AbcMed

Bioplastia ou preenchimento cutâneo

Friday, December 8, 2017
Avalie este artigo
Bioplastia ou preenchimento cutâneo

O que é bioplastia?

A bioplastia ou preenchimento cutâneo é uma forma de plástica sem cortes nem cirurgia que consiste num implante minimamente invasivo e que visa remodelar partes do corpo com as quais a pessoa não esteja satisfeita. Ela realiza o preenchimento de partes do corpo com determinadas substâncias, visando melhorar seus contornos e dando a elas um aspecto mais jovem e harmônico. Ela é utilizada em regiões corporais que tenham sido extirpadas por acidentes, sofrido reduções pela idade ou simplesmente por razões estéticas.

Em que consiste a bioplastia?

O paciente deve ser informado de como o procedimento irá se desenrolar e de suas possibilidades e riscos. A substância polimetilmetacrilato, biocompatível e de permanência indefinida (a bioplastia é uma plástica definitiva), é injetada por meio de uma espécie de agulha (microcânula) dirigida ao local desejado e inserida através de um pequeno orifício na pele. Esse processo é realizado no consultório, sob anestesia local e em uma única sessão. Estando lúcido, o paciente pode acompanhar todo o procedimento e verificar o resultado imediatamente após o término dele.

O polimetilmetacrilato é constituído por microesferas de acrílico de 40 a 50 micras de diâmetro, de superfície regular, que por seu tamanho (maior que um macrófago) não podem ser absorvidas pelo organismo. Cada milímetro cúbico da substância contém mais ou menos oito milhões de microesferas.

Para que elas atinjam o lugar planejado, devem ser veiculadas dispersas em um gel líquido, este sim, posteriormente, absorvido pelo organismo. Cada uma dessas microesferas, implantadas em definitivo, recebe uma capa rica em colágeno produzida pelo organismo. O mesmo procedimento técnico pode também ser feito com material absorvível, como o ácido hialurônico, por exemplo.

Por que fazer bioplastia?

A bioplastia permite o preenchimento de várias regiões do corpo buscando harmonizar as linhas e as partes corporais entre si. Os locais mais comuns em que a bioplastia é aplicada são a face, principalmente as bochechas, que perdem volume com a idade, e os glúteos.

Em geral, a bioplastia facial visa preencher as maçãs do rosto, alterar o ângulo e o tamanho do nariz, realçar as linhas da mandíbula, refazer as formas labiais, etc.

A bioplastia dos glúteos visa redefinir a forma deles (preencher as depressões trocantéricas nas laterais do bumbum, por exemplo), torná-los maiores e mais empinados.

A bioplastia das mãos procura preencher os espaços criados pela diminuição das massas gordurosas subcutâneas e da musculatura inter-óssea, que ocorrem com o envelhecimento e expõem a saliência de vasos, nervos e tendões. Com isso, diminui ou corrige o aspecto senil das mãos.

A bioplastia peitoral é indicada para pessoas que sofrem hipotrofia ou agenesia do músculo peitoral (síndrome de Poland), reconstituindo, assim, a simetria corporal. E assim por diante...

Saiba mais sobre "Envelhecimento saudável" e "Síndrome de Poland".

E depois da bioplastia?

A bioplastia feita com o polimetilmetacrilato é um procedimento irreversível. Uma vez injetadas, as microesferas aumentam o volume do órgão ou região que as recebeu e não podem mais ser retiradas.

Como evolui a bioplastia?

Após o procedimento, a recuperação costuma ser rápida e simples, com pouco inchaço, rara roxidão (raramente se formam hematomas no local onde é feita a bioplastia) e pouco desconforto. O retorno às atividades rotineiras pode ser imediato.

Quais são as complicações possíveis da bioplastia?

Apesar de muito raras, a bioplastia pode ocasionar algumas complicações sérias, sejam elas devidas a erros de técnica ou a reações graves do organismo à substância utilizada. Por isso, ela deve ser sempre feita e orientada por um profissional especializado (geralmente um cirurgião plástico).

Leia também sobre "Síndrome da distorção da imagem corporal" e "Rugas".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Comentários