mais aprofundada.

Como o médico trata a hipospádia?

O tratamento da hipospádia na maioria das vezes envolve cirurgia para reposicionar a abertura uretral e, se necessário, endireitar o eixo do pênis. No entanto, algumas formas de hipospádia são muito pequenas e não necessitam de um procedimento cirúrgico. Na maioria das vezes, as hipospádias podem ser corrigidas em uma única cirurgia, feita em ambulatório, mas algumas formas requerem mais de uma cirurgia.

Sabe-se que o pênis cresce muito pouco entre o segundo e quinto ano de idade. Desta forma, a maioria dos cirurgiões acredita ser sensato indicar a correção cirúrgica entre o segundo e terceiro anos de vida, dessa forma, caso uma reoperação se faça necessária após nove meses do primeiro procedimento, o tratamento terá sido completado antes do início da atividade escolar da criança. Isso ajuda a evitar efeitos psicológicos negativos no desenvolvimento da criança portadora desta anomalia.

É importante evitar a separação mãe-filho durante o tratamento cirúrgico, devendo esta participar de todas as fases do tratamento. A conduta cirúrgica na hipospádia visa à correção estética e funcional da genitália masculina.

O tratamento tópico do pênis com pomada de testosterona a 1%, por seis semanas antes da cirurgia, facilita o procedimento de reconstrução pois melhora a pele no local operatório facilitando a uretroplastia, especialmente nos casos de genitália muito pequena.

Como evolui a hipospádia?

Na maioria dos casos, a cirurgia é altamente bem sucedida e o pênis se torna normal. Ocasionalmente, uma fístula se desenvolve no pênis e resulta em vazamento de urina. Raramente, há um problema com a cicatrização de feridas ou cicatrizes, as quais podem exigir uma cirurgia adicional. Com o tratamento bem sucedido, a maioria dos homens pode ter as funções de micção e de reprodução normais.

Saiba mais sobre "Fístulas" e "Cicatrização e cicatrizes".

Quais são as complicações possíveis da hipospádia?

Se não for convenientemente tratada, a hipospádia pode resultar em aparência anormal do pênis, problemas ao usar o banheiro para urinar, curvatura anormal do pênis em ereção e problemas com a ejaculação. 

Veja também sobre "Fimose", "Balanite", "Doenças do pênis" e "Pré-natal".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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