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Rinoplastia ou plástica no nariz: o que é? Quando fazer? Como é? O que fazer no pós-operatório?

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O que é rinoplastia1?

Rinoplastia1, conhecida popularmente como cirurgia de nariz2, é a cirurgia plástica do nariz2 e é normalmente indicada para corrigir desproporções das formas nasais, para harmonizá-lo com os traços faciais ou para corrigir deformidades inatas ou devidas a traumas e acidentes. Ela também pode ser aplicada para aliviar uma dificuldade respiratória, sendo nesse caso chamada de rinoplastia1 funcional. Entretanto, qualquer que seja o procedimento cirúrgico aplicado no nariz2, este deve ter uma preocupação dupla, funcional e estética. Afinal, o nariz2 interfere grandemente na depuração do ar que respiramos e sua integridade é necessária para o bom desempenho da sua função. Ele controla a temperatura, umidade e pureza do ar que respiramos além de ser um órgão proeminente na configuração da aparência individual.

A rinoplastia1 permite modificar ou reconstruir o tamanho ou a forma do nariz2, adequando-o melhor às suas aparências e funções normais. A análise pré-operatória, com um exame clínico rigoroso, o estudo da cavidade nasal3 com endoscópios e análises fotográficas, são de suma importância para o correto planejamento cirúrgico. Nesta análise, dividimos o nariz2 em unidades anatômicas: dorso4, ponta do nariz2, septo nasal5 e os orifícios nasais ou narinas. Assim, temos mais claramente identificadas as deformidades e os procedimentos mais indicados para sua correção. No passado, a rinoplastia1 era tida como uma cirurgia de pós-operatório doloroso. Isso se devia principalmente ao uso disseminado do tamponamento nasal. Hoje em dia, a maioria das equipes cirúrgicas não usa mais o tamponamento, o que faz a recuperação do paciente ser bem mais tranquila.

Quando fazer uma rinoplastia1?

A rinoplastia1 é normalmente indicada a partir dos 15 ou 16 anos de idade, período que se encerra o crescimento nasal ou facial. Entretanto, no caso de deformidades maiores, com grandes prejuízos respiratórios, ela pode ser feita em crianças ou adolescentes abaixo desta idade.

Como transcorre uma rinoplastia1?

As rinoplastias podem ser feitas com anestesia6 local ou geral, na dependência da extensão da correção a ser feita ou das escolhas do cirurgião e do paciente. O paciente que se submeter à anestesia6 local geralmente receberá também, junto com ela, um sedativo, que ajuda a mantê-lo calmo. Na maioria das vezes, o paciente pode retornar para casa no mesmo dia da cirurgia.

Existem diferentes técnicas cirúrgicas, mas na mais comum delas a pele7 do nariz2 é separada da sua estrutura ósseo-cartilaginosa e essa é modelada na forma desejada e novamente recoberta com a pele7. A duração desse procedimento é variável de acordo com a complexidade dele, mas é, em média, de uma a duas horas.

A rinoplastia1 é um procedimento altamente individualizado porque o nariz2 deve ser bem integrado à aparência geral do rosto, única para cada pessoa.

Após a cirurgia deve-se manter repouso médio de cinco dias. Nesse período pode ocorrer inchaço8 do rosto, hematomas9, dores leves no nariz2 ou na cabeça10 e sensação de entupimento do nariz2, sintomas11 que podem ser aliviados com compressas frias e analgésicos12. Exercícios físicos e exposição ao sol não são liberados antes de trinta dias.

Quais são as recomendações para o pós-operatório?

  • Não assoar o nariz2.
  • Não remover o tampão nasal (quando usado) antes de ser autorizado pelo médico.
  • A dificuldade respiratória que pode ocorrer no pós-operatório, desaparecerá com o tempo, na medida em que o nariz2 normalizar-se.
  • Evite o sol e o vento. A exposição ao sol forte deve ser evitada por 30 a 45 dias.
  • Não usar óculos, até ser liberado pelo médico.
ABCMED, 2013. Rinoplastia ou plástica no nariz: o que é? Quando fazer? Como é? O que fazer no pós-operatório?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/exames-e-procedimentos/345929/rinoplastia-ou-plastica-no-nariz-o-que-e-quando-fazer-como-e-o-que-fazer-no-pos-operatorio.htm>. Acesso em: 15 set. 2019.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Rinoplastia: Cirugia plástica ou estética para correção ou remodelagem do nariz.
2 Nariz: Estrutura especializada que funciona como um órgão do sentido do olfato e que também pertence ao sistema respiratório; o termo inclui tanto o nariz externo como a cavidade nasal.
3 Cavidade Nasal: Porção proximal da passagem respiratória em cada lado do septo nasal, revestida por uma mucosa ciliada extendendo-se das narinas até a faringe.
4 Dorso: Face superior ou posterior de qualquer parte do corpo. Na anatomia geral, é a região posterior do tronco correspondente às vértebras; costas.
5 Septo Nasal: A divisão que separa as duas cavidades nasais no plano medial, composta de cartilagens, membranas e partes ósseas.
6 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
7 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
8 Inchaço: Inchação, edema.
9 Hematomas: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
10 Cabeça:
11 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
12 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
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