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Linfonodo sentinela: o que é? Quando deve ser retirado?

Monday, July 22, 2013
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Linfonodo sentinela: o que é? Quando deve ser retirado?

O que é linfonodo sentinela?

Dá-se o nome de linfonodo sentinela ao primeiro linfonodo (gânglio linfático) a receber células malignas oriundas de um tumor canceroso primário através da circulação linfática. Ele constitui a primeira barreira defensiva do organismo contra o espalhamento do câncer (contra as metástases) e só depois dele outros linfonodos são afetados. Mas como pode acontecer que os linfonodos não dêem conta cabal de sua missão defensiva no organismo, algumas células malignas podem escapar e se alojar em órgãos à distância. As condições em que o linfonodo sentinela é encontrado indicam, com alto grau de precisão, o estado em que se encontram os outros linfonodos da região (axilar, inguinal etc.), mas mesmo um resultado negativo deles não exclui a possibilidade de metástases posteriores, embora isso seja mais raro.

Quando se indica a retirada do linfonodo sentinela?

A indicação maior da retirada do linfonodo sentinela faz-se nos casos de câncer de mama e para os raríssimos casos de carcinoma de células de Merkel (células que se localizam na camada basal da epiderme, onde estão ligadas a terminais nervosos da pele). Sua utilização em outros tipos de câncer ainda é experimental. O linfonodo sentinela orienta o médico quanto à direção da drenagem linfática do tumor e o estado em que se encontra, sugerindo ou não a retirada dos demais gânglios regionais.

Como se sabe qual é o linfonodo sentinela?

Um dos métodos de identificar o linfonodo sentinela é por meio de um exame feito antes da cirurgia de retirada do tumor, chamado linfocintilografia, no qual uma substância radioativa é injetada na derme horas antes da operação, em regiões escolhidas de acordo com a localização do tumor. Essa substância é absorvida pelas células cancerosas, gerando imagens que são captadas por uma sonda especial da radiação gama (geralmente um aparelho portátil que possui uma sonda de detecção e sistema de registro digital), permitindo, assim, a avaliação do exame pelo cirurgião. Em casos de câncer da mama, o outro método consiste na injeção de um corante azul na região da aréola mamária minutos antes do procedimento cirúrgico, o qual é captado pelo linfonodo sentinela. Então o cirurgião procura na axila o linfonodo corado com esse azul e procede à retirada do mesmo. Ambos os métodos apresentam bons resultados e poucas complicações. Com o uso de substância radioativa, não é necessário nenhum preparo prévio para o exame; nem mesmo jejum ou suspensão de eventuais medicações que a paciente esteja tomando. Para realizar-se o exame, deve-se fazer a antissepsia do local da injeção com álcool e depois da injeção massagear bem o local. As injeções na pele podem provocar dor e ardência leves no local. Após a localização do linfonodo sentinela, a projeção dele na pele será demarcada com uma caneta especial no intuito de facilitar a sua localização pelo cirurgião. Durante a cirurgia de retirada do tumor, o linfonodo acusado como de maior captação (linfonodo sentinela) também é retirado, através de uma pequena incisão na pele e examinado por um patologista durante a operação. Se o linfonodo estiver livre de células tumorais o procedimento termina aí. No caso de mostrar metástases, os demais linfonodos da região comprometida devem também ser retirados. Depois da cirurgia, o linfonodo sentinela deve ser submetido a um exame histopatológico mais aprofundado, para detecção de células metastáticas e determinação do tipo delas.

O linfonodo sentinela no câncer de mama

Embora essa não seja a única possibilidade, o linfonodo sentinela é mais comumente acessado em relação ao câncer de mama. A presença ou não de metástases nos linfonodos axilares é um dos fatores mais importantes na avaliação das pacientes com câncer de mama e se relaciona diretamente com o prognóstico, além de orientar o tratamento. Na verdade, a biópsia do linfonodo sentinela é considerada hoje em dia como padrão no câncer de mama, porque a sua avaliação (positiva ou não) indicará se deve ou não ser feito o esvaziamento axilar convencional. No caso da mama, as injeções do material radioativo para detectar o linfonodo sentinela devem ser feitas nos quatro pontos cardeais em volta da aréola. Depois de identificado, ele pode ser retirado cirurgicamente e encaminhado para avaliação histopatológica.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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