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Aneurisma de aorta abdominal: conheça para evitar as complicações

Thursday, October 6, 2011
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Aneurisma de aorta abdominal: conheça para evitar as complicações

O que é aneurisma?

O aneurisma é uma dilatação localizada e permanente da parede de um grande vaso sanguíneo, causado na maioria das vezes por enfraquecimento da parede do vaso, pela pressão do fluxo sanguíneo ou por uma inflamação.

O que é aneurisma de aorta abdominal?

O aneurisma pode ocorrer em qualquer vaso de maior calibre, sendo mais frequente na aorta abdominal. Fala-se em aneurisma de aorta abdominal quando esta dilatação ocorre na parte abdominal da artéria aorta. Esta condição é potencialmente grave, podendo resultar em hemorragia interna severa, estado de choque ou morte. No entanto, esta é uma doença facilmente detectável e que apresenta excelentes resultados quando tratada corretamente e em tempo.

Estima-se que 2 a 5% da população masculina acima de 60 anos seja portadora desta condição, embora a maioria não conheça o seu diagnóstico.

Quais são os fatores de risco?

A causa exata é desconhecida, mas existem fatores de risco para o desenvolvimento de um aneurisma da aorta. São eles:

  • Tabagismo.
  • Hipertensão arterial (pressão alta).
  • Dislipidemias (colesterol alto).
  • Sexo masculino.
  • Enfisema.
  • Fatores genéticos (história familiar de aneurismas).
  • Obesidade.
  • Aterosclerose.
  • Idade acima de 60 anos.

Quais são os sintomas?

Os aneurismas desenvolvem-se lentamente, ao longo de muitos anos e muitas vezes não apresentam sintomas. Algumas vezes, os portadores relatam a percepção de uma pulsação abdominal, dor lombar ou sensação de peso abaixo das costelas.

Uma condição comum associada ao desenvolvimento de aneurisma é a hipertensão arterial.

Quando um aneurisma se expande rapidamente, está prestes a romper ou apresenta ruptura, os sintomas podem aparecer de maneira brusca.

Os sintomas de ruptura incluem:

  • Dor no abdome ou nas costas - é uma dor forte, súbita e persistente. A dor pode irradiar para a virilha, as nádegas ou as pernas.
  • Pele úmida.
  • Náuseas e vômitos.
  • Frequência cardíaca acelerada.
  • Queda na pressão sanguínea.
  • Choque.

Em casos de ruptura de aneurisma, uma condição grave e potencialmente fatal, a média de sobrevivência após a ruptura é de cerca de oito horas. Ou seja, é uma ocorrência em que o tratamento cirúrgico imediato é essencial.

Como é feito o diagnóstico?

Muitas vezes o aneurisma é encontrado inesperadamente durante o exame clínico ou na realização de exames complementares para diagnosticar outras doenças, ou seja, é um achado diagnóstico.

Além do exame clínico, com ênfase para o exame do abdome e dos pulsos do paciente, o médico pode diagnosticar um aneurisma de aorta abdominal utilizando exames complementares como a radiografia simples de abdome, a ultrassonografia abdominal e a tomografia computadorizada. A angiotomografia computadorizada é o exame de escolha para fazer as medidas do aneurisma.

Quando um aneurisma é diagnosticado, o médico encaminha o paciente para fazer um exame cardiovascular completo.

Como é o tratamento?

Nos casos de hemorragia interna em decorrência da ruptura de um aneurisma da aorta, o reparo cirúrgico deve ser imediato.

Aqueles aneurismas em processo de ruptura ou em crescimento rápido têm indicação cirúrgica. No entanto, se o aneurisma é pequeno e não há sintomas, você e seu médico devem decidir se o risco de fazer uma cirurgia é menor do que o risco de sangramento do aneurisma.

O seu médico pode recomendar o acompanhamento do aneurisma com ultrassonografia a cada seis meses, para verificar se o aneurisma está crescendo.

Quanto maior o aneurisma, maior o risco de ruptura.

A cirurgia é geralmente recomendada para pacientes que têm aneurismas maiores que o dobro do diâmetro do vaso não dilatado e para aneurismas que estão crescendo rapidamente. O objetivo é realizar uma cirurgia antes de desenvolver complicações ou sintomas.

Como é a cirurgia?

Existem duas abordagens cirúrgicas:

  • Um reparo aberto (cirurgia convencional), no qual um grande corte é feito no abdome. A porção dilatada do vaso é substituída por uma prótese de material sintético para restabelecer o fluxo sanguíneo.
  • A outra abordagem é chamada de técnica endovascular. Este procedimento coloca uma prótese internamente ao aneurisma e pode ser realizado com um corte menor no abdome, o que proporciona uma recuperação mais rápida. Esta pode ser uma alternativa para tratar pessoas com outros problemas de saúde, mas raramente é feita para casos em que houve sangramento do aneurisma.

Cada caso deve ser avaliado pelo médico assistente.

Como é a resposta ao tratamento?

O resultado geralmente é bom se um cirurgião experiente repara o aneurisma antes dele se romper. No entanto, menos de 80% dos pacientes sobrevivem a uma ruptura de aneurisma abdominal.

Quais são as complicações possíveis de um aneurisma não tratado?

A complicação mais frequente é a rotura do aneurisma da aorta abdominal e constitui uma verdadeira emergência médica. Mas podem ocorrer outras complicações como:

  • Trombose ou embolia das artérias abaixo do aneurisma.
  • Dissecção aórtica: é como uma rachadura na parede da aorta que faz com que o sangue circule entre as camadas da parede deste vaso. É uma emergência médica que pode levar à morte rapidamente.
  • Choque hipovolêmico.
  • Insuficiência renal.

O que fazer para evitar os aneurismas?

Para reduzir o risco de aneurismas devemos:

  • Ter uma dieta saudável.
  • Praticar exercícios físicos regularmente.
  • Parar de fumar (caso seja fumante).
  • Reduzir o estresse.
  • Reduzir o colesterol.
  • Controlar a pressão arterial e a glicemia.

Homens com mais de 65 anos, que já fumaram, devem fazer uma ultrassonografia abdominal pelo menos uma vez como um exame de triagem de aneurismas abdominais.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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