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Fibrilação atrial: o que é? Quais as causas? Quais os sintomas? Como são feitos o diagnóstico e o tratamento? Como evolui? Tem jeito de evitar?

Thursday, December 12, 2013
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Fibrilação atrial: o que é? Quais as causas? Quais os sintomas? Como são feitos o diagnóstico e o tratamento? Como evolui? Tem jeito de evitar?

O que é fibrilação atrial?

A fibrilação atrial acontece quando os átrios cardíacos (câmaras superiores do coração) não se movimentam como normalmente, mas tremulam ou fibrilam, ao invés de contraírem, levando a uma frequência cardíaca irregular e muito rápida. Isso acontece porque o nó sinusal não emite compassadamente um estímulo único em direção ao nó atrioventricular, mas um grande número deles (300 a 600 por minuto). Assim, o coração bate descompassada e aceleradamente e o bombeamento do sangue para o resto do corpo deixa de ser suficiente, porque cada sístole (contração do coração) só expele uma quantidade de sangue reduzida. A fibrilação atrial pode ser paroxística, só durar um pequeno tempo e parar por si só; persistente, quando não para por si mesma, mas apenas com intervenção médica e permanente, quando não pode ser reparada mesmo com intervenção médica.

Quais são as causas da fibrilação atrial?

Nem sempre as causas da fibrilação atrial se tornam conhecidas. Em cada caso específico a causa pode ser uma anomalia cardíaca congênita, um dano ao coração devido a um ataque cardíaco ou um problema numa válvula cardíaca, mas mesmo pessoas com coração normal podem vir a sofrer fibrilação atrial. Nesses casos, ela geralmente está associada à ingestão de álcool, drogas ou alterações nas concentrações de alguns eletrólitos sanguíneos. Histórico familiar de fibrilação atrial, uma idade avançada e distúrbios cardíacos congênitos são fatores que aumentam o risco da enfermidade. Algumas enfermidades cardíacas ou relacionadas ao coração podem causar essa condição, tais como, hipertensão arterial, doença coronariana, insuficiência cardíaca, alterações das válvulas cardíacas, doenças congênitas do coração, doença pulmonar crônica, hipertireoidismo, etc.

Quais são os principais sinais e sintomas da fibrilação atrial?

Os principais sinais e sintomas da fibrilação atrial são devidos à má circulação do sangue. São eles:

  • Fraqueza, cansaço e falta de ar ao menor esforço.
  • Palpitações e sensações de coração acelerado e irregular.
  • Dor no peito, tonteiras e desmaios.

A fibrilação atrial pode fazer piorar as enfermidades cardíacas já existentes, como a insuficiência cardíaca ou as doenças coronarianas, por exemplo. Algumas pessoas, no entanto, não apresentam sintomas e só descobrem que têm fibrilação atrial em uma consulta médica de rotina ou realizada por outro motivo.

Como o médico diagnostica a fibrilação atrial?

O diagnóstico da fibrilação atrial pode ser feito pelos relatos do paciente, pelo exame físico realizado pelo médico e confirmado pelo eletrocardiograma, teste de resistência e por dispositivos de monitoramento cardíaco de longo prazo.

Como o médico trata a fibrilação atrial?

O tratamento da fibrilação atrial deve visar abolir a causa, quando possível, restituir o ritmo cardíaco normal e prevenir a formação de coágulos. Ele pode ser feito com medicações, cardioversão (um tipo especial de choque elétrico) ou procedimentos de ablação por cateter ou por cirurgia (cauterização do tecido cardíaco em pontos de onde emanam os estímulos para a fibrilação atrial).

Como evolui a fibrilação atrial?

Mesmo que não apresente sintomas, a fibrilação atrial deve ser considerada uma enfermidade grave, em virtude das suas potenciais complicações.

A fibrilação atrial pode causar insuficiência cardíaca e formar coágulos sanguíneos no coração que podem se desprender e levar ao entupimento de artérias em diversas partes do corpo causando, por exemplo, um acidente vascular cerebral.

Como prevenir a fibrilação atrial?

Alguns fatores de risco podem ser controlados, com objetivo de tentar evitar a fibrilação atrial: níveis de colesterol, pressão arterial, uso de tabaco, cafeína ou álcool, obesidade, sedentarismo, etc.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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