terça-feira, 7 de setembro de 2010

Saúde da Mulher - sexta-feira, 09 de julho de 2010
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Câncer de mama. O que é? Quais os fatores de risco?

O que é câncer1 de mama?

O câncer1 de mama é o tumor2 maligno que se desenvolve nas células do tecido3 mamário. Ele pode ocorrer em ambos os sexos, sendo muito mais freqüente nas mulheres.

As taxas de câncer1 de mama caíram nos últimos anos. A razão desta queda ainda não é sabida, mas a doença continua sendo muito frequente e temida por várias mulheres.

O diagnóstico4 e o tratamento evoluíram bastante, a sobrevida aumentou e o número de mortes está declinando devido à detecção precoce aos novos tratamentos e a um melhor entendimento da doença.

 

Quais são os sintomas5?

Sinais6 e sintomas5 dos tumores nas mamas:

  • Protuberância ou engrossamento na pele ou no tecido3 circunvizinho.
  • Sangramento na mama.
  • Mudança na forma ou no tamanho da mama.
  • Mudanças na pele do seio, como formação de “ondas”, aspecto de “casca de laranja” e coloração avermelhada.
  • Inversão dos mamilos ou de um dos mamilos.
  • Descamação na pele do mamilo.

 

Quando visitar um médico?

Sempre que você observar alguma alteração nas mamas, mesmo tendo feito uma mamografia7 recente, procure um médico. E não se esqueça de fazer seu exame de rotina com um ginecologista pelo menos uma vez ao ano.

O auto-exame das mamas não deve substituir o exame médico anual.

 

Quais são as causas e os tipos do câncer1 de mama?

Não está claro o que causa o câncer1 de mama. Sabe-se que ele ocorre quando algumas células da mama começam a multiplicar-se muito rapidamente e de forma aleatória. São divisões celulares que ocorrem de maneira mais veloz do que as das células saudáveis. Este acúmulo de células forma o tumor2 que pode “entrar” nos vasos linfáticos ou nos vasos sanguíneos, chegar à circulação8 e espalhar-se (metástase9) para além do seio nos linfonodos10 ou em outras partes do corpo.

Os pesquisadores identificaram fatores que aumentam o risco de câncer1 de mama, mas ainda não sabem porque algumas pessoas que não têm fator de risco11 desenvolvem câncer1 e outras, que têm fatores de risco, não o desenvolvem. É provável que o câncer1 de mama seja causado por uma complexa combinação de fatores genéticos e ambientais.

Na maioria das vezes, os tumores das mamas têm origem nas células dos ductos ou nos lóbulos mamários, que são tecidos glandulares. Os dois tipos mais comuns são o carcinoma12 ductal e o carcinoma12 lobular.

O carcinoma12 ductal invasivo é o mais frequente. Tem origem nos ductos e invade os tecidos vizinhos. Pode disseminar-se através dos vasos linfáticos ou do sangue13, atingindo outros órgãos. Cerca de 80% dos tumores invasivos da mama são carcinomas ductais.

 

E o câncer1 de mama hereditário?

De 5 a 10% dos casos de câncer1 de mama estão ligados a mutações genéticas passadas através de gerações em uma família. Já foram identificados genes que aumentam a probabilidade de um câncer1 de mama ser identificado. Os mais comuns são o BRCA1 e o BRCA2. Ambos aumentam o risco de câncer1 de mama e de câncer1 de ovário14.

Se na sua família há uma história importante de casos de câncer1 de mama ou de outros tipos de câncer1, existem exames de sangue13 que podem ser feitos para identificar estes e outros genes.

Pergunte ao seu médico o que é um aconselhamento genético para revisar a história de saúde da sua família. Um conselheiro genético pode discutir os benefícios, os riscos e as limitações destes testes genéticos com você.

 

Quais os fatores de risco para o câncer1 de mama?

Um fator de risco11 é algo que aumenta a probabilidade de você vir a apresentar alguma doença em particular. Mas ter um ou mais fatores de risco não significa que você vai desenvolver a doença – a maioria das mulheres com câncer1 de mama não tem outro fator de risco11 conhecido além de simplesmente serem mulheres.

Fatores que podem aumentar o risco para o câncer1 de mama:

  • Ser mulher. É mais provável uma mulher ter câncer1 de mama do que um homem.
  • Maturidade. O risco para ter câncer1 de mama aumenta com a idade. Mulheres com mais de 60 anos têm um risco maior do que aquelas mais jovens.
  • História pessoal de câncer1 de mama. Se você já teve câncer1 de mama em um dos seios, você tem um risco maior de desenvolver este tipo de tumor2 no outro seio.
  • História familiar de câncer1 de mama. Se você tem mãe, irmã ou filha com câncer1 de mama, sua chance de ter este tumor2 aumenta, apesar de a maioria das mulheres com diagnóstico4 de câncer1 de mama não ter história familiar da doença.
  • Genes que aumentam o risco de câncer1 de mama. Certas mutações genéticas aumentam o risco deste tumor2 ser transmitido de pais para filhos. A maioria dessas mutações é relacionada aos genes BRCA1 e BRCA2. Estes genes podem aumentar o risco de tumores nas mamas e em outros órgãos, mas a presença deles não torna um câncer1 inevitável.
  • Exposição à radiação. Se você recebeu tratamentos radioativos no pulmão15 quando criança ou adulto jovem, é mais provável que você desenvolva câncer1 de mama no futuro.
  • Obesidade16. Estar com sobrepeso17 ou obesa aumenta seu risco de câncer1 nas mamas.
  • Menarca18 precoce. Menstruar pela primeira vez antes dos 12 anos aumenta o risco de câncer1 de mama.
  • Menopausa19 tardia. O início da menopausa19 acima dos 55 anos aumenta a chance de desenvolver tumores nas mamas.
  • Ter o primeiro filho em idade avançada (após os 35 anos) pode aumentar o risco para o câncer1 dos seios.
  • Terapia de reposição hormonal. Mulheres que receberam terapia hormonal com estrogênio e progesterona para tratar os sintomas5 da menopausa19 podem ter um risco aumentado para este tumor2.
  • Consumo de bebidas alcoólicas. O consumo de bebidas alcoólicas pode aumentar o risco de câncer1 de mama.

Comentários

11/08/2010 - Comentário feito por cilene
Re: Câncer de mama. O que é? Quais os fatores de risco?
gostei , achei bem esclarecedor pois tive caso na familia, minha mãe, de cancêr no rim , nao tratou a tempo e levou a morte
16/07/2010 - Comentário feito por Marislova Carvalho
Re: Câncer de mama. O que é? Quais os fatores de risco?
Não achei que este artigo tenha sido esclarecedor. Primeiro porque a própria Sociedade Brasileira de Oncologia já comprou o aumento no número do câncer de mama em mulheres; segundo, porque a forma apresentada para os sistomas dizem respeito aos tipos de tumores palpáveis e o número dos tipos de CA que não perceptíveis e completamente assintomático tem sido cada vez maior e se enquadram no tipo ductal infiltrante (invasivo), onde muitas vezes o período anual de exames não te elimina do campo da doença , bem como não impede que pela rapidez do desenvolvimento haja a necessidade de mastectomia radical. O que acontece hj é que através da mamotomia (tipo de biópsia sem cirurgia) e o exame do linfodono sentinela, pode minimizar os efeitos danosos da cirurgia, tipo, remoção total dos linfonodos, como era comum no passado. Os comentários que faço são em função de uma experiência pessoal e familiar que não se enquadram nos aspectos acima comentados e ter sido um carcinoma comum.
15/07/2010 - Comentário feito por Rizomar Rodrigues
Re: Câncer de mama. O que é? Quais os fatores de risco?
É muito interessante todos os artigos que vocês publicam aqui. Se tratando das informações a respeito do câncer de mama, foi muito esclarecedor pra mim por se tratar de um assunto tão sério.
15/07/2010 - Comentário feito por Judite
Re: Câncer de mama. O que é? Quais os fatores de risco?
Gostei muito do artigo, pois minha família está enfrentando esse problema e foi bastante esclarecedor.

Glossário

1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
3 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
4 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
5 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
6 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
7 Mamografia: Estudo radiológico que utiliza uma técnica especial para avaliar o tecido mamário. Permite diagnosticar tumores benignos e malignos em fase inicial na mama. É um exame que deve ser realizado por mulheres, como prevenção ao câncer.
8 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular.
2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito.
3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
9 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
10 Linfonodos: Gânglios ou nodos linfáticos.
11 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
12 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
13 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
14 Ovário: É um órgão par comparável com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura.
Ele está preso ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
Pulmão
15 Pulmão: Órgão do sistema respiratório situado na cavidade torácica e responsável pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
16 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
17 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
18 Menarca: Refere-se à ocorrência da primeira menstruação.
19 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
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