sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Atalho: 67LD4WT

Sete recomendações do INCA para tratamento do câncer de mama no Brasil


Avalie este artigo
A+ A- Alterar tamanho da letra

O Instituto Nacional de Câncer1 (INCA) anunciou sete recomendações para controle da mortalidade2 do câncer1 de mama. Estas orientações complementam as lançadas em 2010, as quais são centradas em ações de prevenção, detecção precoce e informação de qualidade. Ambas têm o potencial de reduzir a mortalidade2 decorrente do câncer1 de mama no Brasil, além de garantir melhora na qualidade de vida de mulheres com a doença.

O câncer1 de mama hoje é o responsável pelo óbito de 12 mil mulheres por ano no País. É o tumor3 que mais mata a população feminina em todo o Brasil, com exceção da Região Norte.

As sete recomendações do INCA para o tratamento do câncer1 de mama no Brasil são:

1. Toda a mulher com diagnóstico4 de câncer1 de mama confirmado deve iniciar seu tratamento o mais breve possível, não ultrapassando o prazo máximo de três meses.

Estudos científicos mostram que atraso superior a três meses entre o diagnóstico4 e o início do tratamento do câncer1 de mama compromete a expectativa de vida da mulher (sobrevida).

2. Quando indicado, o tratamento complementar de quimioterapia5 ou hormonioterapia deve ser iniciado no máximo em 60 dias, e o de radioterapia6 no máximo em 120 dias.

O prazo para o início do tratamento complementar é um componente crítico no cuidado do paciente com câncer1 de mama. Atrasos no início do tratamento complementar aumentam o risco de recorrência local da doença e diminuem a sobrevida. Em algumas situações de tratamento com quimioterapia5, a radioterapia6 pode ocorrer após os 120 dias.

3. Toda mulher com câncer1 mama deve ter seu diagnóstico4 complementado com a avaliação do receptor hormonal.

Os receptores hormonais são proteínas7 que se ligam aos hormônios mediando seus efeitos celulares. A avaliação é feita no material da biópsia8 que medirá um percentual dos receptores nas células tumorais. A dosagem desses receptores permite identificar as mulheres que irão se beneficiar do tratamento complementar chamado hormonioterapia. A presença de receptores hormonais nos tumores de mama é alta na população e aumenta com a idade.

4. Toda mulher com câncer1 de mama deve ser acompanhada por uma equipe multidisciplinar especializada que inclua médicos (cirurgião, oncologista clínico e um radioterapeuta), enfermeiro, psicólogo, nutricionista9, assistente social e fisioterapeuta.

O câncer1 de mama é uma doença complexa cujo tratamento requer a cooperação de diferentes profissionais e saberes. A experiência mundial aponta que serviços que oferecem uma abordagem multidisciplinar e multiprofissional têm melhor desempenho no tratamento do câncer1 de mama.

5. Toda mulher com câncer1 de mama deve receber cuidados em um ambiente que acolha suas expectativas e respeite sua autonomia, dignidade e confidencialidade.

Acolher as mulheres em suas necessidades nas diferentes etapas do tratamento, por meio de abordagem humanizada que respeite seus direitos, possibilita um melhor enfrentamento da doença.

6. Todo hospital que trata câncer1 de mama deve ter Registro de Câncer1 em atividade.

Os Registros Hospitalares de Câncer1 coletam informações essenciais para acompanhar, monitorar e avaliar a qualidade do tratamento oferecido à mulher. As informações dos registros subsidiam a implementação de políticas e ações de melhoria contínua na busca de padrões de excelência no tratamento.

7. Toda mulher com câncer1 de mama tem direito aos cuidados paliativos para o adequado controle dos sintomas10 e suporte social, espiritual e psicológico.

O câncer1 é uma doença que fragiliza seu portador e familiares em diferentes dimensões da vida. O suporte social, espiritual e psicológico para os pacientes e familiares fortalece os sujeitos para o enfrentamento da doença.

Fonte: INCA

ABC.MED.BR, 2011. Sete recomendações do INCA para tratamento do câncer de mama no Brasil. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/saude-da-mulher/249150/sete-recomendacoes-do-inca-para-tratamento-do-cancer-de-mama-no-brasil.htm>. Acesso em: 23 fev. 2012.