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Asma brônquica. Saiba mais.

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O que é?

A asma1 brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que se manifesta como crises de falta de ar devidas a um edema2 da mucosa3 brônquica que resulta na contração dos brônquios4 e bronquíolos5, motivando diminuição de seu diâmetro e consequente redução ou obstrução total do fluxo de ar. Esse estreitamento geralmente é reversível, espontaneamente ou através de medicações, porém pode também tornar-se permanente. Além da presença de células6 inflamatórias nas vias aéreas tem-se também exsudação7 de plasma8, hipertrofia9 dos músculos10 brônquicos, rolhas de muco e descamação11 do epitélio12, o que ajuda na obstrução dos tubos respiratórios. Tudo isso é devido à interação de fatores genéticos e ambientais.

Quais as causas da asma1 brônquica?

Não se conhece bem as razões pelas quais uma pessoa se torna asmática, mas depois de adquirida a doença os pulmões13 reagem a estímulos que desencadeiam crises de asma1, tais como alterações climáticas, cheiros fortes, poeira, mofo, tabaco, pólen, fumaça, pelos e alguns alimentos ou medicamentos. Esses estímulos são “gatilhos” que podem desencadear crises de asma1 ou piorar a inflamação14 crônica das vias aéreas. Outros fatores como irritantes químicos, estímulos emocionais, atividade física exagerada e reações a determinados medicamentos podem provocar crises, mas não agravam a inflamação14 subjacente.

Apesar de poder-se constatar certa predisposição genética, a asma1 não é uma doença hereditária. Se um dos pais sofrer de asma1, o risco de o filho ter a doença será de 25%, mas se os dois pais forem asmáticos essa proporção sobe para cerca de 50%. Cerca de 30% dos familiares próximos (irmãos, tios e avós) de um asmático sofrem do mesmo mal. Contudo, mesmo que ambos os pais não tenham a doença o filho poderá tê-la.

Quais os sinais15 e sintomas16 da asma1 brônquica?

Os sintomas16 da asma1 brônquica aparecem de forma cíclica, com períodos de piora (crises asmáticas). Os principais sinais15 ou sintomas16 são tosse seca ou produtiva (quase sempre expectoração17 tipo "clara de ovo18"), dificuldade respiratória, chiado no peito19. O diagnóstico20 é principalmente clínico e é feito com base em sinais15 e sintomas16 relatados pelos pacientes.

Na ausculta21 do tórax22 o médico poderá constatar sibilos nos pulmões13, resultantes do trânsito do ar pelas passagens estreitas das vias respiratórias. Fora das crises o exame físico pode ser completamente normal. A radiografia do tórax22, os exames de sangue23 e a espirometria24 podem auxiliar no diagnóstico20. A análise dos valores de óxido nítrico exalado e da fração do oxido nítrico exalado, além de ajudar no diagnóstico20, permite avaliar o tratamento.

Qual o tratamento da asma1 brônquica?

O tratamento da asma1 brônquica é feito em dois momentos distintos: asma1 crônica e crises agudas de asma1.

O tratamento da asma1 crônica consta de drogas que melhorem o fluxo aéreo e medicações anti-inflamatórias, principalmente à base de corticoides.

As crises asmáticas são situações de emergência25. No tratamento das crises, usam-se de maneira mais incisiva os corticoesteroides parenterais, os agonistas β-adrenérgicos26 e os anticolinérgicos.

Como é feita a prevenção?

Na prevenção da asma1, são importantes as medidas educativas, as quais visam sobretudo evitar o contato com os elementos desencadeantes. Além do aconselhamento médico, quanto à necessidade de uso de alguma medicação que evite futuras crises de asma1.

Um clínico geral ou um pneumologista devem se consultados para maiores esclarecimentos.

ABCMED, 2011. Asma brônquica. Saiba mais.. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/244635/asma+bronquica+saiba+mais.htm>. Acesso em: 14 nov. 2018.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
2 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
3 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
4 Brônquios: A maior passagem que leva ar aos pulmões originando-se na bifurcação terminal da traquéia. Sinônimos: Bronquíolos
5 Bronquíolos: A maior passagem que leva ar aos pulmões originando-se na bifurcação terminal da traquéia.
6 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
7 Exsudação: Líquido que, transudando pelos poros de uma planta ou de um animal, adquire consistência viscosa na superfície onde aparece.
8 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
9 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
10 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
11 Descamação: 1. Ato ou efeito de descamar(-se); escamação. 2. Na dermatologia, fala-se da eliminação normal ou patológica da camada córnea da pele ou das mucosas. 3. Formação de cascas ou escamas, devido ao intemperismo, sobre uma rocha; esfoliação térmica.
12 Epitélio: Epitélio ou tecido epitelial é um tecido constituído por células justapostas, ou seja, intimamente unidas entre si. Sua principal função é revestir a superfície externa do corpo, os órgãos e as cavidades corporais internas. Os epitélios são eficientes barreiras contra a entrada de agentes invasores e a perda de líquidos corporais. Eles têm também funções secretoras, sensoriais e de absorção. O tecido epitelial é um dos quatro tipos de tecidos básicos do nosso organismo, juntamente com os tecidos conjuntivo, muscular e nervoso.
13 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
14 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
15 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
16 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
17 Expectoração: Ato ou efeito de expectorar. Em patologia, é a expulsão, por meio da tosse, de secreções provenientes da traqueia, brônquios e pulmões; escarro.
18 Ovo: 1. Célula germinativa feminina (haploide e madura) expelida pelo OVÁRIO durante a OVULAÇÃO. 2. Em alguns animais, como aves, répteis e peixes, é a estrutura expelida do corpo da mãe, que consiste no óvulo fecundado, com as reservas alimentares e os envoltórios protetores.
19 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
20 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
21 Ausculta: Ato de escutar os ruídos internos do organismo, para controlar o funcionamento de um órgão ou perceber uma anomalia; auscultação.
22 Tórax: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original Sinônimos: Peito; Caixa Torácica
23 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
24 Espirometria: Exame que permite aferir o fluxo de ar nas vias aéreas ou brônquios, comparando os resultados com os obtidos por pessoas saudáveis com a mesma idade e altura. Serve para a investigação de sintomas respiratórios; diagnóstico e avaliação de asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou bronquite causada pelo cigarro; incapacidade funcional; avaliação pós-operatória e avaliação e diagnóstico de doenças respiratórias relacionadas ao trabalho. O exame têm duração média de 30 minutos.
25 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
26 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.

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Comentários

29/12/2013 - Comentário feito por Artur
Re: Asma brônquica. Saiba mais.
Preciso saber:A asma pode causar inchaço no ombro, pois qdo tenho crise me incha o ombro principalmente lado esquerdo, proximo ao pescoço.

17/11/2011 - Comentário feito por Adriano
Re: Asma brônquica. Saiba mais.
Muito, interessante, deve ser divulgado mais, o volume de portadores dessa enfermidade não é discreto, e há tambem terapias alternativas complementares que produz exito na diminuição de crises dessa doença crônica, como é ocaso de Acupuntura, que por sua vez há uma várias formas de emprego e exito como suporte terapeutico e como tratamento coadjuvante, bem como protagonista fora das crise, para evitar efeitos colaterais indesejáveis de alguns farmacos.

31/10/2011 - Comentário feito por climerio
Re: Asma brônquica. Saiba mais.
causa uma acidose por segurar esse CO2 q tinha q ser jogado fora

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