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Gripe: o que é? Como é transmitida? Como prevenir ou tratar?

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O que é gripe1?

A gripe1 é o resultado de uma infecção2 viral aguda por vírus3 da família influenza4, que normalmente podem contaminar aves e mamíferos. Trata-se de uma infecção2 mais grave que a do resfriado comum, embora muitas vezes seja confundida com ele. Seja por sua ação direta, seja pelas complicações que pode acarretar (principalmente pneumonias), a gripe1 mata milhares de pessoas todos os anos em todo o mundo. Embora casos esporádicos possam acontecer em qualquer época do ano, ela é mais comum nos períodos de clima frio (no hemisfério sul, entre abril e outubro, com picos entre junho e setembro), em que o vírus3 é mais resistente. Os vírus3 são organismos que necessitam penetrar nas células5 para sobreviver e os vírus3 da gripe1 têm predileção pelas células5 do sistema respiratório6.

Como se “pega” gripe1?

A gripe1 é transmitida de pessoa a pessoa por gotículas de saliva expelidas quando a pessoa contaminada tosse, espirra ou assoa o nariz7, podendo ser transmitida também de forma direta pela saliva, secreções nasais, sangue8, fezes ou superfícies contaminadas. Os ambientes fechados (escolas, casas de shows, transportes coletivos, etc.), favorecem a transmissão. O período de incubação9 da gripe1 é muito pequeno (de um a dois dias) e o período de contágio10 de cerca de cinco dias. A cada novo surto da doença o vírus3 apresenta mutações e requer novas formas de vacinação. Recentemente os surtos mais graves partiram de animais que transmitiram o vírus3 ao homem (gripe1 aviária, chamada “gripe do frango” e gripe1 suína).

Quais são os sintomas11 mais comuns da gripe1?

Os sintomas11 da gripe1 aparecem rapidamente e habitualmente são muito mais intensos que os do resfriado comum. A recuperação é rápida e se dá em torno de cinco dias. Os mais comuns são: febre12 alta (superior a 38ºC), calafrios13, dores pelo corpo, especialmente nas articulações14, dores de garganta15, dores de cabeça16, tosse, espirros, irritação nos olhos17, fadiga18 e mal-estar geral. Pode causar também dor abdominal, náuseas19 e vômitos20, sobretudo nas crianças.

Como evolui a gripe1?

Na maioria das vezes a gripe1 caminha para a autorresolução, mas pode complicar-se com uma pneumonia21, muitas vezes fatal, sobretudo em pessoas idosas ou debilitadas. As complicações mais comuns são a pneumonia21 (viral, primária, ou bacteriana, secundária) e a traqueobronquite22, podendo ocorrer também agravamento das condições cardiovasculares anteriormente existentes e complicações neurológicas, mais raras.

Como tratar e prevenir a gripe1?

Uma vez estabelecida, a gripe1 não tem um tratamento específico. Deve-se tratar sintomaticamente a febre12 e as dores porventura existentes e cuidar da hidratação e demais condições de sustentação. Recomenda-se o máximo de repouso possível, atenção e tratamento das possíveis complicações.

Hoje existem vacinas de vírus3 morto, mas essas vacinas devem ser repetidas periodicamente (em geral, anualmente), uma vez que os vírus3 sofrem frequentes mutações.

ABCMED, 2013. Gripe: o que é? Como é transmitida? Como prevenir ou tratar?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/338524/gripe-o-que-e-como-e-transmitida-como-prevenir-ou-tratar.htm>. Acesso em: 14 nov. 2018.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
2 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
4 Influenza: Doença infecciosa, aguda, de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
7 Nariz: Estrutura especializada que funciona como um órgão do sentido do olfato e que também pertence ao sistema respiratório; o termo inclui tanto o nariz externo como a cavidade nasal.
8 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
9 Incubação: 1. Ato ou processo de chocar ovos, natural ou artificialmente. 2. Processo de laboratório, por meio do qual se cultivam microrganismos com o fim de estudar ou facilitar o seu desenvolvimento. 3. Em infectologia, é o período que vai da penetração do agente infeccioso no organismo até o aparecimento dos primeiros sinais da doença.
10 Contágio: 1. Em infectologia, é a transmissão de doença de uma pessoa a outra, por contato direto ou indireto. 2. Na história da medicina, aplica-se a qualquer doença contagiosa. 3. No sentido figurado, é a transmissão de características negativas, de vícios, etc. ou então a reprodução involuntária de reação alheia.
11 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
12 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
13 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
14 Articulações:
15 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
16 Cabeça:
17 Olhos:
18 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
19 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
20 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
21 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
22 Traqueobronquite: Inflamação dos canais que levam o ar para dentro e para fora dos pulmões, os brônquios. Nessa doença, há um acúmulo de secreção nos brônquios, estreitando-os, em geral causado pelo excesso de produção de muco e pela diminuição na ação dos minúsculos cílios locais, os quais não eliminam adequadamente esse muco.
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