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Dietas para emagrecer: como ter o peso corporal ideal? O que são dietas para emagrecer?

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Como ter o peso corporal ideal?

O sobrepeso1 e a obesidade2 estão em alta em quase todas as partes do mundo e já são responsáveis por mais mortes que a desnutrição3. No Brasil, o excesso de peso em homens aumentou para 50,1% e ultrapassou a taxa em mulheres, que é de 48%. É também preocupante o aumento que vem ocorrendo em crianças, já a partir de cinco anos de idade. No total, mais de 40% da população brasileira está acima do peso ideal.

O excesso de peso ocasiona vários tipos de incômodos e leva as pessoas a uma ânsia de chegarem a um peso corporal tido como normal para sua altura. Esses incômodos variam desde dificuldades de desempenhar atividades corriqueiras (caminhar, trabalhar, praticar esportes, dirigir, etc.) até as inúmeras e, por vezes cruciais, questões de saúde4 (problemas articulares, hipertensão arterial5, acidente vascular cerebral6, infarto do miocárdio7, etc.), passando pelos estressantes problemas estéticos. Em virtude deles, as pessoas se entregam a variadas tentativas de emagrecer, nem sempre bem ponderadas a até malfazejas, como o uso de drogas para emagrecer. Uma dessas tentativas é a dieta. Feita com adequação e de maneira correta, a dieta é um dos bons métodos para emagrecer (o outro é o exercício físico), mas se realizada de maneira inadequada pode envolver grandes riscos à saúde4, além de, por vezes, não atingir seus objetivos.

A conquista do peso ideal depende, em grande de parte, da genética. Há pessoas que não engordam, mesmo comendo liberadamente e outras com muitas dificuldades de emagrecer ou de se manterem dentro do peso ideal, mesmo comendo corretamente. Os dois melhores recursos para emagrecer são o estabelecimento de um regime alimentar adequado e a prática de exercícios físicos. Os medicamentos devem ser evitados e só usados com orientação médica e sob vigilância profissional estrita.

O que são dietas para emagrecer?

As dietas para emagrecer são restrições temporárias de algum tipo de alimento calórico com o objetivo de reduzir o peso corporal do indivíduo. Como as palavras “dieta” ou “regime” sugerem privação, elas são mal vistas por muitas pessoas e suportadas por outras como um “suplício”. Ademais, carregam a ideia de ser algo provisório, que será abandonado em seguida. A maioria das dietas leva o indivíduo a emagrecer temporariamente, mas não a manter-se magro. Em geral, as dietas recomendam uma restrição na quantidade e na qualidade do que se come. As duas coisas agem complementarmente. Até uma dieta que só prescreva doce pode fazer emagrecer, desde que seja um só por dia. A melhor dieta seria então aquela em que o indivíduo come com certa contenção e poderia comer o que gosta, mesmo sendo algo calórico. Se observarmos bem, as pessoas comem mais do que precisam biologicamente e se conseguem adequar aquilo que ingerem à certa restrição de quantidade, passam normalmente a comer menos. Afinal, não se come só com a boca8, mas também com os olhos9. Mas há também substâncias muito calóricas que devem ser evitadas ou suprimidas. Porém, como o paladar10 é algo aprendido, em grande medida, pode também ser reeducado e depois de certo tempo as coisas suprimidas podem perder o caráter de “proibidas”. Em suma, mais que fazer dieta é importante mudar os hábitos alimentares e integrar o novo modelo ao cotidiano, de maneira definitiva.

Na verdade, se a pessoa tem tendência a ser gorda pode emagrecer com a dieta, mas em seguida volta a engordar. Se retornar à dieta, novamente o ciclo se repete, gerando o popularmente chamado “efeito sanfona”.

ABCMED, 2014. Dietas para emagrecer: como ter o peso corporal ideal? O que são dietas para emagrecer?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/obesidade/540807/dietas-para-emagrecer-como-ter-o-peso-corporal-ideal-o-que-sao-dietas-para-emagrecer.htm>. Acesso em: 26 mai. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
2 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
3 Desnutrição: Estado carencial produzido por ingestão insuficiente de calorias, proteínas ou ambos. Manifesta-se por distúrbios do desenvolvimento (na infância), atrofia de tecidos músculo-esqueléticos e caquexia.
4 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
5 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
6 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
7 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
8 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
9 Olhos:
10 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
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