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Mieloma múltiplo: saiba mais sobre esta condição

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O que é mieloma1 múltiplo?

O mieloma1 múltiplo é um câncer2 de células3 plasmáticas da medula óssea4 que têm a função principal de produzir anticorpos5 que ajudam o corpo a combater as infecções6. A doença afeta principalmente adultos mais velhos. No mieloma1 múltiplo, o crescimento descontrolado das células3 plasmáticas dificulta a produção de hemácias7 e plaquetas8 e forma tumores nas áreas sólidas dos ossos.

Quais são as causas do mieloma1 múltiplo?

As causas ainda são desconhecidas, mas o tratamento prévio com radioterapia9 corresponde a um fator de risco10.

Quais são os principais sinais11 e sintomas12 do mieloma1 múltiplo?

Durante algum tempo o mieloma1 múltiplo pode evoluir sem sintomas12, mas a partir do crescimento das células3 cancerosas, pode ocorrer dor nos ossos ou nas costas13. Se os ossos da coluna forem afetados, poderão pressionar as raízes nervosas14, gerando dormência15 ou fraqueza nos braços e nas pernas. O mieloma1 múltiplo também causa anemia16, o que torna a pessoa mais propensa a infecções6 e hemorragias17. Além disso, pode haver febre18, dificuldade para respirar e fraturas ósseas sem explicação.

Como o médico diagnostica o mieloma1 múltiplo?

Muitas vezes, a primeira suspeita é dada por achados sugestivos em exames feitos por outros motivos. Outras vezes, são os sintomas12 de alguma complicação que dão a primeira notícia do problema. Uma biópsia19 de medula óssea4 é decisiva para selar o diagnóstico20 desse tipo de câncer2, mas alguns outros exames podem oferecer indícios valiosos. Além do hemograma, que fornece a quantidade e o tipo de células sanguíneas21, os demais exames de sangue22 normalmente são usados para verificar os níveis de cálcio, o nível específico de certas proteínas23 e a função renal24. Exames de urina25 também ajudam a avaliar a excreção desses mesmos elementos. As radiografias e os outros exames de imagem podem mostrar áreas ocas dentro dos ossos ou fratura26 dos mesmos. A densitometria27 óssea pode mostrar a perda de substância óssea.

Como o médico trata o mieloma1 múltiplo?

O tratamento do mieloma1 múltiplo visa aliviar os sintomas12, evitar as complicações e prolongar a vida. A quimioterapia28 raramente leva à cura permanente e o tratamento mais radical para o mieloma1 múltiplo, mas nem sempre curativo, é o transplante de medula29. Pessoas com uma forma branda da doença ou aquelas com diagnóstico20 incerto devem ser cuidadosamente observadas, mas mantidas sem tratamento. Em algumas pessoas, o mieloma1 múltiplo é de desenvolvimento lento, demorando anos para manifestar sintomas12. Os medicamentos usados para o tratamento do mieloma1 múltiplo incluem dexametasona, melfalan, ciclofosfamida, doxil, talidomida, lenalidomida e bortezomibe, que podem ser empregados em conjunto ou separadamente, e os bisfosfonatos, para reduzir a dor nos ossos e prevenir fraturas. A radioterapia9 pode ser realizada para aliviar a dor nos ossos ou tratar um tumor30 ósseo.

Como evolui o mieloma1 múltiplo?

Em alguns casos os mielomas múltiplos são muito agressivos e evoluem rapidamente, enquanto em outros demoram anos para se desenvolver.

O mieloma1 múltiplo pode levar à insuficiência renal31. O paciente com mieloma1 múltiplo deve beber bastante água para preservar sua função renal24.

O paciente com mieloma1 múltiplo tem de ser cuidadoso com os exames que usam contrastes e informar ao médico sua condição.

O mieloma1 múltiplo pode também apresentar, como complicações, fraturas ósseas, altos níveis de cálcio sanguíneo, tendência às infecções6 (principalmente pneumonias), paralisias musculares por compressão medular.

ABCMED, 2013. Mieloma múltiplo: saiba mais sobre esta condição. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/cancer/365584/mieloma+multiplo+saiba+mais+sobre+esta+condicao.htm>. Acesso em: 6 dez. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Mieloma: Variedade de câncer que afeta os linfócitos tipo B, encarregados de produzir imunoglobulinas. Caracteriza-se pelo surgimento de dores ósseas, freqüentemente a nível vertebral, anemia, insuficiência renal e um estado de imunodeficiência crônica.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
5 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
6 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
7 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
8 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
9 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
10 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
11 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
12 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
13 Costas:
14 Raízes nervosas:
15 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
16 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
17 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
18 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
19 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
20 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
21 Células Sanguíneas: Células encontradas no líquido corpóreo circulando por toda parte do SISTEMA CARDIOVASCULAR.
22 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
23 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
24 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
25 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
26 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
27 Densitometria: Medição de densidade óptica em chapas fotográficas.
28 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
29 Medula: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
30 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
31 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
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