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Síndrome da dificuldade respiratória dos recém-nascidos ou Doença da Membrana Hialina: como ela é?

segunda-feira, 4 de novembro de 2013
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Síndrome da dificuldade respiratória dos recém-nascidos ou Doença da Membrana Hialina: como ela é?

O que é a síndrome da dificuldade respiratória dos recém-nascidos?

O bebê deve começar a respirar assim que nasce. Os bebês muito prematuros podem ter dificuldades de começar a respirar e os recém-nascidos um pouco maiores podem começar a respirar, mas como seus pulmões tendem a colapsar, também podem registrar dificuldades mais tarde. A Síndrome da Dificuldade Respiratória (SDR) dos recém-nascidos (também chamada de Doença da Membrana Hialina) geralmente ocorre em bebês nascidos prematuramente e é caracterizada por uma dificuldade respiratória progressiva, sendo considerada uma emergência médica.

Quais são as causas da dificuldade respiratória dos recém-nascidos?

A Síndrome da Dificuldade Respiratória é devido à formação de uma membrana nos alvéolos pulmonares do recém-nascido prematuro (membrana hialina). Essa membrana funciona como uma barreira mecânica que dificulta ou impede as trocas normais de oxigênio e gás carbônico, podendo levar o bebê a um grau extremo de asfixia e à morte. A formação dessa membrana se deve à deficiência de uma proteína chamada surfactina, que reveste os alvéolos pulmonares. É difícil saber se os bebês já nascem com essa membrana ou se a formam logo após o nascimento, pois eles parecem normais ao nascer e só depois de algumas horas é que começam a ter dificuldade em respirar. Ocorre com maior frequência em crianças prematuras, naquelas que nasceram de parto cesariano e em filhos de mães diabéticas.

Quais são os principais sinais e sintomas da síndrome da dificuldade respiratória dos recém-nascidos?

Os bebês acometidos pela Síndrome da Dificuldade Respiratória já exibem certa dificuldade respiratória desde o início ou logo após nascerem (6 a 24 horas), a qual vai aumentando progressivamente, podendo ser fatal se eles não obtiverem tratamento precoce e imediato. Numa fase inicial pode haver grunhidos ou choro lamuriento, retrações esternais e intercostais, batimento de asa do nariz, taquipneia (aceleração do ritmo respiratório), hipotermia, cianose, diminuição do murmúrio pulmonar, hipotensão, edema das mãos e pés, peristalse inaudível e diminuição do débito urinário. Mais tarde se somam sinais e sintomas que mostram maior gravidade, como diminuição do tônus muscular, períodos curtos de apneia, bradicardia ou outros ainda mais graves.

Como o médico diagnostica a síndrome da dificuldade respiratória dos recém-nascidos?

O diagnóstico precoce é de fundamental importância, a fim de que o tratamento possa ser instituído imediatamente e aumente os índices de sobrevivência. O diagnóstico da Síndrome da Dificuldade Respiratória pode ser feito pelo quadro clínico do bebê e por meio de exames laboratoriais, através de radiografias ou outros exames e avaliações da função pulmonar.

Como o médico trata a síndrome da dificuldade respiratória dos recém-nascidos?

O tratamento da Síndrome da Dificuldade Respiratória deve ser instituído o mais rapidamente possível. A assistência ventilatória em UTI neonatal deve perdurar por vários dias ou semanas. Além disso, devem ser observados certos cuidados gerais como manutenção da temperatura, oferta adequada de líquidos, cuidados com a prevenção de infecções, ventilação mecânica, manutenção das vias aéreas desobstruídas, avaliação frequente das características da respiração, cuidados com a higiene dos pacientes. Se o recém-nascido tiver de ser transferido para uma UTI, deve sê-lo em uma ambulância que tenha equipamento para o uso na eventualidade de parada cardíaca ou respiratória durante o trajeto. O bebê prematuro em causa deve ser continuadamente observado durante toda a evolução da síndrome e a terapia, tanto respiratória como de suporte, deve ser reajustada a cada momento.

Como evolui a síndrome da dificuldade respiratória dos recém-nascidos?

Dependendo da gravidade de cada caso os bebês podem se recuperar inteiramente ou ficarem com sequelas respiratórias permanentes devendo, daí em diante, serem acompanhados por um médico especializado.

Nos bebês com Síndrome da Dificuldade Respiratória é possível que ocorram complicações, tais como pneumotórax, pneumonia (principalmente por germes gram-negativos), infecções respiratórias crônicas, displasia broncopulmonar, estenose traqueal, hemorragia cerebral e outras.

As sequelas podem vir a ser: asma, insuficiência respiratória, alterações cardíacas e comprometimentos neurológicos.

Como evitar a síndrome da dificuldade respiratória dos recém-nascidos?

Prevenindo os partos prematuros e fazendo o controle da glicemia em casos de diabetes durante a gestação. Além do seguimento médico no período pré-natal. 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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