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Melena e Hematêmese: o que são? Quais as causas? Como evoluem?

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
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Melena e Hematêmese: o que são? Quais as causas? Como evoluem?

O que é melena? E hematêmese?

Melena é a eliminação de sangue digerido juntamente com as fezes, que então ficam pastosas, de cor escura (tipo borra de café) e de odor fétido. É sinal de hemorragia digestiva alta (do intestino delgado ou do estômago, por exemplo) ou de sangramento inferior, mas lento o bastante para permitir oxidação do sangue. O principal sinal da melena é constituído por fezes muito escurecidas, uma vez que o sangue já se encontra quimicamente alterado (oxidado) pela ação de enzimas e bactérias existentes no trato digestivo. A presença de sangue rútilo nas fezes sinaliza sangramento baixo, geralmente do reto ou do próprio ânus.

Hematêmese, também conhecida como “vômito de sangue”, é a saída de sangue não digerido pela boca. Em geral, o sangue acede à boca muito mais em golfadas que em vômitos e pode vir do esôfago, dos pulmões ou ter outras proveniências.

Quais são as causas da melena e da hematêmese?

A melena pode ocorrer em razão de cirrose hepática que gere hipertensão portal (veia que drena o sangue dos intestinos em direção ao fígado), febre tifoide, perfuração intestinal, gastrite hemorrágica, retocolite ulcerativa, tumores malignos do intestino e reto, hemorroidas e outras.

A hematêmese deve-se, na maioria das vezes, a algum sangramento com origem no esôfago ou no estômago, causada por rotura de varizes esofagianas ou por hemorragias no estômago.

Algumas das causas que geram melena também podem gerar hematêmese, dependendo da localização e volume do sangramento e se o sangue vertido no trato gastrointestinal toma uma direção progressiva ou regressiva no trato digestivo.

Como evoluem a melena e a hematêmese?

A evolução da melena e da hematêmese depende de suas causas. Há desde episódios simples, isolados e sanáveis, até outros repetitivos e graves que podem, inclusive, levar ao óbito.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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