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Hipogonadismo: conceito, causas, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento e evolução

Thursday, May 2, 2013
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Hipogonadismo: conceito, causas, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento e evolução

O que é hipogonadismo?

Hipogonadismo é o termo usado para descrever a condição de uma diminuição da função das gônadas (ovários ou testículos), as quais têm duas funções principais:

  1. Produzir hormônios sexuais.
  2. Produzir os óvulos (femininos) ou os espermatozoides (masculinos).

O hipogonadismo pode ser primário ou secundário e afetar tanto os homens quanto as mulheres. No hipogonadismo primário os testículos, nos homens, ou os ovários, nas mulheres, são primariamente afetados. No hipogonadismo secundário eles são atingidos devido a outra doença que afeta outra parte do corpo. O déficit de hormônios sexuais pode ocasionar um mau desenvolvimento das características sexuais primárias ou secundárias e resultar em infertilidade. O termo geralmente é aplicado para os defeitos permanentes e não para os temporários ou reversíveis, consequentes a uma deficiência hormonal tratável.

Quais são as causas do hipogonadismo?

O hipogonadismo pode ser congênito ou adquirido. Neste último caso, ele é consequência de alguma outra doença que também afeta os testículos ou os ovários.

Quais são os principais sinais e sintomas do hipogonadismo?

O hipogonadismo masculino implica numa menor produção de hormônios androgênicos (testosterona, sobretudo) e nos sintomas correspondentes (baixa produção de espermatozoides, sobretudo). O quadro clínico do hipogonadismo masculino, na verdade, varia de acordo com a época de sua instalação. Se ele é de início pré-puberal, podem ocorrer: hipodesenvolvimento da genitália interna ou externa; diminuição dos pelos pubianos, axilares ou peitorais; impotência; infertilidade; pele delgada, de coloração clara. Se ele for de início na fase adulta, as alterações principais se manifestarão na potência sexual e na capacidade reprodutiva. Pode ocorrer diminuição do pelo corporal, do desejo sexual e da potência; aumento da gordura visceral; ginecomastia; infertilidade; aumento da fadiga e depressão.

Nas mulheres, os sintomas mais proeminentes de hipogonadismo se verificam nos ossos, com osteoporose e/ou osteoartrose. Outros sintomas são: dores de cabeça; visão borrada e diminuição ou ausência de desejo sexual. Podem ainda ocorrer níveis diminuídos de ovulação e infertilidade. As mulheres que desenvolvem hipogonadismo no início da vida adulta podem experimentar o aparecimento de sintomas típicos da menopausa, tais como, ondas de calor, rubor, acessos de raiva, secura vaginal.

Alguns sinais e sintomas do hipogonadismo congênito podem ser: ausência de sinais de puberdade até os 13 anos em meninas e 14 anos em meninos, parada de desenvolvimento da puberdade, amenorreia primária nas mulheres e micropênis e ausência de pelos faciais nos homens após os 17 anos de idade.

No hipogonadismo adquirido pode ocorrer: impotência e infertilidade nos homens e amenorreia primária ou secundária e infertilidade nas mulheres.

Como o médico diagnostica o hipogonadismo?

Para o diagnóstico do hipogonadismo são importantes uma detalhada história clínica e exame físico, os quais podem ser complementados por dosagens hormonais, exames de imagens, determinação da idade óssea e cariotipagem.

Como o médico trata o hipogonadismo?

O tratamento do hipogonadismo masculino ou feminino visa corrigir a insuficiência de hormônios pela reposição deles e restabelecer a espermatogênese ou a ovulação em seus níveis normais.

Como evolui o hipogonadismo?

Mulheres com hipogonadismo têm maior risco de câncer de mama e ataques cardíacos.

Se o hipogonadismo é congênito ou adquirido na infância precoce, ele pode arruinar o desenvolvimento sexual da pessoa. Se surge na idade adulta, o resultado mais significativo pode ser a infertilidade.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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