Gostou do artigo? Compartilhe!

Polidactilia: definição, tipos, causas, sinais e sintomas, diagnóstico e tratamento

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie este artigo

O que é polidactilia?

A polidactilia (do grego polys = "muitos" e daktilus = "dedos") é uma anomalia que consiste na alteração quantitativa anormal dos dedos das mãos1 (quirodáctilos) ou dos pés (pododáctilos). A pessoa afetada tem mais de cinco dedos em cada mão2 ou pé. O caso mais extraordinário registrado até hoje é de uma criança japonesa que nasceu em 2010 com 16 dedos nos pés e 15 dedos nas mãos1. Essa condição varia muito, desde a presença de um ou mais dedos extras completamente desenvolvidos, até a de uma simples protrusão carnosa excepcional.

Quais são os tipos de polidactilia?

Basicamente há dois tipos de polidactilia:

  • Polidactilia pós-axial: acomete o lado ulnar da mão2 (lado do osso do braço chamado ulna3) ou o lado peroneal do pé (lado do osso da perna chamado perôneo-lateral).
  • Polidactilia pré-axial: acomete o lado radial da mão2 (lado do osso do braço chamado rádio4) ou o lado tibial do pé (lado do osso da perna chamado tíbia5-medial).

A polidactilia que poderia ser chamada central, em que o dedo extra se localiza entre os dedos indicador, anular e médio, é muito rara.

Polidactilia

Quais são as causas da polidactilia?

A polidactilia deve-se a uma mutação genética6 e é causada por um alelo7 autossômico8 dominante com penetrância9 incompleta. A polidactilia envolve apenas um gene que pode causar diversas variações.

Quais são os principais sinais10 e sintomas11 da polidactilia?

O sinal12 mais evidente da polidactilia é a presença de dedos em número superior a cinco em cada mão2 ou pé. A polidactilia pós-axial é aproximadamente dez vezes mais comum em indivíduos negros do que em caucasianos. A polidactilia pré-axial compreende diversos tipos de defeitos, como polidactilia do polegar, polidactilia do dedo indicador, associação com a sindactilia (dedos unidos), entre outros. A polidactilia geralmente ocorre sem quaisquer outros sintomas11 ou doenças. Dedos extras podem funcionar bem ou apresentarem desenvolvimento e funcionamento ruim. A polidactilia pode vir acompanhada de uma doença genética mais grave.

Como o médico diagnostica a polidactilia?

O diagnóstico13 da polidactilia é feito pela simples inspeção14 visual. Uma radiografia da extremidade afetada ajuda a avaliar a estrutura interna. Essa condição pode ser diagnosticada já durante a gravidez15, por meio de uma ultrassonografia16 do feto17.

Como o médico trata a polidactilia?

A polidactilia não costuma causar problemas a quem a possui, mas como a anomalia traz certo espanto, aconselha-se fazer a cirurgia para a retirada do(s) dedo(s) extranumerário(s). A remoção cirúrgica é fácil e geralmente sem complicações. Quando os dedos extras são rudimentares, muitas vezes sem osso, e pediculados, podem ser removidos no momento do nascimento. Muitas vezes, simplesmente amarrar um fio apertado em torno da base pode fazer com que o dedo caia. Dedos maiores e mais completamente formados requerem uma cirurgia mais delicada, realizada por um especialista em cirurgia de mão2 em data posterior, geralmente a partir de três anos de idade. 

ABCMED, 2014. Polidactilia: definição, tipos, causas, sinais e sintomas, diagnóstico e tratamento. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/ortopedia-e-saude/520932/polidactilia-definicao-tipos-causas-sinais-e-sintomas-diagnostico-e-tratamento.htm>. Acesso em: 9 dez. 2021.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
2 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
3 Ulna:
4 Rádio:
5 Tíbia: Osso localizado no lado ântero-medial da perna. Ela apresenta duas epífises e uma diáfise e articula-se proximalmente com o fêmur e a fíbula e distalmente com o tálus e a fíbula.
6 Mutação genética: É uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
7 Alelo: 1. Que ocupa os mesmos loci (locais) nos cromossomos (diz-se de gene). 2. Em genética, é cada uma das formas que um gene pode apresentar e que determina características diferentes.
8 Autossômico: 1. Referente a autossomo, ou seja, ao cromossomo que não participa da determinação do sexo; eucromossomo. 2. Cujo gene está localizado em um dos autossomos (diz-se da herança de características). As doenças gênicas podem ser classificadas segundo o seu padrão de herança genética em: autossômica dominante (só basta um alelo afetado para que se manifeste a afecção), autossômica recessiva (são necessários dois alelos com mutação para que se manifeste a afecção), ligada ao cromossomo sexual X e as de herança mitocondrial (necessariamente herdadas da mãe).
9 Penetrância: Penetrância é a porcentagem de indivíduos com determinado alelo (dominante ou recessivo) que exibem o fenótipo associado a ele. A expressividade mede o quanto determinado alelo é expresso em um fenótipo. Havendo penetrância variável, a variação genética é mascarada.
10 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
11 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
12 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
13 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
14 Inspeção: 1. Ato ou efeito de inspecionar; exame, vistoria, inspecionamento. 2. Ato ou efeito de fiscalizar; fiscalização, supervisão, observação. 3. Exame feito por inspetor (es).
15 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
16 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
17 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
Gostou do artigo? Compartilhe!

Tem alguma dúvida sobre Ortopedia e Traumatologia?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.