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Como prevenir a hipertensão arterial?

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O que fazer para prevenir a pressão alta?

  • Controle do peso

Confira o seu índice de massa corporal1. Basta fazer o cálculo2 do seu peso em quilogramas dividido pelo quadrado da sua altura em metros. O resultado deve estar situado em um índice de massa corporal1 entre 20 kg/m² e 25 kg/m². E a medida da circunferência abdominal deve ser inferior a 102 cm para homens e 88 cm para mulheres.

Para manter o seu peso em uma faixa ideal, você deve seguir uma dieta hipocalórica3 balanceada orientada individualmente por um nutricionista4, evitando o jejum ou o uso de dietas "milagrosas", que causam mais danos ao organismo que benefícios. Esta dieta deve constituir-se de uma mudança em busca da ingestão de alimentos mais saudáveis que respeitem suas preferências.

O aumento de atividade física diária deve estar associado à mudança de hábitos alimentares. Esta prática deve ser orientada e estimulada por profissionais com treinamento específico e com prévia avaliação médica.

O uso de anorexígenos5 - remédios para emagrecer - não é aconselhável pelo risco de complicações cardiovasculares.

Esses objetivos devem ser permanentes, evitando-se grandes e indesejáveis flutuações do peso.

A perda de peso é muito importante, pois a diminuição de 5% a 10% do peso corporal inicial já é suficiente para reduzir a pressão arterial6, além de estar relacionada à queda da insulinemia, à redução da sensibilidade ao sódio e à diminuição da atividade do sistema nervoso7 simpático8. Mas o mais importante é a manutenção do peso alcançado com as mudanças de hábitos citadas acima.

  • Redução da ingestão de sal (cloreto de sódio)

Limitar a ingestão diária de sódio ao máximo de 2,4 g de sódio ou 6 g de cloreto de sódio (uma colher de chá). Esse total deve incluir o sódio contido nos alimentos naturais e manufaturados. O sal é considerado um fator importante no desenvolvimento e na intensidade da hipertensão arterial9. Sua restrição também está associada a uma redução da mortalidade10 por acidente vascular11 encefálico e regressão da hipertrofia12 ventricular esquerda (aumento da musculatura do ventrículo esquerdo do coração13).

Na prática, devem ser evitados alimentos enlatados, conservas, embutidos e defumados. Utilizar o mínimo de sal no preparo dos alimentos, além de evitar o uso de saleiro à mesa, durante as refeições. Para que o efeito hipotensor máximo da restrição salina se manifeste, é necessário um intervalo de pelo menos 8 semanas.

São exemplos de alimentos ricos em sal:

  1. Sal de cozinha (cloreto de sódio) e temperos industrializados;
  2. Alimentos industrializados14 (ketchup, mostarda, molho shoyu, caldos concentrados); Embutidos (salsicha, mortadela, lingüiça, presunto, salame, paio);
  3. Conservas (picles, azeitona, aspargo, palmito);
  4. Enlatados (extrato de tomate, milho, ervilha);
  5. Bacalhau, carne seca, defumados;
  6. Aditivos (glutamato monossódico) utilizados em alguns condimentos e sopas de pacote;
  7. Queijos em geral.
  • Aumento da ingestão de potássio

É recomendável que a ingestão diária de potássio fique entre 2 e 4g, contidos em uma dieta rica em frutas e vegetais frescos.

A ingestão do potássio pode ser aumentada pela escolha de alimentos pobres em sódio e ricos em potássio (feijão, ervilha, vegetais de cor verde-escuro, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata inglesa e laranja).

Existe a possibilidade de o potássio exercer efeito anti-hipertensivo, ter ação protetora contra danos cardiovasculares e servir como medida auxiliar em pacientes submetidos a terapia com diuréticos15 - que expoliam o potássio, desde que não existam contra-indicações.

  • Redução ou abandono da ingestão de álcool

O consumo excessivo de álcool eleva a pressão arterial6, causa variações nos níveis pressóricos16, aumenta a prevalência17 de hipertensão18, é fator de risco19 para acidente vascular11 encefálico, além de ser uma das causas de resistência a medicamentos anti-hipertensivos.

Para os hipertensos do sexo masculino que fazem uso de bebida alcoólica, é aconselhável que o consumo não ultrapasse 30 ml de etanol/dia, contidos em 60 ml de bebidas destiladas (uísque, vodca, aguardente, etc.), 240 ml de vinho ou 720 ml de cerveja. Em relação às mulheres e indivíduos de baixo peso, a ingestão alcoólica não deve ultrapassar 15 ml de etanol/dia - metade do preconizado para os homens. Aos pacientes que não conseguem se enquadrar nesses limites de consumo, sugere-se o abandono do consumo de bebidas alcoólicas.

  • Prática regular de exercícios físicos

Praticar exercícios físicos aeróbios por um período de 30 a 45 minutos por dia, três a cinco vezes por semana é um bom começo.

O exercício físico regular reduz a pressão arterial6, além de contribuir para a diminuição do peso corporal e de ter ação coadjuvante20 no tratamento das dislipidemias, da resistência à insulina21, do abandono do tabagismo e do controle do estresse. Contribui, ainda, para a redução do risco de indivíduos normotensos desenvolverem hipertensão18.

O baixo nível de condicionamento físico está associado a maior risco de óbito22 por doenças coronarianas e cardiovasculares em homens sadios, independentemente dos fatores de risco convencionais.

Exercícios isométricos, como levantamento de peso, não são recomendáveis para indivíduos hipertensos. Pacientes em uso de medicamentos anti-hipertensivos que interferem na freqüência cardíaca (como, por exemplo, betabloqueadores) devem ser previamente submetidos a avaliação médica.

  • Suplemento de cálcio e magnésio

Manter ingestão adequada de cálcio e magnésio. A suplementação23 dietética ou farmacológica desses cátions ainda não tem embasamento científico suficiente para ser recomendada como medida preventiva.

A manutenção de ingestão adequada de cálcio é uma medida recomendável na prevenção da osteoporose24.

  • Combate ao tabagismo

O cigarro eleva agudamente a pressão arterial6 e favorece o desenvolvimento e as complicações da aterosclerose25 - doença crônica e degenerativa26 que leva à obstrução das artérias27 por depósito de gorduras em seu interior. A interrupção do fumo reduz o risco de acidente vascular11 encefálico - derrame28, de doença isquêmica do coração13 - infarto29, de doença vascular11 arterial periférica - trombose30 e de morte súbita.

A exposição ao fumo (tabagismo passivo) também deve ser evitada, pois o tabagismo é a mais importante causa modificável de morte.

  • Controle das Dislipidemias

A hipercolesterolemia31 - aumento do colesterol32 ruim no sangue33 ou LDL34-colesterol32 é um dos maiores fatores de risco cardiovascular. Os alimentos ricos em colesterol32 ou em gorduras saturadas35 são: porco (banha, carne, bacon, torresmo), carne de gado com gordura36 visível, lingüiça, salame, mortadela, presunto, salsicha, sardinha, miúdos (coração13, moela, fígado37, miolos, rim38), dobradinha, caldo de mocotó, frutos do mar (camarão, mexilhão, ostras), pele39 de frango, couro de peixe, leite integral, creme de leite, nata, manteiga, gema de ovo40 e suas preparações, frituras com qualquer tipo de gordura36, óleo, leite e polpa de coco, azeite de dendê, castanhas, amendoim, sorvetes, chocolate e derivados.

O HDL41-colesterol32 - conhecido como bom colesterol32 - quando está baixo, pode ser aumentado em resposta à redução do peso, à prática de exercícios físicos e à suspensão do hábito de fumar.

O aumento dos triglicerídeos deve ser tratado com medidas dietéticas, como a redução da ingestão de carboidratos simples e de bebidas alcoólicas. Quando necessário, recomenda-se o uso de fibratos, prescritos por seu médico. Entre os alimentos que aumentam os triglicérides42 estão todas as preparações que contenham açúcar43. Mel e derivados, cana de açúcar43, garapa, melado, rapadura, bebidas alcoólicas e todos os alimentos ricos em gordura36.

Como medidas dietéticas gerais recomenda-se aumentar o conteúdo de fibras da dieta, substituir os carboidratos simples (açúcar43, mel e doces) pelos complexos (massas, cereais, frutas, grãos, raízes e legumes), restringir bebidas alcoólicas, reduzir a ingestão de gorduras saturadas35, utilizando preferencialmente gorduras mono e poliinsaturadas na dieta.

  • Manejo da Intolerância à glicose44 e do Diabetes Mellitus45

Resistência à insulina21 e diabetes melito46 são condições freqüentemente associadas à hipertensão arterial9, favorecendo a ocorrência de doenças cardiovasculares47, principalmente coronarianas. Sua prevenção tem como base a redução da ingestão calórica, a prática regular de exercícios físicos aeróbios e a redução da ingestão de açúcares simples.

  • Menopausa48

A diminuição da atividade estrogênica - estrôgenio é um dos hormônios femininos - após a menopausa48 aumenta de duas a quatro vezes o risco cardiovascular. A reposição estrogênica após a menopausa48 não está contra-indicada para
mulheres hipertensas, pois tem pouca interferência sobre a pressão arterial6. Converse com seu ginecologista sobre isto.

É importante lembrar que a reposição hormonal é contra-indicada para mulheres de alto risco cardiovascular. Como um pequeno número de mulheres apresenta elevação da pressão arterial6, há necessidade de avaliação periódica da pressão após o início da reposição.

Devido ao aumento de risco de eventos coronarianos, cerebrovasculares e tromboembolismo49 venoso, a terapia de reposição hormonal não deve ser utilizada com o intuito de promover proteção cardiovascular.

  • Estresse oxidativo

Acumulam-se evidências de que o estresse oxidativo é um fator de risco19 relevante para doença cardiovascular, podendo associar-se com dieta hipercalórica e pobre em frutas e vegetais. A correção desse desvio alimentar pode minimizar esse risco. Todavia, a recomendação para suplementar antioxidantes requer evidências mais consistentes.

  • Estresse psicológico

A redução do estresse psicológico é recomendável para diminuir a sobrecarga de influências neuro-humorais do sistema nervoso central50 sobre a circulação51. Contudo, a eficácia de técnicas terapêuticas de combate ao estresse com vistas à prevenção e ao tratamento da hipertensão arterial9 ainda não está estabelecida universalmente.

Há evidências de possíveis efeitos do estresse psicossocial na pressão arterial6 relacionadas a "condições estressantes", tais como pobreza, insatisfação social, baixo nível educacional, desemprego, inatividade física e, em especial, aquelas atividades profissionais caracterizadas por altas demandas psicológicas e baixo controle dessas situações.

Técnicas de relaxamento, tais como ioga, biofeedback, meditação transcendental, tai chi chuan e psicoterapia, não são superiores a técnicas fictícias ou a automonitorização.

  • Medicamentos que podem aumentar a pressão arterial6


Algumas medicações podem influenciar a sua pressão. Se você faz uso de algum dos medicamentos citados abaixo, converse com o seu médico. Ele saberá como você deve agir.

Anticoncepcionais orais, antiinflamatórios não-esteróides, anti-histamínicos e descongestionantes, antidepressivos tricíclicos, corticosteróides, esteróides anabolizantes, vasoconstritores nasais, carbenoxolona, ciclosporina, inibidores da monoaminoxidase52 (IMAO53), chumbo, cádmio, tálio54, alcalóides derivados do "ergot", moderadores do apetite, hormônios tireoideanos (altas doses), antiácidos55 ricos em sódio e eritropoetina56.

  • Outras dicas de alimentação mais saudável

 

  • Recomenda-se aumentar o conteúdo de fibras da dieta (grãos, frutas, cereais integrais, hortaliças e legumes, preferencialmente crus).
  • Preparar as carnes de aves sem a pele39 e os peixes sem o couro, retirar a gordura36 visível das carnes vermelhas, evitar o uso de gorduras saturadas35 no preparo dos alimentos, dar preferência aos produtos desnatados e às margarinas cremosas.
  • São exemplos de óleos insaturados: soja, canola, oliva, milho, girassol e algodão, usar preferencialmente os três primeiros.
  • Evitar o uso de óleo de coco e dendê.
  • Evitar frituras. Ingerir alimentos cozidos, assados, grelhados ou refogados.
  • Preferir ervas, especiarias e limão para temperar os alimentos.

Note que os alimentos não são proibidos na sua dieta. Todos nós temos direito a um churrasquinho no final de semana, junto com os amigos. O que deve estar na sua mente é que é possível ficar bem com uma dieta mais equilibrada. O benefício para o seu organismo compensa o seu esforço de mudança. Você se sentirá mais ativo e com mais disposição para as tarefas diárias. Sua produtividade vai aumentar e, com ela, todos os resultados serão alcançados mais rapidamente.

  • Mude seus hábitos e viva tranqüilo

Essas medidas preventivas devem ser adotadas desde a infância. Toda a família deve participar e colaborar na melhoria da qualidade de vida. Uma vez que bons hábitos são adquiridos, fica fácil mantê-los. Controle do peso, dieta balanceada e prática de exercícios físicos regulares são medidas simples, que, quando implementadas desde fases precoces da vida, representam benefício potencial sobre o perfil de risco para doenças cardíacas e vasculares57.

A presença de fatores de risco não-modificáveis, tais como homens com mais de 45 anos e mulheres com mais de 55 anos, parentes de primeiro grau com doença coronariana58 em idades prematuras (homens com menos de 55 anos e mulheres com menos de 65 anos), significa que é necessário um maior rigor no controle dos fatores de risco modificáveis.

Uma equipe de apoio com profissionais de especialidades diferentes como nutricionistas, enfermeiros, médicos e professores de educação física podem auxiliá-lo a seguir um programa preparado especialmente para você.

Também é interessante participar de grupos de hipertensos para conhecer pessoas que, na mesma situação, muitas vezes se adaptam de forma prazerosa às novas atividades. Também é uma ótima oportunidade para criar novos amigos.


 
Fontes:
Manuais de Cardiologia
III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial9
V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial9

ABCMED, 2008. Como prevenir a hipertensão arterial?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/hipertensao-arterial/22820/como-prevenir-a-hipertensao-arterial.htm>. Acesso em: 18 dez. 2018.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
2 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
3 Hipocalórica: Que é pouco calórica.
4 Nutricionista: Especialista em nutricionismo, ou seja, especialista no estudo das necessidades alimentares dos seres humanos e animais, e dos problemas relativos à nutrição.
5 Anorexígenos: Que ou o que provoca anorexia (diz-se de substância ou droga), ou seja, que ou o que produz falta ou perda de apetite.
6 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
7 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
8 Simpático: 1. Relativo à simpatia. 2. Que agrada aos sentidos; aprazível, atraente. 3. Em fisiologia, diz-se da parte do sistema nervoso vegetativo que põe o corpo em estado de alerta e o prepara para a ação.
9 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
10 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
11 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
12 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
13 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
14 Alimentos industrializados: São aqueles que passam por processamento industrial (larga escala) ou doméstico, contendo elementos químicos. Este processo de transformação, mesmo que caseiro, é percebido como menos saudável que o natural. Geralmente estes produtos sofrem junção com outro tipo de produto, como conservantes, ou alterações em sua temperatura. Exemplo: qualquer produto enlatado, engarrafado ou embutidos.
15 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
16 Níveis pressóricos: Em cardiologia, níveis pressóricos são os níveis de pressão arterial.
17 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
18 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
19 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
20 Coadjuvante: Que ou o que coadjuva, auxilia ou concorre para um objetivo comum.
21 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
22 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
23 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
24 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
25 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
26 Degenerativa: Relativa a ou que provoca degeneração.
27 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
28 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
29 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
30 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
31 Hipercolesterolemia: Aumento dos níveis de colesterol do sangue. Está associada a uma maior predisposição ao desenvolvimento de aterosclerose.
32 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
33 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
34 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
35 Gorduras saturadas: Elas são encontradas principalmente em produtos de origem animal. Em temperatura ambiente, apresentam-se em estado sólido. Estão nas carnes vermelhas e brancas (principalmente gordura da carne e pele das aves e peixes), leite e seus derivados integrais (manteiga, creme de leite, iogurte, nata) e azeite de dendê.
36 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
37 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
38 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
39 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
40 Ovo: 1. Célula germinativa feminina (haploide e madura) expelida pelo OVÁRIO durante a OVULAÇÃO. 2. Em alguns animais, como aves, répteis e peixes, é a estrutura expelida do corpo da mãe, que consiste no óvulo fecundado, com as reservas alimentares e os envoltórios protetores.
41 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
42 Triglicérides: A principal maneira de armazenar os lipídeos no tecido adiposo é sob a forma de triglicérides. São também os tipos de lipídeos mais abundantes na alimentação. Podem ser definidos como compostos formados pela união de três ácidos graxos com glicerol. Os triglicérides sólidos em temperatura ambiente são conhecidos como gorduras, enquanto os líquidos são os óleos. As gorduras geralmente possuem uma alta proporção de ácidos graxos saturados de cadeia longa, já os óleos normalmente contêm mais ácidos graxos insaturados de cadeia curta.
43 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
44 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
45 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
46 Diabetes melito: Condição caracterizada por hiperglicemia resultante da inabilidade do organismo para usar a glicose sangüínea para produzir energia. No diabetes tipo 1, o pâncreas não mais produz insulina. Assim, a glicose não pode entrar nas células para ser usada como energia. No diabetes tipo 2, o pâncreas também não produz quantidade suficiente de insulina, ou então o organismo não é capaz de usar corretamente a insulina produzida.
47 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
48 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
49 Tromboembolismo: Doença produzida pela impactação de um fragmento de um trombo. É produzida quando este se desprende de seu lugar de origem, e é levado pela corrente sangüínea até produzir a oclusão de uma artéria distante do local de origem do trombo. Esta oclusão pode ter diversas conseqüências, desde leves até fatais, dependendo do tamanho do vaso ocluído e do tipo de circulação do órgão onde se deu a oclusão.
50 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
51 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
52 Inibidores da monoaminoxidase: Tipo de antidepressivo que inibe a enzima monoaminoxidase (ou MAO), hoje usado geralmente como droga de terceira linha para a depressão devido às restrições dietéticas e ao uso de certos medicamentos que seu uso impõe. Deve ser considerada droga de primeira escolha no tratamento da depressão atípica (com sensibilidade à rejeição) ou agente útil no distúrbio do pânico e na depressão refratária. Pode causar hipotensão ortostática e efeitos simpaticomiméticos tais como taquicardia, suores e tremores. Náusea, insônia (associada à intensa sonolência à tarde) e disfunção sexual são comuns. Os efeitos sobre o sistema nervoso central incluem agitação e psicoses tóxicas. O término da terapia com inibidores da MAO pode estar associado à ansiedade, agitação, desaceleração cognitiva e dor de cabeça, por isso sua retirada deve ser muito gradual e orientada por um médico psiquiatra.
53 IMAO: Tipo de antidepressivo que inibe a enzima monoaminoxidase (ou MAO), hoje usado geralmente como droga de terceira linha para a depressão devido às restrições dietéticas e ao uso de certos medicamentos que seu uso impõe. Deve ser considerada droga de primeira escolha no tratamento da depressão atípica (com sensibilidade à rejeição) ou agente útil no distúrbio do pânico e na depressão refratária. Pode causar hipotensão ortostática e efeitos simpaticomiméticos tais como taquicardia, suores e tremores. Náusea, insônia (associada à intensa sonolência à tarde) e disfunção sexual são comuns. Os efeitos sobre o sistema nervoso central incluem agitação e psicoses tóxicas. O término da terapia com inibidores da MAO pode estar associado à ansiedade, agitação, desaceleração cognitiva e dor de cabeça, por isso sua retirada deve ser muito gradual e orientada por um médico psiquiatra.
54 Tálio: É o elemento químico de número atômico 81.
55 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
56 Eritropoetina: É uma glicoproteína que controla a eritropoiese, ou seja, a produção de células vermelhas do sangue.
57 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
58 Doença coronariana: Doença do coração causada por estreitamento das artérias que fornecem sangue ao coração. Se o fluxo é cortado, o resultado é um ataque cardíaco.
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Comentários

10/10/2014 - Comentário feito por Fernanda
Amei o site. Estou cursando Gerência em S...
Amei o site. Estou cursando Gerência em Saúde e precisando de pesquisas para apresentar na universidade. contente com meus resultados....encontrei aqui todas as respostas que precisava.

29/05/2014 - Comentário feito por Cleude
Bom dia! Essa reportagem não teria melhor hora ...
Bom dia!
Essa reportagem não teria melhor hora pra ter vindo pro meu e-mail, pois tive uma cirurgia adiada por não me sair nada bem no risco cirúrgico, sou hipertensa, porém estava deixando a desejar alguns pontos que acabei de observar e irei a partir de hoje, as 08:45, dia 29/05/2014, com peso 60kg, altura 1,57, PA 14/8, adotar pelo menor 85% das dicas que com certeza são verdadeiramente necessárias para uma vida saudável e se Deus quiser farei minha cirurgia o mais breve possível.
Excelente matéria.
Um grande abraços

03/09/2013 - Comentário feito por mauricio
Re: Como prevenir a hipertensão arterial?
Revisão de estudos aponta excesso de uso de remédio para hipertensão leve
Drogas não reduziram ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais em pessoas com pressão arterial de menos de 16 por 10, segundo ONG que revisou dados de 9 mil pacientes; de 20% a 30% das pessoas seriam diagnosticadas erroneamente
Uma revisão de estudos realizada por um painel de especialistas independentes da ONG Cochrane Collaboration aponta que pacientes diagnosticados com hipertensão arterial leve estão sendo medicados em excesso e essas drogas não reduziram ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Os revisores da Cochrane analisaram dados de testes clínicos envolvendo 9 mil pacientes em tratamento de hipertensão leve. A hipertensão leve diz respeito a casos em que a medida da pressão sistólica é de no máximo 159 mmHg e a pressão diastólica, de 99 mmHg. Isso equivale a dizer que o doente com pressão arterial menor que 16 por 10 é considerado um hipertenso leve.
A pesquisa analisou os resultados do tratamento com remédio e os comparou com os de placebo ou nenhum tratamento. A constatação é de que não houve nenhum benefício evidente no grupo de pacientes que tomou remédios. Para os revisores, os resultados demonstram que qualquer benefício, se existir, provavelmente será pequeno.
Excesso. Uma das hipóteses para explicar o excesso de uso de medicação é a chamada “síndrome da pré-doença” ou “pré-hipertensão”. Trata-se de um diagnóstico dado ao paciente que tem fatores de risco e apresenta alguma alteração em determinado exame, mas não necessariamente está doente. Assim, pessoas com hipertensão leve são tratadas da mesma forma que pacientes com casos graves.
“Por muito tempo só era medicado o doente que sofria um evento cardíaco. Mas hoje há inúmeras opções de medicamentos considerados preventivos que, em geral, são prescritos como primeira opção ao paciente que poderia reduzir a hipertensão largando o cigarro, perdendo o peso, reduzindo o sal da alimentação ”, avalia Marcelo Ferraz Sampaio, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.
Outro fator que pode explicar o excesso de diagnóstico é a chamada “síndrome do jaleco branco”, caracterizada pelo aumento da pressão arterial quando o paciente está na frente do médico.
Segundo o cardiologista Weimar Sebba Barroso, presidente do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), de 20% a 30% dos pacientes diagnosticados com hipertensão leve não estão doentes – a alteração aconteceu no consultório, ao acaso.
“A maior dificuldade é fazer um diagnóstico correto da hipertensão leve, já que a medida está sujeita a variações de fatores externos, como a ansiedade. Não dá para medicar o paciente com base num único exame clínico”, diz Barroso. Para ele, num mundo ideal, o correto seria fazer um monitoramento da pressão do paciente por 24 horas, por meio de um aparelho portátil que mede os valores cerca de cem vezes.
“Mas a gente sabe que isso é inviável em saúde pública, por isso os médicos precisam pedir outros exames (como teste de esteira) e medir a pressão do paciente em várias oportunidades antes de dar o diagnóstico”, diz.
“Estima-se que 80% dos pacientes que morrem por conta do AVC e 50% dos que morrem de enfarte são hipertensos. Temos de ter o cuidado de não passar a informação equivocada de que a hipertensão leve não precisa ser tratada”, alerta Barroso.
Fonte: www.estadao.com.br

28/08/2013 - Comentário feito por damiana
Re: Como prevenir a hipertensão arterial?
excelente,bem esclarecido tirei todas minhas duvidas

26/06/2013 - Comentário feito por João
Re: Como prevenir a hipertensão arterial?
EXCELENTE. MUITO ELUCIDATIVO.

17/06/2013 - Comentário feito por kinha
Re: Como prevenir a hipertensão arterial?
costei
este texto da hipertensao

11/04/2013 - Comentário feito por anapaula
Re: Como prevenir a hipertensão arterial?
eu aprendir muito sobre o assunto sitado gostei tambem assss ann y

06/04/2013 - Comentário feito por thayz
Re: Como prevenir a hipertensão arterial?
vlw! me ajudou muito no meu trabalho... sobre hipertensão arterial............

07/03/2013 - Comentário feito por Coleta
Re: Como prevenir a hipertensão arterial?
Adorei a reportagem pois ou hipertensa e tomo medicamento,endo asim com as dicas vou me cuidar bem mais. Obrigada.

19/01/2013 - Comentário feito por natasha
Re: Como prevenir a hipertensão arterial?
vou ficar mais atenta... gostaria de receber toda a reportagem em meu e-mail. obrigada

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