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Urografia excretora: como é este exame?

quinta-feira, 18 de julho de 2013
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Urografia excretora: como é este exame?

O que é a urografia excretora?

A urografia excretora é um exame radiológico que faz uso de um contraste iodado para estudar a árvore excretora urinária a partir dos rins. É, geralmente, o primeiro exame pedido nesses casos, complementado depois pela ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. A urografia excretora oferece importantes informações anatômicas e funcionais sobre a árvore urinária e permite a detecção de anomalias genéticas, deformidades patológicas, cálculos e tumores renais.

Como é feito o exame da urografia excretora?

O preparo para o exame inclui jejum de 8 horas e esvaziamento intestinal por meio de laxantes orais e retais (fleet enema) visando livrar o intestino de conteúdos que podem obscurecer as imagens dos rins e das vias urinárias excretoras. Existem várias maneiras de realizar o exame e o método varia conforme as características da patologia presumida. Em todas as maneiras o paciente estará deitado numa mesa, em decúbito dorsal (de barriga para cima), e receberá por via venosa um contraste iodado opaco aos raios X, o qual começa a ser rapidamente eliminado pela urina.

A maneira mais simples de se realizar a urografia excretora consiste na tomada em seguida de uma radiografia de abdômen em incidência anteroposterior antes e imediatamente depois da injeção do contraste (minuto zero), mas radiografias posteriores podem também ser tomadas 5, 10 ou 15 minutos mais tarde. O ângulo de incidência pode variar segundo a solicitação do médico. A bexiga também pode ser radiografada antes e depois de a pessoa urinar, permitindo uma análise estrutural e funcional dela. Desse modo, a urografia excretora possibilita a avaliação do tamanho, eixo, contorno e simetria funcional dos rins, fornece uma visão de sistema coletor de urina e do perfil, volume e retenção pós miccional da bexiga.

Quem deve fazer o exame da urografia excretora?

A urografia excretora geralmente é feita por pessoas que sofrem de dores nas vias urinárias, hematúria (presença de sangue na urina) de causa desconhecida, infecção do trato urinário, obstrução urinária aguda, massas renais, urolitíase, nefrocalcinose e anormalidades congênitas. Também deve ser feita em paciente que apresente massa abdominal ou pélvica não identificada, traumatismo renal e insuficiência renal. Seu uso mais frequente costuma ser na análise de cálculos renais.

Quais são os efeitos colaterais da urografia excretora?

Praticamente, os efeitos colaterais das urografias excretoras são leves e passageiros e devidos ao contraste. Pode haver calor no corpo, gosto metálico na boca, náuseas e vômitos. Também podem ocorrer reações alérgicas ou anafiláticas ao contraste e dor e ardência leves no local da injeção.

E depois de feita a urografia excretora?

Depois da urografia excretora o paciente deve tomar bastante água para ajudar a eliminar mais rapidamente o contraste.

Por algum tempo, também deve manter vigilância sobre possíveis reações alérgicas (erupções na pele, coceiras, etc.).

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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