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Ectima - como reconhecê-lo?

segunda-feira, 28 de agosto de 2017
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Ectima - como reconhecê-lo?

O que é ectima?

Ectima é uma infecção bacteriana piogênica (produtora de pus) da pele, parecida com o impetigo. O impetigo, por sua vez, é uma infeção cutânea superficial por bactérias. Por atingir também a derme, há quem considere o ectima uma forma mais agressiva de impetigo.

Quais são as causas do ectima?

A infecção é ocasionada pela bactéria Streptococcus pyogenes e, eventualmente, pelo Staphylococcus aureus, a qual pode iniciar as lesões ou infectar ferimentos anteriormente existentes, como escoriações ou picadas de inseto. O desenvolvimento da doença pode ser favorecido por fatores que debilitem o sistema imune e por más condições de higiene. Além disso, o alcoolismo, diabetes descontrolado, desnutrição e AIDS favorecem a ocorrência da doença. Como principal fator envolvido, destaca-se a imunodepressão.

Saiba mais sobre "Impetigo", "Picadas de pernilongo", "AIDS", "Desnutrição", "Diabetes" e "Alcoolismo".

Quais são as principais características clínicas do ectima?

O ectima é mais comum em crianças e idosos e se inicia por uma área avermelhada e inchada da pele, sobre a qual se forma uma vesícula ou pústula, de maneira similar a como acontece com um impetigo. Posteriormente, essa lesão se aprofunda, dando origem a uma crosta endurecida de coloração cinza amarelada, a retirada da qual deixa à mostra uma úlcera rasa com bordas elevadas e endurecidas.

O ectima dói e pode ser acompanhado de linfadenopatia (íngua). A lesão pode ser única ou múltipla e a localização mais frequente é na metade inferior do corpo, principalmente as nádegas e pernas. Por ser profundo, o ectima pode atingir até a gordura subcutânea, deixando cicatrizes permanentes.

A enfermidade possui uma variante denominada de ectima gangrenoso, que é causada por uma potente bactéria chamada Pseudomonas aeruginosa.

Leia sobre "Úlceras de perna", "Íngua", "Bactérias" e "Cicatrização e cicatrizes".

Como o médico diagnostica o ectima?

Quase sempre o diagnóstico é clínico. O diagnóstico é baseado na aparência característica das lesões e a cultura só deve ser realizada quando os tratamentos empíricos falham. Nos casos persistentes, ela ajuda a identificar o agente infeccioso e a determinar sua sensibilidade aos antibióticos.

Como o médico trata o ectima?

O tratamento depende da extensão do quadro. As lesões devem ser bem lavadas com água e sabão e as crostas removidas após o amolecimento das mesmas com compressas úmidas. A base do tratamento empírico é realizada com antibióticos, dirigidos contra bactérias Gram-positivas. Deve-se usar antibióticos de aplicação local sob a forma de cremes e pomadas, no caso de lesão única e antibióticos por via oral ou injetável nos casos de lesões múltiplas.

Como evolui o ectima?

Quando tratado corretamente, o ectima se cura completamente, mas pode deixar uma cicatriz no local afetado. Se não tratado adequadamente, a doença pode evoluir para um quadro renal agudo de glomerulonefrite pós-estreptocócica.

Como evitar o ectima?

As providências para evitar o ectima consistem em adotar medidas de higiene e de prevenção de doenças que possam comprometer a imunidade do paciente.

Quais são as complicações possíveis do ectima?

Existe o risco do surgimento de glomerulonefrite, doença grave que compromete os rins, devido a um fenômeno alérgico relacionado aos estreptococos.

Veja também sobre "Rins inflamados - glomerulonefrite".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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