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Alcalose: como ela é?

Monday, February 29, 2016
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Alcalose: como ela é?

O que é alcalose?

É a condição causada por um excesso de substâncias básicas (alcalinas) nos fluidos corporais, motivando um pH sanguíneo elevado. O pH normal do sangue gira em torno de 7,45. A alcalose é o oposto da acidose, que é o excesso de substâncias ácidas nos fluidos corporais. Há dois tipos de alcalose: metabólica e respiratória, podendo haver uma combinação de ambas.

Quais são as causas da alcalose?

Os pulmões, através da respiração, e os rins, através da filtração glomerular, mantêm o equilíbrio apropriado dos produtos químicos chamados ácidos e básicos no organismo. A diminuição do nível de dióxido de carbono (um ácido) ou o aumento de bicarbonato (uma base) fazem o organismo tornar-se muito alcalino, gerando uma condição chamada de alcalose.

A alcalose respiratória é causada por níveis baixos de dióxido de carbono no sangue, o que pode ser devido à febre, mal-estar em altas altitudes, falta de oxigênio, doença hepática ou pulmonar ou intoxicação por salicilato.

A alcalose metabólica é causada por excesso de bicarbonato no sangue, o que pode ocorrer por causa de determinadas doenças renais. A alcalose metabólica hipoclorêmica é causada por uma deficiência ou perda extrema de cloreto, como pode ocorrer com vômitos persistentes. A alcalose metabólica hipopotassêmica é causada pela resposta renal para uma deficiência ou perda extrema de potássio, que pode acontecer quando a pessoa toma certos diuréticos.

A alcalose compensada ocorre quando o corpo retorna o equilíbrio ácido-base ao normal nos casos de alcalose, mas os níveis de bicarbonato e dióxido de carbono permanecem anormais.

Qual é a fisiopatologia da alcalose?

A alcalose respiratória pode ser devida a um desequilíbrio ácido/básico resultante de hiperventilação, por exemplo. Na alcalose metabólica esse desequilíbrio pode ser causado pela perda de ácido clorídrico do estômago, uso de diuréticos, desidratação grave, distúrbios endócrinos e consumo excessivo de álcalis.

Quais são as principais características clínicas da alcalose?

Os principais sintomas da alcalose são confusão mental, que pode progredir para estupor ou coma, tremor das mãos, tontura, contrações musculares, náuseas, vômitos, dormência ou formigamento na face, mãos ou pés e tetania (espasmos musculares prolongados). A alcalose metabólica, por ser geralmente acompanhada de nível baixo de potássio, ocasiona, por exemplo, fraqueza, dores, cãibras e espasmos musculares.

Como o médico diagnostica a alcalose?

O diagnóstico deve partir de uma história clínica que levante os sintomas, de um detalhado exame físico e de exames laboratoriais que incluam uma gasometria arterial e testes de painel metabólico básico para confirmar alcalose e determinar se ela é respiratória ou metabólica. Outros exames para determinar a causa da alcalose podem ser exame de urina, inclusive a determinação do pH da urina. Uma alcalemia (presença de alcalinidade no sangue) ocorre quando o pH do soro é maior do que o normal, ou seja, 7,45 ou superior.

Como o médico trata a alcalose?

O tratamento da alcalose dependerá da sua causa. Para a alcalose causada por hiperventilação, a respiração em um saco fechado, de papel ou plástico, permite que o indivíduo possa reter mais dióxido de carbono no corpo, o que pode melhorar a alcalose.

Os medicamentos podem ser necessários para corrigir a perda de produtos químicos, tais como cloreto de potássio. Além disso, o médico deve monitorar temperatura, pulso, respiração e pressão arterial de todos os pacientes com este quadro.

Como evolui a alcalose?

A maioria dos casos de alcalose responde bem aos tratamentos.

Como prevenir a alcalose?

A prevenção da alcalose também depende da sua causa. Normalmente, as pessoas com rins e pulmões saudáveis não têm alcalose grave.

Quais são as complicações possíveis da alcalose?

Sem tratamento ou com um tratamento inadequado, as complicações da alcalose podem incluir arritmias cardíacas, coma e desequilíbrio eletrolítico.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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