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Como é a osteoartrite?

Monday, June 1, 2015
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Como é a osteoartrite?

O que é osteoartrite?

A osteoartrite é a forma mais comum de artrite e ocorre quando a cartilagem que protege a extremidade dos ossos se desgasta com o tempo. Embora possa afetar qualquer articulação do corpo, ela comumente ataca as articulações das mãos, joelhos, coxofemorais e coluna vertebral.

Quais são as causas da osteoartrite?

Não se conhece as causas primárias da osteoartrite. Secundariamente a outras doenças, ela pode ser consequência de traumas, doenças reumatológicas inflamatórias, necrose óssea, injeções intra-articulares repetidas de corticoide, doenças congênitas do esqueleto, doenças metabólicas e endócrinas e de enfermidades em que haja comprometimento dos nervos periféricos, por exemplo.

Sabe-se, contudo, que ela ocorre quando a cartilagem que acolchoa a extremidade dos ossos se deteriora gradualmente. Normalmente, a cartilagem evita a fricção entre os ossos numa articulação; se a cartilagem desaparecer completamente, os ossos atritarão uns contra outros. Os riscos de que isso ocorra é maior nas mulheres, nos idosos, nos obesos, nos traumatismos das articulações, nos diabéticos e nos portadores de outras doenças reumáticas. Certas ocupações ou atividades e certos esportes que implicam em maior uso das articulações levam a uma maior tendência à osteoartrite. Algumas pessoas parecem também herdar uma maior tendência a essa condição.

Quais são os principais sinais e sintomas da osteoartrite?

Geralmente os sintomas da osteoartrite se desenvolvem lentamente, piorando com o passar do tempo. Os principais sinais e sintomas da osteoartrite são dor ao movimento, frouxidão das articulações, rigidez da articulação (mais acentuada aos primeiros passos de uma caminhada, como ao levantar-se, pela manhã) perda de flexibilidade, sensação de ranger e formação de espinhas ósseas.

Como o médico diagnostica a osteoartrite?

O diagnóstico de osteoartrite baseia-se na história clínica e no exame físico. O médico procurará por frouxidão articular, inchaço e vermelhidão e pelo ranger ao mover a articulação. Exames de imagens, como os radiografias que mostrarão espaços interósseos diminuídos e a ressonância magnética que detecta o adelgaçamento ou a ausência da cartilagem, podem confirmar o diagnóstico. Exames de sangue ou do líquido sinovial podem ajudar a excluir outras doenças articulares, sobretudo infecciosas ou inflamatórias.

Como o médico trata a osteoartrite?

Não há cura para a osteoartrite, mas os tratamentos podem reduzir a dor e ajudar a manter os movimentos. As medicações podem incluir drogas analgésicas e anti-inflamatórias. Além disso, exercitar-se e manter o peso corporal dentro do normal (índice de massa corporal entre 18,5 e 24,9 kg/m²) é a melhor maneira de manter a osteoartrite sob controle. O médico também pode indicar terapia física ou ocupacional, palmilhas que reduzam a dor ao andar ou aplicação de frio e calor, alternadamente. Se esses tratamentos conservadores não surtirem efeito, pode-se apelar para injeções intra-articulares de corticoide para aliviar as dores ou injeções de ácido hialurônico para acolchoar o joelho. Procedimentos cirúrgicos podem realinhar ossos e até mesmo substituir uma articulação não funcionante. Mudanças no estilo de vida, com mais exercícios, perda de peso e o uso de apetrechos adequados podem contribuir para diminuir o desconforto ocasionado pela osteoartrite.

Como prevenir a osteoartrite?

A única maneira de prevenir a osteoartrite, no longo prazo, é não submeter as articulações a esforços exagerados.

Como evolui a osteoartrite?

A osteoartrite é uma doença progressiva, mas manter-se ativo, com um peso adequado e com os outros tratamentos indicados pode diminuir a velocidade de progressão da enfermidade. Os sintomas da osteoartrite podem ser intermitentes e desaparecer por longos períodos.

Quais são as complicações possíveis da osteoartrite?

As dores nas articulações e a rigidez delas podem tornar difíceis as atividades diárias e algumas pessoas ficam inabilitadas para o trabalho.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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