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Doença da arranhadura de gato

sexta-feira, 17 de novembro de 2017
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Doença da arranhadura de gato

O que é a doença da arranhadura de gato?

A doença da arranhadura do gato (DAG), também conhecida como febre da arranhadura do gato, linforreticulose ou doença de Teeny (linfadenite regional subaguda) é uma infecção bacteriana que afeta os gânglios linfáticos que drenam os locais da arranhadura ou mordida do animal. Transmitida por gatos, é uma zoonose, geralmente benigna, de evolução favorável. A doença tomou esse nome porque frequentemente é transmitida pelo fato dos gatos arranharem a pele humana, criando portas de entrada para as bactérias.

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Quais são as causas da doença da arranhadura de gato?

A doença da arranhadura do gato é causada pela bactéria Bartonella henselae, quando a pessoa é arranhada ou mordida por um gato hospedeiro. Entre gatos, a bactéria pode ser transmitida por pulgas. De gatos para humanos, ela pode ser transmitida por arranhão, mordida e lambedura, se a saliva de um gato infectado entrar em contato com uma ferida aberta no corpo ou com o branco dos olhos de uma pessoa (conjuntiva).

Qual é o mecanismo fisiopatológico da doença da arranhadura do gato?

A bactéria Bartonella henselae infecta a parede dos vasos sanguíneos e deixa o local lesionado com uma bolha vermelha ou pústula, podendo causar uma celulite, que é um tipo de infecção subcutânea. A bactéria é um bacilo gram negativo, pequeno, pleomórfico, flagelado e intracelular facultativo. Os gatos infectados não demonstram sintomas.

Quais são as principais características clínicas da doença da arranhadura do gato?

A maioria dos casos ocorre em crianças e adolescentes antes dos 18 anos, que geralmente têm maior contato com os gatos e é uma das causas mais comuns de adenopatia (inchaço dos linfonodos) nessa faixa etária. A doença afeta 9 em cada 100.000 pessoas/ano.

Entre sete e catorze dias após a pessoa ter sofrido arranhão ou mordida do gato podem aparecer pústulas e bolhas vermelhas no local da lesão, fadiga, mal-estar, febre baixa, perda de apetite e de peso, dor de cabeça, dor de garganta, linfadenopatia na região do arranhão ou mordida. A maioria desses sintomas desaparece sem tratamento já na primeira semana, exceto o inchaço, que pode levar meses para melhorar.

Em pessoas com comprometimento do sistema imunológico, a infecção se manifesta por uma angiomatose caracterizada por lesões angioproliferativas.

Como o médico diagnostica a doença da arranhadura de gato?

Se os gânglios linfáticos ficarem inchados após a pessoa ter sido arranhada ou mordida por um gato, deve-se levantar suspeita dessa doença. A doença pode ser diagnosticada com certeza pela detecção no sangue de anticorpos contra a bactéria Bartonella henselae.

Como o médico trata a doença da arranhadura de gato?

O tratamento é basicamente sintomático, com antitérmicos e analgésicos, conforme a necessidade. Pode ser aplicada uma bolsa de água quente sobre os nódulos linfáticos inchados. A aspiração dos linfonodos é indicada para o alívio da dor em pacientes com nódulos muito sensíveis.

Antibióticos como Amoxicilina, Ceftriaxona, Clindamicina, etc. podem ser usados na tentativa de eliminar as bactérias. Depois da primeira infecção, a doença da arranhadura do gato costuma gerar uma imunidade que dura por toda a vida.

Como prevenir a doença da arranhadura de gato?

As pessoas que possuem gatos como animais de estimação devem ter cuidado com a saúde do animal, pois o gato não demonstra qualquer sinal da doença. No entanto, a doença pode ser evitada sem que seja preciso se desvencilhar do animal. Para isso, a pessoa deve lavar as mãos depois de brincar com um gato, manter o animal dentro de casa e tratá-lo contra as pulgas, além de levá-lo regularmente ao veterinário.

Quais são as complicações possíveis da doença da arranhadura do gato?

Num pequeno número de casos (2 a 10% dos pacientes imunodeprimidos não tratados) desenvolve-se alguma complicação, como confusão mental, neurorretinite (problemas de visão), convulsões, encefalites, pneumonia atípica, entre outras. Mesmo esses pacientes se recuperam sem sequelas e a mortalidade é próxima a zero.

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Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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